Após o Itaú anunciar o fim das transferências via DOC para os clientes pessoas jurídicas, aumentou a especulação sobre o fim da modalidade em outros bancos.
Transferências via DOC vão acabar no Brasil? Entenda a situação
O Itaú já anunciou o fim das transferências via DOC. Mas será que outros bancos farão o mesmo e será o fim da modalidade? Confira!
A descontinuidade do serviço pelo Itaú já havia iniciado em 2022, quando o banco optou por desativar as transferências via DOC para os correntistas pessoa física.
Ainda que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirme que estuda o fim do DOC, não há definição sobre o assunto. Por isso, confira a seguir qual o futuro dele e como a função pode ser substituída.
Efeito Pix é responsável por queda nas transferência via DOC
Desde o lançamento do Pix, em 2020, a modalidade se tornou rapidamente a favorita dos usuários de bancos. Isso porque, diferentemente das transferências via DOC ou TED, ele tem menor custo e é muito mais rápido.
No caso do DOC, uma transferência leva até o dia posterior para acontecer. Por sua vez, a TED acontece no mesmo dia, se realizada antes das 17h. De acordo com os últimos dados do Banco Central, o Pix lidera o mercado de transferências, com 27,1% de participação. Após ele, vem o cartão de crédito, com 19,7%, e o de débito, com 18,7%.
Já as transferências via DOC caíram de R$ 9 bilhões para R$ 6,7 bilhões, só no último ano.
Apenas por comparação, no mesmo período, o Pix somou R$ 934 bilhões e a TED, R$ 3,4 trilhões. Ou seja, as transferências via DOC são 140 vezes menores.
Tendência no mercado financeiro: é o fim do DOC?
De acordo com o site especializado em tecnologia Sky.One, a revolução do Pix, quando o assunto são transações financeiras, irá mudar a realidade no Brasil. Em outras palavras, possivelmente ele substituirá as transações via DOC, TED e até mesmo os boletos.
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Além disso, os pagamentos via QRCode já iniciaram um processo de informatização que permite o uso do Pix para a quitação instantânea de um boleto. Logo, aguardar para realizar uma transferência se tornará algo ultrapassado.
Outros bancos grandes como Santander, Bradesco, Caixa e Banco do Brasil seguem com a opção de transferências via DOC, mas certamente irão se adequar ao novo mercado. Afinal, as fintechs e instituições digitais sequer possuem esta modalidade, desde seu surgimento.
A única dúvida, na verdade, é quanto tempo levará até que o pagamento via Pix se torne uma forma que contemple todas essas modalidades.
Imagem: fizkes/shutterstock.com
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