O Ministério Público do Trabalho realizou uma audiência, na última quarta-feira, 29 de março de 2023, sobre a acusação de trabalho escravo envolvendo a Volkswagen. Contudo, a montadora de veículos abandonou a negociação.
Trabalho escravo na Volkswagen: empresa se nega a pagar R$ 165 milhões a vítimas
A Volkswagen está negando o pagamento de R$165 milhões ás vítimas de trabalho escravo. Entenda melhor o caso.
Esta envolvia 14 trabalhadores já identificados como vítimas. Além deles, centenas de outros indivíduos deveriam ser localizados para receber a indenização. Nesse sentido, o valor também seria pago às famílias dos trabalhadores que, segundo relatos de sobreviventes, foram assassinados na época.
Além disso, a empresa teria que pagar R$ 165 milhões às vítimas escravizadas na situação, que aconteceu entre 1970 e 1980, durante a ditadura militar no Brasil. O caso aconteceu na Fazenda Vale do Rio Cristalino, no Pará.
Volkswagen se nega a indenizar vítimas de trabalho escravo
Os trabalhadores viveram na fazenda, de propriedade da montadora, em trabalho análogo ao escravo, durante 10 anos. Isso porque, segundo relatos das vítimas, eles viviam em situações degradantes, sem auxílio médico e sob forte violência.
Ademais, os trabalhadores não poderiam deixar o local, sob ameaças. Além de morarem em alojamentos insalubres, não tinham acesso a água potável e a alimentação era precária. Outro fator que configura trabalho escravo foi a servidão por dívidas.
Em nota, a Volkswagen nega as acusações. Além disso, disse não concordar com as declarações de terceiros sobre os fatos apresentados no caso e afirmou que as alegações prestadas aconteceram de forma unilateral.
Ministério Público não abandonou o caso
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O Ministério Público do Trabalho afirmou que não vai abandonar o caso. Dessa forma, disse que vai adotar medidas judiciais e extrajudiciais para que a Volkswagen repare os danos que causou às vítimas do trabalho escravo.
Além disso, o órgão também lamentou o comportamento da montadora, uma vez que a postura adotada no caso contraria seu discurso de respeito aos direitos humanos e ao Brasil. Por fim, afirmou que essa é uma situação gravíssima que se estendeu por 10 anos.
Imagem: woff / Shutterstock
