O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é uma conta que todo trabalhador com carteira assinada tem em seu nome. Todo mês, os empregadores recolhem parte dos salários dos funcionários e direcionam para o fundo. Assim, as pessoas têm uma reserva de dinheiro para os momentos de crise.
Entretanto, o governo federal também usa o saldo do FGTS para operacionalizar investimentos nas áreas de habitação, saneamento e infraestrutura. Ou seja, os bancos usam os recursos do fundo para fazer empréstimos que tenham esses objetivos. Depois devolvem o dinheiro com juros.
Acontece que, dependendo da quantidade de recursos do fundo que vão para essas operações, isso pode comprometer o atendimento aos trabalhadores. Assim, algumas pessoas estão preocupadas com a capacidade do fundo de liberar os saques para os cotistas.
Prazo do FGTS termina em setembro
Na última quarta-feira (23), a Caixa anunciou que os bancos que quiserem usar os recursos do FGTS para financiar créditos imobiliários ou de infraestrutura, precisam enviar as suas propostas de alocação dos recursos até o dia 29 de setembro.

Esse documento deverá ter as assinaturas dos representantes legais das instituições e conter as informações de quanto e como os bancos querem usar os recursos. A ideia é que, a partir desses dados, a Caixa consiga elaborar um orçamento para o ano que vem.
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A Caixa é o banco que operacionaliza o fundo, porém o Conselho Curador do FGTS será o responsável por dar a palavra final. Assim, eles vão dizer quanto dos recursos poderão ser usados.
Informações do documento
As propostas que os bancos farão para o FGTS devem conter as seguintes informações:
- Detalhes sobre o programa para a aplicação do dinheiro;
- Se irá atender o setor público ou o privado;
- Qual será a área de aplicação do investimento;
- Local que receberá os recursos (estados, cidades).
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