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Nova função da Uber em Lisboa promove corridas mais seguras para mulheres

Descubra o novo recurso da Uber em Lisboa que conecta passageiras a motoristas mulheres. Saiba como ativar!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro6 min de leitura
Mulher olhando assustada para o celular dentro de um carro. A palavra "Uber" foi adicionada, ao lado da mulher, via edição

A Uber acaba de anunciar a fase-piloto de um novo recurso em Lisboa que promete transformar a experiência de mobilidade urbana para mulheres.

A partir desta semana, passageiras poderão optar por viagens conduzidas exclusivamente por motoristas mulheres — um passo significativo em direção a um transporte mais seguro, confortável e inclusivo.

Batizada de Women Drivers, a nova funcionalidade será opcional e gratuita, e está integrada diretamente no aplicativo da Uber. A iniciativa segue o modelo já testado em diversos países e reforça o compromisso da empresa com a segurança e representatividade feminina no setor de transporte.

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Por que a Uber criou essa funcionalidade?

Uber
Imagem: Prathankarnpap / Shutterstock.com

Baixa representatividade feminina no setor de transporte

Segundo dados da própria Uber, apenas 9% dos motoristas de TVDE (transporte rodoviário em veículos descaracterizados) em Portugal são mulheres. Esse número reflete não apenas a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, mas também a falta de segurança percebida pelas profissionais do setor.

“Queremos tornar o ambiente mais seguro para todas e oferecer uma nova porta de entrada para mulheres que desejam conduzir profissionalmente”, afirma um porta-voz da Uber Portugal.

Segurança e conforto: principais motivações

Diversas pesquisas apontam que passageiras frequentemente se sentem mais confortáveis com motoristas mulheres, especialmente em viagens noturnas. Casos de assédio e importunação sexual, ainda que não generalizados, contribuíram para a construção dessa demanda.

A Uber, ao invés de criar uma plataforma paralela como a falida tentativa da Pinker, resolveu introduzir um sistema flexível e dentro das regras de não discriminação previstas pela legislação portuguesa.

Como funciona a nova opção da Uber em Lisboa?

Ativação simples e gratuita no app

O recurso Women Drivers poderá ser ativado diretamente no aplicativo da Uber por passageiras que desejam ser atendidas apenas por motoristas mulheres. Da mesma forma, condutoras poderão selecionar a preferência por passageiras do mesmo gênero.

Disponibilidade:

  • Inicialmente restrito a Lisboa;
  • Sem custo adicional;
  • Ativável e desativável a qualquer momento;
  • Disponível de acordo com a oferta de motoristas mulheres no momento.

“Estamos testando a funcionalidade em Lisboa e, dependendo da adesão, ela poderá ser expandida para outras cidades portuguesas, como Porto, Coimbra, Braga e Faro”, disse a Uber em comunicado oficial.

Impacto social e econômico da medida

Inclusão profissional de mulheres no setor de mobilidade

A medida também visa atrair mais mulheres para atuarem como motoristas, oferecendo maior flexibilidade e segurança. Isso representa um impulso importante para a economia, promovendo mais oportunidades de trabalho e incentivando a diversidade no setor de mobilidade.

Benefícios diretos:

  • Redução da taxa de desemprego feminino;
  • Mais segurança nas jornadas de trabalho;
  • Autonomia econômica para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Fortalecimento da confiança na plataforma

Ao oferecer essa funcionalidade, a Uber também responde a um apelo frequente de suas usuárias: maior controle sobre com quem viajam. O efeito esperado é uma maior retenção de passageiras e um aumento da percepção de segurança na plataforma.

Diferença em relação a plataformas anteriores

Caso da Pinker: por que falhou?

Em 2024, a startup Pinker tentou lançar uma plataforma de transporte voltada exclusivamente para mulheres. A proposta previa motoristas e passageiras mulheres, mas acabou sendo barrada pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) por violar normas de não discriminação.

O caso gerou polêmica e evidenciou os desafios legais de iniciativas segmentadas por gênero.

Como a Uber contornou o problema legal?

A solução da Uber foi criar um sistema voluntário, optativo e flexível, sem excluir passageiros ou motoristas homens do serviço principal. Assim, respeita as normas vigentes e ainda oferece uma resposta prática à demanda por segurança feminina no transporte.

Comparativo internacional: onde mais a função foi implementada?

Casos de sucesso em outros países

A Uber já implementou funcionalidades similares em vários países com resultados positivos:

PaísAno de lançamentoResultados percebidos
França2023Aumento de 18% no número de motoristas mulheres
Alemanha2023Redução de 22% nas reclamações por assédio
Argentina2022Maior adesão de passageiras em horário noturno
África do Sul2021Crescimento expressivo de condutoras registradas
Austrália2023Receptividade alta e aceitação do público

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O que esperar para o futuro?

Expansão para outras cidades portuguesas

A Uber já sinalizou a intenção de levar a funcionalidade para outras localidades, caso o piloto em Lisboa tenha boa adesão. A empresa acompanha métricas como:

  • Nível de utilização da função;
  • Satisfação de passageiras e motoristas;
  • Tempo médio de espera;
  • Equilíbrio de oferta e demanda.

Potencial inspiração para concorrentes

Outras empresas de mobilidade — como Bolt, Free Now e operadores locais de TVDE — poderão se ver pressionadas a oferecer soluções semelhantes, como forma de competir com a Uber no quesito segurança e inovação.

Repercussão e opiniões

Logotipo da Uber estampado e uma parede na cor preta
Imagem: Sundry Photography / shutterstock.com

Apoio de entidades feministas

Grupos de defesa dos direitos das mulheres elogiaram a medida como um avanço necessário para combater o medo e o assédio nos transportes. Segundo a Associação Portuguesa de Apoio à Mulher (APAM), a função da Uber é “um passo pragmático na direção certa”.

Críticas pontuais

Apesar da recepção positiva, há quem critique a medida por não atacar causas estruturais da violência contra a mulher. Também há preocupação de que a funcionalidade possa ser mal interpretada como uma forma de segregação.

“É uma solução paliativa, mas ainda assim importante”, resume a socióloga portuguesa Helena Carvalho, especialista em mobilidade urbana e gênero.

Conclusão

A função Women Drivers, agora disponível em Lisboa, coloca a Uber na vanguarda das soluções de mobilidade segura e inclusiva para mulheres.

Ao equilibrar inovação tecnológica, respeito às leis e escuta ativa das usuárias, a empresa cria uma experiência mais confiável — e que poderá servir de modelo para outras cidades e países.

O sucesso do projeto dependerá, sobretudo, da adesão do público e da capacidade da Uber de manter uma base ativa de motoristas mulheres. Mais do que uma simples atualização de aplicativo, trata-se de um reflexo de mudanças sociais em curso e da demanda crescente por um transporte mais humanizado.

Imagem: ShotPrime Studio / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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