Com a chegada dos dias mais quentes em várias regiões do Brasil, o uso do ar-condicionado voltou a crescer dentro das casas, escritórios e comércios. Mas um hábito muito comum entre os brasileiros pode estar pesando diretamente no bolso: ajustar o aparelho para temperaturas extremamente baixas.
Ar-condicionado nessa temperatura pode aumentar conta de luz em até 25%
Especialistas alertam que usar o ar-condicionado em temperaturas muito baixas pode elevar em até 25% a conta de luz.
Especialistas alertam que configurar o ar-condicionado entre 17°C e 20°C pode aumentar significativamente o consumo de energia elétrica e elevar a conta de luz em até 25% — ou até mais, dependendo do tempo de uso.
Segundo orientações técnicas do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), cada grau abaixo dos 23°C pode aumentar o consumo energético do aparelho em aproximadamente 7%.
Isso significa que pequenas mudanças no controle remoto podem gerar diferença importante no valor pago no fim do mês.
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Temperatura ideal do ar-condicionado ajuda a reduzir gastos
Temperaturas muito baixas aumentam o consumo
Muitas pessoas acreditam que colocar o ar-condicionado em 17°C ou 18°C faz o ambiente gelar mais rápido.
Na prática, isso não acontece.
O aparelho trabalha sempre na potência necessária até atingir a temperatura programada. Quando o ajuste é muito baixo, o compressor precisa funcionar por mais tempo e em esforço maior.
Compressor trabalha mais intensamente
O compressor é o principal responsável pelo consumo de energia do ar-condicionado.
Quando a temperatura escolhida fica muito distante do calor externo, o equipamento precisa manter funcionamento contínuo para compensar essa diferença térmica.
Isso gera:
- Maior gasto de energia
- Mais desgaste do aparelho
- Redução da eficiência
- Aumento da conta de luz
Mesmo aparelhos modernos com tecnologia Inverter continuam consumindo mais quando configurados em temperaturas muito baixas.
Inmetro recomenda temperatura específica
O Inmetro recomenda configurar o ar-condicionado em 23°C para equilibrar conforto térmico e economia de energia.
Segundo especialistas, essa faixa costuma oferecer refrigeração eficiente sem exigir esforço excessivo do sistema.
Diferença de consumo pode ser enorme
Veja o impacto estimado no consumo conforme a temperatura escolhida:
| Temperatura | Consumo relativo | Diferença em relação a 23°C |
|---|---|---|
| 23°C | Base | — |
| 22°C | +7% | +7% |
| 21°C | +14% | +14% |
| 20°C | +21% | +21% |
| 19°C | +28% | +28% |
| 17°C | +42% | +42% |
Os dados mostram que reduzir apenas alguns graus já provoca aumento expressivo no gasto de energia.
Temperatura baixa não resfria mais rápido
Especialistas explicam que o ar-condicionado não funciona como um ventilador com velocidade variável de frio.
Ou seja: colocar o aparelho em 17°C não faz o ambiente esfriar instantaneamente.
O que muda é apenas o tempo que o compressor permanecerá trabalhando em potência máxima.
Modo turbo pode ser alternativa melhor
Para quem deseja resfriar rapidamente o ambiente, especialistas recomendam:
- Utilizar o modo turbo inicialmente
- Manter portas e janelas fechadas
- Reduzir entrada de calor externo
- Ajustar depois para 23°C
O uso do modo turbo por cerca de 10 a 15 minutos costuma ser suficiente para climatizar o ambiente sem desperdício prolongado.
Tecnologia Inverter ajuda, mas não faz milagres
Os aparelhos Inverter conseguem reduzir parte do consumo porque ajustam automaticamente a velocidade do compressor.
Isso evita ligações e desligamentos constantes do sistema.
Mesmo assim, especialistas alertam que a temperatura configurada continua sendo determinante no gasto final de energia.
Temperatura extrema continua aumentando o consumo
Mesmo em modelos modernos, manter o aparelho em:
- 17°C
- 18°C
- 19°C
ainda exige esforço elevado do sistema e aumenta o consumo elétrico.
Filtros sujos também elevam a conta de luz
Outro problema muito comum é a falta de manutenção preventiva.
Filtros sujos dificultam a circulação do ar e obrigam o aparelho a trabalhar mais intensamente.
Segundo dados técnicos do Inmetro, a sujeira pode elevar o consumo em até 30%.
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Limpeza simples pode gerar economia
Especialistas recomendam limpar os filtros:
- A cada 15 dias em períodos de uso intenso
- Pelo menos uma vez por mês em uso moderado
Além da economia, a manutenção melhora a qualidade do ar e reduz problemas respiratórios.
Vedação do ambiente faz diferença
Muitas pessoas aumentam a potência do ar-condicionado sem perceber que o problema está no ambiente.
Portas mal fechadas, janelas abertas e entrada constante de calor fazem o aparelho trabalhar continuamente.
Medidas simples ajudam a economizar
Entre as recomendações estão:
- Fechar portas e janelas
- Usar cortinas durante o dia
- Evitar incidência direta do sol
- Melhorar vedação do ambiente
- Desligar aparelhos que geram calor excessivo
Essas ações reduzem a carga térmica interna e aliviam o trabalho do ar-condicionado.
Conta de luz pesa cada vez mais no orçamento
O consumo de energia elétrica se tornou uma das maiores preocupações das famílias brasileiras nos últimos anos.
Com reajustes frequentes nas tarifas e aumento do custo de vida, pequenos hábitos domésticos passaram a ter impacto significativo no orçamento mensal.
O ar-condicionado, especialmente em períodos de calor intenso, costuma aparecer entre os principais responsáveis pelo aumento da conta de energia.
Uso consciente pode gerar economia importante
Especialistas afirmam que é possível manter conforto térmico sem abrir mão da economia.
A combinação entre:
- Temperatura adequada
- Ambiente vedado
- Manutenção em dia
- Uso inteligente do aparelho
pode reduzir significativamente o consumo elétrico ao longo do mês.
Em muitos casos, apenas ajustar o termostato para 23°C já representa economia relevante na conta de luz sem comprometer o conforto dentro de casa.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
