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Universidade pagou mais de R$ 2 milhões a aliados de Bolsonaro nas vésperas da eleição

Aliados de Bolsonaro teriam recebido pagamento de mais de R$ 2 milhões da instituição de ensino nas vésperas da eleição. Entenda o caso.

Hannah AragãoPor Hannah Aragão3 min de leitura
Imagem distante dos prédios da UERJ, com árvores na frente.

Aliados de Jair Bolsonaro teriam recebido pagamento de mais de R$ 2 milhões de universidade, nas vésperas da eleição. As informações foram divulgadas pelo portal UOL, que afirma ter tido acesso às folhas de pagamento.

Aliados da cúpula do PL, partido do ex-presidente, e o assessor de Carlos Bolsonaro aparecem entre os nomes que receberam o montante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a Uerj. Siga na leitura para entender o caso.

Uerj pagou mais de R$ 2 milhões para aliados de Bolsonaro

Ainda, segundo as informações reveladas pelo portal, a Uerj pagou pelo menos R$ 2,4 milhões aos aliados de Bolsonaro na Câmara, no Senado e ao principal assessor do filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, na Câmara do Rio de Janeiro.  No entanto, as folhas de pagamento são referentes ao período que antecede as eleições de 2022.

De acordo com a reportagem, as folhas de pagamento não possuem transparência de projetos da universidade. No material, 20 nomes correspondem a aliados do líder do PL na Câmara, Altineu Cortês. Além disso, a planilha de pagamentos secretos da Uerj também conta com um vendedor de churrasquinho e uma acusada de “rachadinha”; ambos participaram da campanha de Cortês. 

A mãe e um assessor de gabinete do líder de Cortês no Senado, Carlos Portinho, Rogério Cupti de Medeiros Júnior, assessor de Carlos Bolsonaro e uma tia também aparecem como empregados pela Uerj. Cupti aparece como tendo recebido R$ 87,4 mil entre os meses de julho e novembro de 2022. Sua tia, identificada como Márcia Toffano Mattos, teria recebido um total de R$ 91 mil.

Contudo, ao ser procurado pela reportagem do UOL, o assessor de Carlos Bolsonaro se negou a esclarecer quais serviços ele e sua tia prestavam para a universidade. Em outro momento, por e-mail, Rogério afirmou que a bolsa estava declarada em seu imposto de renda.

De onde saiu o dinheiro?

O UOL afirma que teve acesso a conteúdos que apontam para contratações feitas antes das eleições. Assim, o dinheiro utilizado para os pagamentos são provenientes do Rio de Janeiro e do Governo Federal.

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Desse modo, os aliados de Bolsonaro teriam sido contratados como bolsistas em dois projetos, sendo um de inovação em escolas públicas e um segundo de educação profissional.  Diante da situação, a Uerj alega estar apurando de maneira rigorosa as denúncias apresentadas em relação às supostas irregularidades na instituição. 

Por fim, o caso está sendo investigado pelo Tribunal de Contas do Estado, do Ministério Público do Rio e da Procuradoria Regional Eleitoral.

Imagem: Deni Williams/ Shutterstock.com

Hannah Aragão

Autor

Hannah Aragão

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente fazendo parte do Seu Crédito Digital, acumulo experiências como redatora de finanças, economia e futebol.

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