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Vivo e Tim podem formar acordo na justiça

Vivo e Tim ampliam acordo de RAN sharing com supervisão do Cade. Entenda o impacto no mercado de telefonia.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
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A Vivo e a Tim deram mais um passo no compartilhamento de suas redes móveis no Brasil. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a expansão do acordo de RAN sharing, permitindo que ambas as operadoras ampliem sua atuação nas tecnologias 2G, 3G e 4G.

Neste artigo, explicamos todos os detalhes, impactos no mercado e como o Cade garantiu a concorrência. Continue lendo para entender a decisão.

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O que é o acordo entre Vivo e Tim

TIM
Imagem: Rafael Henrique/ www.shutterstock.com

O acordo entre Vivo e Tim consiste em aditivos a contratos já existentes desde 2019. A operação tem como objetivo:

  • Ampliar o escopo geográfico do compartilhamento de redes;
  • Corrigir incompatibilidades técnicas da implementação original;
  • Incluir novos municípios no RAN sharing.

O RAN sharing permite que operadoras compartilhem infraestrutura de rede, reduzindo custos operacionais e expandindo a cobertura sem investimentos duplicados. Para a Vivo, essa estratégia se soma a outros acordos já existentes, como o realizado com a Claro em 2021.

Condições impostas pelo Cade

Durante a análise, o Cade identificou riscos concorrenciais e condicionou a aprovação ao Acordo de Controle de Concentrações (ACC). Entre as principais exigências:

  • Redução do escopo geográfico, limitando municípios participantes;
  • Obrigações de transparência, incluindo a publicação da lista completa de municípios;
  • Garantia de manutenção dos padrões de cobertura e qualidade, proibindo qualquer piora;
  • Monitoramento contínuo pelo Cade, com auxílio técnico da Anatel se necessário.

O conselheiro-relator Diogo Thomson destacou que a solução adotada é proporcional e tecnicamente ancorada, garantindo benefícios sem prejudicar a concorrência.

Impacto no mercado de telefonia

O acordo entre Vivo e Tim tem implicações importantes para o setor de telecomunicações:

  • Otimização de custos: compartilhamento de infraestrutura reduz investimentos duplicados;
  • Melhoria da cobertura: expansão geográfica permite atender mais municípios;
  • Preocupações de concorrência: associações de operadoras menores alertam que a parceria pode reforçar o domínio das gigantes Vivo, Tim e Claro, limitando oportunidades para empresas menores;
  • Supervisão regulatória: Cade e Anatel acompanham a execução, garantindo que o acordo seja pró-competitivo.

Segundo dados da Anatel, Vivo, Tim e Claro dominam 95% do mercado de telefonia móvel, o que torna o monitoramento do Cade ainda mais crucial.

A posição de associações empresariais

O processo enfrentou forte oposição de entidades como:

  • Associação Neo: alertou sobre o risco de formar um “clube” e desincentivar inovação;
  • Abrintel: destacou risco de acesso a informações sensíveis e fortalecimento do tripólio Vivo, Tim e Claro.

Apesar das críticas, o Cade considerou que o ACC e as obrigações de transparência mitigam os riscos e tornam o acordo compatível com a concorrência.

Vivo e outros acordos de RAN sharing

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A Vivo já possui experiência em acordos de RAN sharing, sendo uma estratégia comum entre grandes operadoras para reduzir custos e ampliar cobertura.

  • Vivo e Claro (2021): compartilhamento aprovado pelo Cade, com supervisão regulatória;
  • Vivo e Tim (2025): ampliação do acordo, com novas condições e monitoramento;
  • Benefício principal: otimização de investimentos e cobertura mais ampla para consumidores.

Para a Vivo, essas parcerias permitem manter competitividade e eficiência em um mercado altamente concentrado.

Benefícios e desafios do acordo

vivo
Imagem: rafapress / Shutterstock.com

Benefícios:

  • Redução de custos operacionais;
  • Maior eficiência na expansão de cobertura;
  • Continuidade dos serviços móveis com qualidade;
  • Cooperação técnica com supervisão do Cade e Anatel.

Desafios:

  • Atenção de pequenas operadoras ao domínio do mercado pelas gigantes;
  • Necessidade de garantir transparência e evitar práticas anticoncorrenciais;
  • Manutenção da qualidade de rede sem prejudicar consumidores.

O acordo mostra como Vivo e Tim equilibram expansão e regulação, oferecendo cobertura maior sem desrespeitar normas concorrenciais.

Com informações de: Tecnoblog

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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