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Trabalho escravo no Lollapalooza: entenda mais sobre essa grande polêmica

Um dos maiores festivais do Brasil, o Lollapalooza, viu-se em um escândalo enorme ao ser acusado de trabalho escravo; entenda em detalhes.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
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O Lollapalooza 2023, que teve início na última sexta-feira (24), tornou-se um dos assuntos mais comentados desta semana. No entanto, o festival não foi pauta pelos shows ou o grandes espetáculos, mas sim por uma polêmica relacionada a trabalho escravo.

Segundo informações divulgadas pelo UOL recentemente, a administração do Lollapalooza foi flagrada submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão. Isso porque alguns funcionários foram contratados para a montagem do festival sem terem sido registrados formalmente.

Qual o escândalo envolvendo o Lollapalooza?

Um dos maiores festivais de música do Brasil se envolveu em um escândalo após o site noticiar que cinco pessoas que estavam trabalhando no evento foram resgatadas do local na última terça-feira (21). Segundo depoimento das vítimas, elas seriam obrigadas a cumprir uma carga horária de 12 horas de trabalho como carregadoras.

A operação de resgate foi idealizada pela Superintendência Regional do Trabalho no Estado de São Paulo após vistoriarem o local, o que revelou as condições precárias nas quais os trabalhadores se encontravam. Os trabalhadores não tinham acesso a papel higiênico, colchões ou equipamentos de proteção.

Trabalhadores dormiam em tendas

Os trabalhadores encontrados tinham entre 22 e 29 anos e dormiam em tendas de lona aberta, além serem obrigados a se acomodar no chão sem qualquer tipo de conforto ou local adequado.

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Ainda de acordo com as informações divulgadas pelo UOL, os trabalhadores não tinham autorização de deixar o trabalho após o expediente, sendo ameaçados de que perderiam os seus empregos. No ato da contratação, havia sido prometido um hotel para os trabalhadores e uma diária de R$100.

Depois da repercussão do caso, os trabalhadores irão receber uma indenização de R$10 mil cada. Essa quantia não se referiria somente aos salários devidos, mas também às verbas rescisórias e horas extras que não foram pagas.

Imagem: Reprodução / Instagram (@lollapaloozabr) – Edição: Seu Crédito Digital

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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