Aliados de Jair Bolsonaro teriam recebido pagamento de mais de R$ 2 milhões de universidade, nas vésperas da eleição. As informações foram divulgadas pelo portal UOL, que afirma ter tido acesso às folhas de pagamento.
Universidade pagou mais de R$ 2 milhões a aliados de Bolsonaro nas vésperas da eleição
Aliados de Bolsonaro teriam recebido pagamento de mais de R$ 2 milhões da instituição de ensino nas vésperas da eleição. Entenda o caso.
Aliados da cúpula do PL, partido do ex-presidente, e o assessor de Carlos Bolsonaro aparecem entre os nomes que receberam o montante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a Uerj. Siga na leitura para entender o caso.
Uerj pagou mais de R$ 2 milhões para aliados de Bolsonaro
Ainda, segundo as informações reveladas pelo portal, a Uerj pagou pelo menos R$ 2,4 milhões aos aliados de Bolsonaro na Câmara, no Senado e ao principal assessor do filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, na Câmara do Rio de Janeiro. No entanto, as folhas de pagamento são referentes ao período que antecede as eleições de 2022.
De acordo com a reportagem, as folhas de pagamento não possuem transparência de projetos da universidade. No material, 20 nomes correspondem a aliados do líder do PL na Câmara, Altineu Cortês. Além disso, a planilha de pagamentos secretos da Uerj também conta com um vendedor de churrasquinho e uma acusada de “rachadinha”; ambos participaram da campanha de Cortês.
A mãe e um assessor de gabinete do líder de Cortês no Senado, Carlos Portinho, Rogério Cupti de Medeiros Júnior, assessor de Carlos Bolsonaro e uma tia também aparecem como empregados pela Uerj. Cupti aparece como tendo recebido R$ 87,4 mil entre os meses de julho e novembro de 2022. Sua tia, identificada como Márcia Toffano Mattos, teria recebido um total de R$ 91 mil.
Contudo, ao ser procurado pela reportagem do UOL, o assessor de Carlos Bolsonaro se negou a esclarecer quais serviços ele e sua tia prestavam para a universidade. Em outro momento, por e-mail, Rogério afirmou que a bolsa estava declarada em seu imposto de renda.
De onde saiu o dinheiro?
O UOL afirma que teve acesso a conteúdos que apontam para contratações feitas antes das eleições. Assim, o dinheiro utilizado para os pagamentos são provenientes do Rio de Janeiro e do Governo Federal.
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Desse modo, os aliados de Bolsonaro teriam sido contratados como bolsistas em dois projetos, sendo um de inovação em escolas públicas e um segundo de educação profissional. Diante da situação, a Uerj alega estar apurando de maneira rigorosa as denúncias apresentadas em relação às supostas irregularidades na instituição.
Por fim, o caso está sendo investigado pelo Tribunal de Contas do Estado, do Ministério Público do Rio e da Procuradoria Regional Eleitoral.
Imagem: Deni Williams/ Shutterstock.com
