A Vivo e a Tim deram mais um passo no compartilhamento de suas redes móveis no Brasil. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a expansão do acordo de RAN sharing, permitindo que ambas as operadoras ampliem sua atuação nas tecnologias 2G, 3G e 4G.
Vivo e Tim podem formar acordo na justiça
Vivo e Tim ampliam acordo de RAN sharing com supervisão do Cade. Entenda o impacto no mercado de telefonia.
Neste artigo, explicamos todos os detalhes, impactos no mercado e como o Cade garantiu a concorrência. Continue lendo para entender a decisão.
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O que é o acordo entre Vivo e Tim

O acordo entre Vivo e Tim consiste em aditivos a contratos já existentes desde 2019. A operação tem como objetivo:
- Ampliar o escopo geográfico do compartilhamento de redes;
- Corrigir incompatibilidades técnicas da implementação original;
- Incluir novos municípios no RAN sharing.
O RAN sharing permite que operadoras compartilhem infraestrutura de rede, reduzindo custos operacionais e expandindo a cobertura sem investimentos duplicados. Para a Vivo, essa estratégia se soma a outros acordos já existentes, como o realizado com a Claro em 2021.
Condições impostas pelo Cade
Durante a análise, o Cade identificou riscos concorrenciais e condicionou a aprovação ao Acordo de Controle de Concentrações (ACC). Entre as principais exigências:
- Redução do escopo geográfico, limitando municípios participantes;
- Obrigações de transparência, incluindo a publicação da lista completa de municípios;
- Garantia de manutenção dos padrões de cobertura e qualidade, proibindo qualquer piora;
- Monitoramento contínuo pelo Cade, com auxílio técnico da Anatel se necessário.
O conselheiro-relator Diogo Thomson destacou que a solução adotada é proporcional e tecnicamente ancorada, garantindo benefícios sem prejudicar a concorrência.
Impacto no mercado de telefonia
O acordo entre Vivo e Tim tem implicações importantes para o setor de telecomunicações:
- Otimização de custos: compartilhamento de infraestrutura reduz investimentos duplicados;
- Melhoria da cobertura: expansão geográfica permite atender mais municípios;
- Preocupações de concorrência: associações de operadoras menores alertam que a parceria pode reforçar o domínio das gigantes Vivo, Tim e Claro, limitando oportunidades para empresas menores;
- Supervisão regulatória: Cade e Anatel acompanham a execução, garantindo que o acordo seja pró-competitivo.
Segundo dados da Anatel, Vivo, Tim e Claro dominam 95% do mercado de telefonia móvel, o que torna o monitoramento do Cade ainda mais crucial.
A posição de associações empresariais
O processo enfrentou forte oposição de entidades como:
- Associação Neo: alertou sobre o risco de formar um “clube” e desincentivar inovação;
- Abrintel: destacou risco de acesso a informações sensíveis e fortalecimento do tripólio Vivo, Tim e Claro.
Apesar das críticas, o Cade considerou que o ACC e as obrigações de transparência mitigam os riscos e tornam o acordo compatível com a concorrência.
Vivo e outros acordos de RAN sharing
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A Vivo já possui experiência em acordos de RAN sharing, sendo uma estratégia comum entre grandes operadoras para reduzir custos e ampliar cobertura.
- Vivo e Claro (2021): compartilhamento aprovado pelo Cade, com supervisão regulatória;
- Vivo e Tim (2025): ampliação do acordo, com novas condições e monitoramento;
- Benefício principal: otimização de investimentos e cobertura mais ampla para consumidores.
Para a Vivo, essas parcerias permitem manter competitividade e eficiência em um mercado altamente concentrado.
Benefícios e desafios do acordo

Benefícios:
- Redução de custos operacionais;
- Maior eficiência na expansão de cobertura;
- Continuidade dos serviços móveis com qualidade;
- Cooperação técnica com supervisão do Cade e Anatel.
Desafios:
- Atenção de pequenas operadoras ao domínio do mercado pelas gigantes;
- Necessidade de garantir transparência e evitar práticas anticoncorrenciais;
- Manutenção da qualidade de rede sem prejudicar consumidores.
O acordo mostra como Vivo e Tim equilibram expansão e regulação, oferecendo cobertura maior sem desrespeitar normas concorrenciais.
Com informações de: Tecnoblog
