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URGENTE: após casos de contaminação, venda de atum é proibida pela Anvisa

Entenda o que levou a Anvisa a proibir o consumo de atum por intoxicação alimentar e os riscos à saúde envolvidos

Maria SoaresPor Maria Soares2 min de leitura
Fachada da sede da Anvisa com letreiro na cor verde. Ao fundo um céu azul com nuvens brancas. alimentos

Uma grave preocupação acerca da segurança alimentar vem à tona após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibir o atum ralado fabricado pela Cellier. Esse movimento ocorre após relatos de intoxicação alimentar em Centros de Educação Infantil (CEIs) em Campinas, São Paulo.

Em resposta a proibiçaõ do órgão, a Cellier afirma que já detectou e corrigiu o problema. Com isso, a empresa garante que colocou em prática as medidas corretivas no seu plano APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle) evitarão futuras ocorrências.

Entenda o caso que levou à proibição da venda de atum pela Anvisa

Foi no final de julho que o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo observou casos de intoxicação por histamina com relação ao consumo desse peixe. A investigação levou à identificação do lote problemático, produzido em 8 de maio de 2023 e com validade estendendo-se até 8 de maio de 2025.

Fachada da sede da Anvisa com letreiro na cor verde. Ao fundo um céu azul com nuvens brancas.
Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil

De acordo com as informações divulgadas pela Anvisa, a histamina é uma substância potencialmente perigosa. Além disso, ela pode se desenvolver em pescados se não manuseados e armazenados corretamente. Estudos subsequentes do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) confirmaram que o produto em questão tinha níveis de histamina superiores ao que é permitido pelas normas sanitárias.

Consumo de histamina pode causar esses danos à saúde: fique atento

É crucial que os consumidores estejam cientes dos riscos associados ao consumo de histamina. Mesmo após o tratamento térmico do pescado, a substância persiste. Assim, como alerta a Anvisa, os seus efeitos adversos incluem sintomas como dormência e sensação de queimação na boca.

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Além disso, outros riscos envolvem rupções cutâneas, queda de pressão, coceira e problemas gastrointestinais como náusea, vômito e diarreia. Segundo a Anvisa, embora em muitos casos a doença possa ser leve, certos grupos, como idosos e pessoas com problemas de saúde, estão em maior risco.

Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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