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Telegram afirma que a democracia do Brasil está em risco; entenda

Aplicativo enviou comunicado alarmista aos seus usuários.

Avatar de Hannah Aragão Hannah Aragão · · 2 min de leitura
Logo do Telegram e frase: Telegram afirma que a democracia do Brasil está em risco entenda

Nesta terça-feira (9), o Telegram encaminhou comunicado aos seus usuários em que afirma que a democracia do Brasil está em risco. O informe do aplicativo se coloca contrário ao Projeto de Lei (PL) que visa a criação de um marco regulatório na internet, o PL das Fake News.

No comunicado, o aplicativo convoca seus usuários para que os mesmos pressionem os deputados a votar contra o projeto. Siga na leitura para entender a situação.

Telegram envia mensagem aos seus usuários contra PL das Fake News

O Telegram surpreendeu a todos nesta tarde ao afirmar que a democracia do Brasil estaria sob ataque. De acordo com o conteúdo do texto, a plataforma se mostra preocupada com a lei que pode ser aprovada em breve. Confira o conteúdo do comunicado a seguir:

“O Brasil está prestes a aprovar uma lei que irá acabar com a liberdade de expressão. O PL 2630/2020 dá ao governo poderes de censura sem supervisão judicial prévia. Para os direitos humanos fundamentais, esse projeto de lei é uma das legislações mais perigosas já consideradas no Brasil […]. Fale com seu deputado aqui ou nas redes sociais hoje mesmo – os brasileiros merecem uma internet livre e um futuro livre”.

O material direciona o usuário para um conteúdo ainda mais extenso sobre o tema, onde o Telegram aponta trechos do PL retirados do contexto. O argumento utilizado afirma que o projeto “matará a internet moderna se for aprovado com a redação atual”. Além disso, a mensagem também conta com  link para o site da Câmara dos Deputados.

Plataformas se colocam contrárias ao PL das Fake News 

O texto do projeto busca a criação da Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet. Com isso, o PL visa tornar obrigatória a moderação dos conteúdos nas redes sociais e plataformas da internet, de modo que postagens criminosas não tenham grande alcance, podendo ser identificadas e excluídas.

No entanto, o PL das Fake News tem despertado a insatisfação das empresas que comandam grandes plataformas como Google, TikTok, Twitter, WhatsApp, Facebook e Instagram.

Além do recente feito do Telegram, o Google se posicionou contrário ao marco regulatório da internet no Brasil. A big tech foi, recentemente, advertida pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), que pediu que a empresa suspendesse a veiculação de conteúdos que estejam manipulando o conteúdo do PL.

Imagem: Equipe Seu Crédito Digital

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