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A partir de 1º de março, lojas só abrem em feriados com acordo

Mudança nas regras de trabalho em feriados entra em vigor. Veja o que muda para empresas e trabalhadores.

Julia FernandesPor Julia Fernandes4 min de leitura
feriados acordo

Uma mudança nas regras para trabalho em feriados deve impactar o funcionamento de lojas e empresas em todo o Brasil a partir de março. A atualização, ligada à regulamentação do trabalho em domingos e feriados no comércio, reacendeu debates entre empresários, trabalhadores e sindicatos.

A nova exigência reforça a necessidade de negociação coletiva para autorizar o funcionamento em determinadas datas, o que pode alterar a rotina do varejo — especialmente em cidades onde acordos ainda não foram firmados.

O que muda na prática

A principal alteração envolve a forma como empresas do comércio podem escalar funcionários em feriados.

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Regra central

Pela nova interpretação das normas trabalhistas:

  • o trabalho em feriados no comércio depende de convenção coletiva
  • acordos individuais perdem força nesse ponto
  • sindicatos passam a ter papel mais decisivo
  • empresas precisam verificar autorização prévia
  • a regra reforça exigências já previstas na legislação

O objetivo declarado do governo é fortalecer a negociação coletiva prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Por que a mudança preocupa o varejo

Entidades do comércio alertam para possíveis impactos operacionais.

Principais preocupações

Entre os pontos levantados por empresários:

  • risco de lojas não abrirem em feriados
  • aumento da burocracia trabalhista
  • necessidade de novas negociações sindicais
  • insegurança jurídica em cidades sem convenção vigente
  • possível redução de vendas em datas estratégicas

Setores como shopping centers, supermercados e comércio de rua acompanham o tema de perto.

O que dizem especialistas em direito do trabalho

Juristas destacam que a exigência de negociação coletiva não é totalmente nova, mas ganha reforço com a mudança.

Interpretação técnica

Segundo especialistas:

  • a CLT já previa a necessidade de acordo coletivo
  • normas recentes haviam flexibilizado a prática
  • a nova regra retoma o protagonismo dos sindicatos
  • empresas devem revisar suas políticas internas
  • o descumprimento pode gerar autuações

A recomendação é buscar orientação jurídica antes de definir escalas.

Impacto para trabalhadores

Para os empregados do comércio, a mudança pode trazer efeitos positivos e desafios.

Possíveis benefícios

  • maior poder de negociação coletiva
  • garantia de direitos previstos em convenção
  • possibilidade de melhores compensações
  • maior previsibilidade de jornadas
  • reforço da representação sindical

Possíveis efeitos negativos

  • redução de oportunidades de trabalho em feriados
  • mudanças nas escalas
  • incerteza em locais sem acordo firmado

O impacto real dependerá de cada categoria e região.

Exemplo prático

Imagine uma loja de roupas em um shopping que costuma abrir em feriados nacionais.

Com a nova regra:

  • a empresa precisa verificar se há convenção coletiva válida
  • sem acordo, pode haver impedimento de funcionamento
  • com acordo, o trabalho segue normalmente
  • trabalhadores devem receber conforme a convenção

Esse tipo de situação tende a se repetir em várias cidades.

Quais setores são mais afetados

A mudança atinge principalmente o comércio varejista.

Segmentos sob maior impacto

  • lojas de rua
  • shopping centers
  • redes de vestuário
  • eletrodomésticos
  • comércio de utilidades

Alguns setores já possuem convenções consolidadas e podem sentir menos impacto.

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O que as empresas devem fazer agora

Especialistas recomendam uma revisão preventiva.

Checklist para empregadores

  • verificar convenção coletiva vigente
  • consultar o sindicato da categoria
  • revisar escalas de feriados
  • ajustar contratos e políticas internas
  • acompanhar novas portarias do governo

Antecipação reduz riscos trabalhistas.

Fiscalização e penalidades

O descumprimento das regras pode gerar consequências.

Possíveis sanções

  • multas administrativas
  • autuações trabalhistas
  • ações judiciais
  • pagamento de diferenças salariais
  • passivos trabalhistas futuros

Por isso, a conformidade ganha ainda mais importância.

O que esperar dos próximos meses

O tema ainda deve gerar debates entre governo, setor produtivo e centrais sindicais.

Tendências

  • novas negociações coletivas pelo país
  • possível judicialização em alguns casos
  • ajustes operacionais no varejo
  • maior fiscalização trabalhista
  • eventual revisão normativa

O cenário deve se estabilizar gradualmente ao longo de 2026.

Conclusão

A mudança nas regras de trabalho em feriados reforça o papel das convenções coletivas e pode alterar a rotina de funcionamento do comércio brasileiro a partir de março. Empresas precisam redobrar a atenção para evitar irregularidades, enquanto trabalhadores podem ganhar mais proteção nas negociações.

O impacto prático dependerá da existência de acordos válidos em cada região. Por isso, acompanhamento jurídico e diálogo com sindicatos serão fundamentais nos próximos meses.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Julia Fernandes

Autor

Julia Fernandes

Júlia Fernandes é redatora do portal Seu Crédito Digital, onde compartilha conteúdos atualizados sobre economia, finanças pessoais, benefícios sociais, oportunidades para o cidadão e as principais notícias que impactam o dia a dia dos brasileiros. Gaúcha, comunicadora nata e apaixonada por escrever com empatia, Júlia combina informação com sensibilidade e leveza, sempre buscando ajudar o leitor a tomar decisões mais conscientes e informadas.

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