As mudanças na Constituição Federal, prometidas pelo presidente Lula (PT) durante as eleições de 2022, tornam-se mais perto de acontecer após a vitória de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ontem (1), para a presidência do Senado.
Vitória de Pacheco pode indicar mudança na Constituição proposta por Lula
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) teve o número de votos necessários para a base de apoio de Lula. Entenda o que pode acontecer.
Ao final da votação, Pacheco obteve exatamente 3/5 dos votos necessários para a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional na Casa, que são 49 votos. O número total de senadores da Casa é 81.
Por sua vez, o candidato derrotado por Pacheco, senador Rogério Marinho (PL-RN), obteve 32 votos, o que significa quórum para a abertura de CPIs, mas fica distante da aprovação de pautas defendidas pelo PL, como , o impeachment dos ministros do SFT.
Diversas proposições têm mais chance de aprovação no Senado com Pacheco
Com 81 parlamentares, o Senado Federal precisa da aprovação de, no mínimo, um quinto dos senadores para uma proposta ter o aval da Casa. Contudo, há diversas pautas que exigem apenas a maioria simples, ou seja, a votação a favor dos presentes na sessão.
Com isso, confira alguns projetos do Governo Lula que podem ter aprovação no Senado:
- Projetos de Lei Ordinária : são os PLs que regulamentam a maior parte dos assuntos de competência da União;
- Projetos de Decreto Legislativo: são aqueles que podem revogar atos normativos, ratificar atos internacionais ou mesmo julgar contas do presidente da República;
- Medidas provisórias: correspondem a decisões do governo com validade, que devem ser confirmadas pelo Congresso e Senado em até 60 dias;
- Projetos de lei complementar: são aqueles que contemplam modificações em uma lei que já está em vigor;
- Rejeição do veto presidencial: é quando o Congresso ou Senado rejeita ou aprova parcialmente uma lei aprovada. Em resumo, com os 32 votos de Marinho, dificilmente um projeto com aval presidencial será rejeitado.
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Por fim, uma possível cassação de mandato precisaria de pelo menos 41 votos do Senado. Em outras palavras, a base de apoio do Governo Lula conseguiria decidir sobre este tipo de procedimento, por ter a maioria necessária na Casa.
Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
