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Todo mundo está feliz: 98% das cidades brasileiras vão se beneficiar com a reforma tributária

Descubra como a reforma tributária vai transformar as finanças municipais do Brasil: 98% das cidades têm motivos para comemorar! Saiba mais!

Avatar de Ana Ferreira Ana Ferreira · · 2 min de leitura
Governo propõe reforma

Uma reforma tributária pode ser motivo de preocupação para muitas pessoas, mas um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) traz uma notícia animadora para o país.

Cerca de 98% das cidades brasileiras têm potencial de ganhos na arrecadação, ao longo de 20 anos, graças aos efeitos positivos da reforma no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

O estudo analisou os impactos da reforma tributária proposta, que prevê a substituição do ICMS e do ISS por um novo imposto chamado Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Entenda melhor!

Reforma tributária beneficia 98% das cidades brasileiras

O IBS seria um imposto sobre valor agregado (IVA), com uma base de incidência ampla, não cumulatividade plena e que adota o princípio do destino, ou seja, que cobra no local de consumo, e não onde ocorre a produção ou prestação de serviços.

Os resultados indicam que o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) teria impactos positivos na distribuição de recursos entre União, estados e municípios.

Uma regra de transição gradual junto com um crescimento econômico acelerado poderia suavizar os efeitos redistributivos e beneficiar a maioria dos entes federativos.

Embora as projeções tenham considerado diferentes cenários e modelos de reforma tributária, os impactos na distribuição de recursos entre os entes federativos são semelhantes.

No cenário mais básico, com o fim da cumulatividade, aproximadamente 83,8% dos municípios teriam ganhos de receita nos primeiros 15 anos.

Reforma tributária traz ganhos e reduz desigualdades

Quando se considera um impacto adicional de 4% no PIB, o percentual de municípios com ganhos sobe para 88%, e para os estados chega a 78%.

Nos cenários em que se considera o efeito da reforma na produtividade da economia e um crescimento adicional do PIB de 12% a 20%, todas as unidades federativas se beneficiam e o risco de perda de receita para os municípios é reduzido para cerca de 2%.

Um ponto importante destacado pelo estudo é que a unificação de bases e a aplicação do princípio do destino tendem a favorecer as regiões menos desenvolvidas e os municípios mais pobres, que têm mais concentração de população e consumo.

Com isso, a reforma tributária poderia reduzir em 22% o grau de desigualdade geral das receitas municipais, medido pela queda no índice de Gini.

Imagem: rafapress/ shutterstock.com

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