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Claro, Nio e TIM crescem, mas Vivo dobra vantagem no mercado de banda larga

A TIM está acelerando uma mudança importante em sua estratégia no mercado brasileiro de telecomunicações. Tradicionalmente mais concentrada nos serviços de telefonia móvel, a companhia passou a ampliar sua aposta na combinação de produtos, reunindo celular, internet por fibra óptica, entretenimento e soluções digitais em um mesmo ecossistema. O movimento acompanha uma transformação mais ampla […]

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 5 min de leitura
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A TIM está acelerando uma mudança importante em sua estratégia no mercado brasileiro de telecomunicações. Tradicionalmente mais concentrada nos serviços de telefonia móvel, a companhia passou a ampliar sua aposta na combinação de produtos, reunindo celular, internet por fibra óptica, entretenimento e soluções digitais em um mesmo ecossistema.

O movimento acompanha uma transformação mais ampla do setor. Em vez de disputar clientes apenas com franquias de dados e preços, as operadoras buscam aumentar a permanência dos consumidores por meio de ofertas integradas.

Os resultados divulgados pela companhia referentes ao segundo trimestre de 2026 mostram que a estratégia de diversificação vem ganhando espaço. A TIM registrou receita líquida total de R$ 6,965 bilhões no período, alta de 5,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O avanço foi impulsionado, entre outros fatores, pelo desempenho da TIM Ultrafibra e dos serviços corporativos.

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Um dos principais exemplos da nova estratégia é o TIM Ultracombo. A oferta reúne internet móvel e fibra óptica residencial, permitindo que o cliente concentre diferentes serviços da operadora em uma mesma contratação.

A empresa lançou oficialmente a iniciativa em julho de 2026 como parte de sua estratégia de convergência. A proposta é ampliar a integração entre os serviços utilizados dentro e fora de casa.

Na prática, o consumidor pode contratar, por exemplo, um plano TIM Black para o celular junto com a TIM Ultrafibra. As opções disponíveis variam de acordo com a região e podem reunir diferentes velocidades de internet residencial e franquias de dados móveis.

Essa estratégia pode ser vantajosa para clientes que já utilizam mais de um serviço da mesma companhia. Para a TIM, por outro lado, o modelo cria oportunidades de aumentar a receita por usuário e reduzir o cancelamento de contratos.

TIM Play amplia presença da operadora no entretenimento

Outra peça importante nessa transformação é o TIM Play. A plataforma reúne canais ao vivo, filmes, séries, esportes, música e serviços de streaming em um ambiente digital voltado aos clientes da operadora.

A disponibilidade dos conteúdos depende do plano contratado, e alguns serviços podem exigir uma assinatura adicional. Entre as plataformas que podem ser acessadas por meio do TIM Play estão opções como Netflix, Disney+, HBO Max, Globoplay e outros parceiros.

A entrada mais forte no segmento de entretenimento mostra que as empresas de telecomunicações estão buscando novas fontes de receita. A conectividade, embora continue sendo o principal negócio, passa a funcionar como porta de entrada para outros serviços digitais.

Para o consumidor, a principal mudança é a possibilidade de centralizar pagamentos e contratações. Entretanto, é importante comparar os valores cobrados individualmente pelos serviços antes de contratar um pacote completo.

Fibra óptica ganha importância na nova estratégia

O avanço da banda larga fixa foi fundamental para que a TIM aumentasse sua aposta na convergência. A companhia vem ampliando sua atuação no segmento por meio da TIM Ultrafibra e de investimentos na infraestrutura de fibra óptica.

Segundo os resultados do segundo trimestre de 2026, a empresa passou a ter maior flexibilidade para desenvolver sua estratégia após a consolidação de operações relacionadas à I-Systems, companhia ligada à infraestrutura de rede.

A prioridade, no entanto, não é apenas expandir a área atendida. Um dos desafios é aumentar a quantidade de clientes conectados à infraestrutura já disponível.

Essa lógica é conhecida no mercado como aumento da penetração da rede. Quanto maior o número de assinantes utilizando uma estrutura já instalada, maior tende a ser o aproveitamento dos investimentos realizados pela empresa.

Inteligência artificial pode se tornar nova fonte de receita

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A inteligência artificial também entrou no radar da TIM. A empresa estuda oportunidades para incluir soluções baseadas em IA em seu portfólio, especialmente como parte de uma estratégia de expansão para novos serviços digitais.

A tendência não se limita ao mercado de telecomunicações brasileiro. Empresas do setor estão procurando formas de utilizar IA tanto para melhorar a experiência dos clientes quanto para criar produtos capazes de gerar novas receitas.

No caso da TIM, a estratégia não indica necessariamente a distribuição gratuita dessas ferramentas. A companhia avalia modelos comerciais que possam transformar a inteligência artificial em uma nova frente de negócios.

Open Gateway amplia uso comercial da rede

Outra aposta está relacionada ao Open Gateway, iniciativa do setor de telecomunicações que busca disponibilizar recursos das redes por meio de APIs para empresas e desenvolvedores.

A TIM terminou o segundo trimestre de 2026 com sete APIs comercialmente disponíveis. Entre as aplicações estão soluções relacionadas à autenticação, prevenção a fraudes e validação de identidade.

Esse tipo de serviço pode permitir que bancos, aplicativos e outras empresas utilizem informações e funcionalidades da infraestrutura de telecomunicações de forma padronizada e segura, dentro das regras aplicáveis ao setor.

Para a operadora, a iniciativa representa uma oportunidade de diversificar o faturamento sem depender exclusivamente da venda tradicional de planos de telefonia.

Mercado corporativo ganha força com a V8.Tech

A TIM também pretende acelerar sua presença entre empresas. O segmento B2B representou 6,6% da receita de serviços da companhia no segundo trimestre de 2026.

A receita de serviços corporativos, excluindo operações de atacado, alcançou R$ 1,7 bilhão nos últimos 12 meses encerrados no período, com crescimento de 16,6%. Soluções corporativas, internet das coisas (IoT), parcerias de dados e os negócios da V8.Tech contribuíram para esse desempenho.

A aquisição da V8.Tech ampliou a presença da TIM em áreas como inteligência artificial, nuvem e soluções digitais. A estratégia é utilizar esses serviços para complementar as ofertas tradicionais de conectividade.

Em vez de vender apenas linhas telefônicas e links de internet, a operadora busca atender empresas com um conjunto mais amplo de soluções tecnológicas.

Imagem: Reprodução

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