O aplicativo de transportes Uber e outros app de entrega sofreram uma grande derrota na Justiça. Dessa forma, serão obrigados a pagar um salário mínimo para os entregadores que usam as plataformas. A empresa ainda pode recorrer.
No ano passado, a cidade de Nova York, nos EUA, sancionou uma lei que obrigava os aplicativos de entrega, como Uber, Grubhub e Doordash, a pagar um salário mínimo para os entregadores que usam bicicletas para fazer o delivery.
Desde então, as empresas se uniram para tentar derrubar a nova regra na Justiça. Ontem (28), a Suprema Corte de Nova York decidiu contra os aplicativos de entrega e a favor da cidade. Portanto, as empresas deverão adotar a nova forma de pagamento.
Uber terá de pagar mais de US$ 17 por hora
De acordo com a nova lei da cidade de Nova York, os entregadores de bicicleta da Uber e outros aplicativos devem receber um salário mínimo, que equivale a US$ 17,96 (cerca de R$ 90,00) por hora. Se preferir a empresa também pode pagar pelas entregas feitas, nesse caso, durante os percursos os entregadores deverão receber US$ 0,50 por minuto.

Ademais, a legislação estabelece um aumento desse valor em 2025 e depois disso um reajuste conforme a inflação. Um levantamento do governo da cidade disse que em novembro de 2022, os entregadores recebiam, em média, R$14,18 entre remuneração das empresas e gorjetas. Sem as gorjetas, o pagamento cai para US$ 7,09.
Processos no Brasil
Além de lidar com processos nos Estados Unidos, a Uber também precisa se defender de ações aqui no Brasil. Recentemente, a Justiça do Trabalho de São Paulo condenou o aplicativo de transporte a contratar e assinar a carteira de todos os seus motoristas parceiros.
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A ação também obriga a multinacional a pagar uma indenização bilionária. O aplicativo ainda pode recorrer da decisão e, por isso, não cumpriu nenhuma das ordens do juiz Maurício Pereira Simões, responsável pelo caso.
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