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Grande rede de sorvetes decreta falência e fecha 500 unidades

Entenda por que a Thrifty Ice Cream perdeu 500 unidades após a falência da Rite Aid e quais são os impactos no mercado.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
Thrifty Ice Cream

A queda de grandes empresas costuma gerar efeitos em cadeia que vão muito além de um único negócio. Foi exatamente isso que aconteceu com a tradicional Thrifty Ice Cream, marca de sorvetes icônica nos Estados Unidos, que viu mais de 500 pontos de venda desaparecerem quase da noite para o dia. O motivo não foi queda nas vendas ou perda de relevância, mas sim a falência de sua controladora, a gigante farmacêutica Rite Aid Corporation.

O caso chama atenção por mostrar como modelos de negócio altamente dependentes de um único canal podem entrar em colapso mesmo sendo lucrativos ou queridos pelo público, como ocorreu com a Thrifty Ice Cream. A seguir, você entende os detalhes da crise, os impactos no varejo e o que essa história ensina para empresas brasileiras.

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O que causou o fim dos pontos da Thrifty Ice Cream

A Thrifty Ice Cream não quebrou por problemas próprios. O colapso veio de fora para dentro, puxado pela crise da Rite Aid.

Dependência total da controladora

Desde 1996, a Thrifty operava dentro das farmácias da Rite Aid. Ou seja, seus famosos balcões de sorvete estavam fisicamente instalados dentro das lojas da rede.

Esse modelo trouxe vantagens por décadas:

  • Alto fluxo de clientes
  • Baixo custo de operação
  • Distribuição garantida

Mas também criou um risco estrutural: a dependência total de um único canal.

Duas falências em menos de dois anos

A Rite Aid entrou com pedido de recuperação judicial duas vezes:

  • Outubro de 2023
  • Maio de 2025

Segundo dados amplamente divulgados pela imprensa internacional, incluindo análises da Reuters e relatórios do setor varejista, a empresa acumulava bilhões de dólares em dívidas, impactando diretamente a operação da Thrifty Ice Cream, além de enfrentar processos judiciais ligados à crise dos opioides nos Estados Unidos.

Sem conseguir se reestruturar, a rede encerrou definitivamente suas operações físicas.

Por que mais de 500 unidades desapareceram

O impacto foi imediato e direto.

Balcões não podiam ser vendidos separadamente

Diferente de franquias tradicionais, os pontos da Thrifty:

  • Não eram independentes
  • Não tinham operação própria fora das farmácias
  • Não podiam ser vendidos isoladamente

Com o fechamento das lojas da Rite Aid, cerca de 500 balcões simplesmente deixaram de existir.

Efeito dominó no varejo

Esse tipo de colapso é conhecido no mercado como “risco de canal único”. Quando o canal desaparece, o negócio perde sua base de receita instantaneamente.

No Brasil, exemplos semelhantes já ocorreram em menor escala, especialmente em:

  • Quiosques dentro de redes varejistas
  • Operações dependentes de shopping centers específicos
  • Marcas vinculadas a grandes marketplaces

O impacto da falência no mercado

A queda da Rite Aid foi considerada um dos maiores colapsos recentes do varejo farmacêutico dos EUA.

Redução de presença física

A empresa chegou a operar cerca de 5.000 lojas. Com o fechamento total:

  • Perdeu capilaridade nacional
  • Abriu espaço para concorrentes
  • Eliminou canais de venda de parceiros

Empresas como CVS Health e Walgreens absorveram parte dos ativos.

Venda da Thrifty Ice Cream

Em julho de 2025, a marca foi vendida por US$ 19,2 milhões para a Hilrod Holdings, ligada a executivos do setor de bebidas.

A aquisição incluiu:

  • Fábrica em El Monte, Califórnia
  • Receitas e fórmulas
  • Equipamentos industriais

A Thrifty Ice Cream vai acabar?

Apesar do choque inicial, a marca não foi extinta.

Produção continua ativa

A fábrica segue operando normalmente, mantendo a produção dos sabores clássicos.

Os produtos ainda podem ser encontrados em redes como:

  • Albertsons
  • Vons

Nova estratégia de distribuição

Sem os balcões físicos, a marca deve apostar em:

  • Supermercados
  • Expansão geográfica
  • Novos pontos de venda independentes

Esse movimento é semelhante ao que muitas marcas brasileiras fizeram após a pandemia, migrando de lojas físicas para canais mais flexíveis.

Por que a marca era tão popular

A Thrifty Ice Cream tem um forte apelo emocional nos Estados Unidos.

Tradição desde 1940

Fundada em West Hollywood, a marca construiu uma base fiel de consumidores ao longo de décadas.

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Diferenciais únicos

Entre os principais atrativos estavam:

  • Formato cilíndrico exclusivo do sorvete
  • Sabores icônicos como Butter Pecan e Chocolate Malted Krunch
  • Preço acessível

Essa combinação transformou a marca em um símbolo cultural, especialmente na Califórnia.

O que o caso ensina para o Brasil

A história traz lições importantes para empresas e empreendedores brasileiros.

Diversificação de canais é essencial

Negócios que dependem de um único parceiro ficam vulneráveis. Hoje, no Brasil, especialistas recomendam:

  • Presença omnichannel
  • Vendas digitais e físicas
  • Parcerias múltiplas

Estrutura jurídica e operacional importa

Modelos altamente integrados podem dificultar:

  • Venda de unidades
  • Expansão independente
  • Recuperação em crises

Branding pode salvar uma empresa

Mesmo após perder 500 pontos, a Thrifty ainda sobrevive graças ao valor da marca.

No Brasil, isso se aplica a empresas que investem em:

  • Identidade forte
  • Experiência do consumidor
  • Memória afetiva

Qual é o futuro da Thrifty Ice Cream

O futuro da marca depende da execução da nova estratégia.

Possíveis caminhos

Entre os cenários mais prováveis estão:

  • Expansão para novos varejistas
  • Criação de lojas próprias
  • Internacionalização

A nostalgia continua sendo um ativo poderoso. Marcas com história tendem a atrair investidores e consumidores, mesmo após crises profundas.

Conclusão

O fechamento de mais de 500 pontos da Thrifty Ice Cream não foi causado por falta de demanda, mas por um erro estrutural de dependência de canal. A falência da Rite Aid arrastou junto um negócio que, isoladamente, ainda tinha valor.

Para o Brasil, o caso serve como alerta: crescimento sustentável exige diversificação, planejamento e autonomia operacional. Em um mercado cada vez mais instável, depender de um único parceiro pode ser um risco alto demais.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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