Dentre as iniciativas governamentais, a Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) é um importante recurso destinado para as famílias de baixa renda no Brasil. Neste caso, o projeto visa oferecer descontos significativos na conta de luz de famílias em situação de vulnerabilidade financeira.
Para ter acesso ao desconto na conta de luz, é necessário ter registro atualizado no Cadastro Único, receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e cumprir os requisitos de renda. Para participar da iniciativa, também exige-se renda mensal familiar de até três salários mínimos ou a presença de um PCD que dependa da energia elétrica para tratamento.
Como solicitar desconto na conta de luz
Agora que você já sabe quais são os critérios para obter o desconto, veja como pedir o benefício TSEE:
- Entre em contato com a empresa fornecedora de energia elétrica de sua região e informe que deseja se cadastrar no programa TSEE;
- Forneça à empresa alguns dados, como o número de identificação social (NIS) e o CPF do proprietário;
- A empresa de energia elétrica irá verificar se você está inscrito no Cadastro Único e se atende aos critérios para participar do programa;
- Caso esteja tudo correto, a empresa aplicará seu desconto na próxima conta de luz.
Lembre-se de que, para manter o desconto, é necessário atualizar seus dados no Cadastro Único a cada dois anos ou sempre que ocorrer alguma mudança na situação da família.
Descontos chegam a 65%
De acordo com informações oficiais do programa, o desconto varia conforme o consumo de quilowatts gastos em determinado mês. Ademais, é importante ressaltar que o recurso só se aplica em contas de luz até 220 kWh.
Confira, a seguir, as taxas de desconto para inscritos no programa:
- Até 30 kWh/mês: 65% de desconto;
- 31 kWh a 100 kWh por mês: 40%;
- 101 kWh a 220 kWh por mês: 10%.
Outros benefícios sociais
Além de reduzir parte do valor da conta de luz elétrica, o Cadastro Único também oferece outros benefícios para famílias de baixa renda, como:
- Programa Bolsa Família: auxílio financeiro para as famílias pobres ou extremamente pobres com crianças e adolescentes em idade escolar, gestantes ou lactantes;
- Programa Minha Casa Minha Vida: facilita o acesso à casa própria, subsidiando uma parte do valor do imóvel;
- Benefício de Prestação Continuada (BPC): assistência financeira para pessoas com 65 anos ou mais e para pessoas com deficiência impossibilitadas de trabalhar e de se sustentar.
Imagem: Daniele Mezzadri / Shutterstock
