Luiz Marinho, ministro do Trabalho do Governo Federal, participou de uma audiência na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (4). Um dos temas comentados pelo chefe da pasta diz respeito à Uber, empresa de transporte individual.
Uber pode sair do Brasil? Ministro do trabalho fala sobre a possibilidade
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, comentou sobre a possiblidade de a Uber deixar o país. Saiba mais sobre o assunto!
Com isso, ele comentou sobre a possibilidade de essa plataforma sair do Brasil, já que foram sugeridas formas para que empresas brasileiras concorram com ela. Saiba mais sobre o que o membro do governo falou a seguir.
Ministro comenta possibilidade de a Uber sair do país

Durante a audiência, Marinho informou que sugeriu aos Correios estudar uma possibilidade para criar uma plataforma de transporte nos moldes da Uber. Isso, segundo o ministro, serviria para que os motoristas trabalhassem “sem a neura do lucro dos capitalistas”.
Luiz Marinho ainda afirmou que a empresa não sairá do Brasil. Em seguida, disse que “[…] se caso queira sair, o problema é só da Uber, porque outros concorrentes ocuparão esse espaço, como é no mercado normal”.
A declaração se dá em meio a vários processos trabalhistas que a Uber vem enfrentando. Desde maio deste ano, por exemplo, os representantes de trabalhadores e das plataformas se reúnem em Brasília para discutir os termos da regulamentação da prestação de serviço.
Justiça do Trabalho já condenou a plataforma
A empresa ganhou mais um agravante em relação aos processos trabalhistas em setembro deste ano. O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª região (TRT-2) a condenou em R$ 1 bilhão e, ainda, determinou que ela registre em carteira todos os seus motoristas.
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Ainda segundo decisão do TRT-2, 10% desse valor, ou seja, R$ 100 milhões, iriam para as associações de motoristas de aplicativos. Já o restante seria destinado ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.
A Uber, no entanto, já anunciou que irá recorrer da decisão do tribunal. Logo, em nota, a empresa anunciou que “não vai adotar nenhuma das medidas elencadas na sentença antes que todos os recursos cabíveis sejam esgotados”.
Imagem: MOZCO Mateusz Szymanskki / Shutterstock.com
