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União Brasil declara guerra à Moro e diz que ele “pode sair se ficar incomodado”

Senador e ex-ministro da Justiça cobrou alinhamento do União Brasil. Para Moro, é impossível estar ao lado do PT. Confira a polêmica.

Wendell SoaresPor Wendell Soares3 min de leitura
O ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, discursando no microfone, com um fundo branco atrás.

O Partido União Brasil, antigo apoiador do ex-presidente Bolsonaro (PL) na gestão passada, criou polêmica com um de seus parlamentares mais conhecidos, o ex-ministro da Justiça e agora senador, Sérgio Moro. Isso porque, após emplacar 3 ministros no Governo Lula (PT), o partido recebeu críticas de Moro.

Para ele, “a decisão de algumas pessoas integrarem o governo é delas”, contudo ele não participaria de forma alguma de uma possível aproximação com o PT. Moro já teria sido sondado pelo Partido Novo, mas negou ter intenção de trocar de sigla.

Por sua vez, o presidente do União Brasil, Luciano Bivar, respondeu a Moro e a outros inconformados, dizendo que “quem se sentir incomodado poderá sair sem qualquer prejuízo. Como tapar o sol com a peneira?”.

Moro pontuou sobre fidelidade partidária do União Brasil

Em sua crítica à sigla que faz parte, Sérgio Moro pontuou a importância de debater o papel dos eleitos para cargos majoritários. Segundo o senador, é necessário rever a legislação junto ao TSE e criar vínculos entre o partido e a política.

Em sua defesa, as lideranças do União Brasil reiteram a independência da sigla. Ou seja, a informação oficial é que cada parlamentar poderá definir as linhas de atuação conforme a proposta a ser discutida, seja no Senado ou na Câmara.

Porém,  Moro deixa claro que não acredita nas pautas do PT e que elas não se relacionam com o União Brasil. “Fechamento da economia, fim das privatizações, a tentativa de destruir o regime de metas de inflação, ausência de combate à corrupção. Sou contra tudo isso”, afirmou Moro.

3 Ministros de Lula fazem parte do União Brasil

O União Brasil nasceu da fusão entre o PSL e o DEM, e suas pautas são comumente associadas à direita ou aos partidos conhecidos como centrão.

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Por isso, as críticas de Moro demonstram o quanto a aproximação ao PT já acontece de forma substancial. Afinal, o União Brasil emplacou no governo Lula, Juscelino Filho, Daniela Carneiro e Waldez Góes. Respectivamente, eles são ministros das pastas de Comunicação, Turismo e Integração.

Para o PT, o apoio do União Brasil é importante, uma vez que a sigla tem a 3ª maior bancada da Câmara e a 4ª do Senado. Ao todo, são 68 parlamentares que podem ampliar a base para que o governo Lula consiga aprovar os projetos que foram pautas durante a campanha eleitoral.

Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Wendell Soares

Autor

Wendell Soares

Pós-graduado em Marketing Digital, jornalista, redator SEO e apaixonado pela escrita e leitura.

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