Você já deve ter ouvido falar em burnout, que ocorre quando um profissional se encontra em um estado extremo de esgotamento resultando em sintomas de sofrimento físico e psicológico. Essa síndrome está se tornando cada vez mais comum e, para não chegar a tal ponto, muitos trabalhadores têm optado por ter menos estresse no trabalho, mesmo que isso reduza seus salários.
Trabalhadores querem menos estresse no serviço (mesmo que tenham seu salário reduzido)
De acordo com levantamento, trabalhadores estão preferindo menos estresse no serviço, mesmo que isso signifique salários menores. Entenda.
É isso que aponta um recente estudo global feito pela consultoria McKinsey. O levantamento destaca que um grande percentual de jovens trabalhadores tem priorizado o bem-estar e deixado seus empregos por posições menores. Siga na leitura para saber mais detalhes sobre o estudo.
Jovens trabalhadores preferem menos estresse a cargos maiores
De acordo com a pesquisa da McKinsey divulgada no fim de 2022, 31% dos jovens trabalhadores entre 18 e 34 anos podem abandonar suas posições profissionais em busca de qualidade de vida e bem-estar. Isso significa que, cada vez mais, os profissionais se mostram dispostos a deixar seus empregos por motivos relacionados ao desgaste da saúde mental.
Quando avaliados os profissionais acima dos 35 anos, o percentual cai significativamente para 14%, indicando que a movimentação é muito mais considerada entre os trabalhadores mais jovens.
Números do Brasil
Como citado anteriormente, a pesquisa foi feita a nível global. No Brasil, foram 3 mil trabalhadores entrevistados. Entre os motivos citados para a desistência de altos cargos está a insegurança psicológica, além da inflexibilidade, falta de oportunidades e falta de propósito.
A tendência entre os profissionais foi atenuada no período pós-pandemia da Covid-19, quando muitos fizeram decisões importantes sobre o futuro da carreira.
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O estilo de vida mais equilibrado passou a ser priorizado em meio ao momento de repensar os caminhos a seguir na vida profissional.
Sobre a situação, a professora de liderança da Fundação Dom Cabral, Lívia Mandelli, explica que vestir a camisa da empresa não significa mais que esses trabalhadores estão dispostos a lidar com rotinas tóxicas por cargos mais altos. A professora completa afirmando que isso não se trata de trabalhar menos ou não fazer nada.
Imagem: PeopleImages.com – Yuri A / Shutterstock.com
