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Usuário perde R$ 180 mil em carteira falsa de criptomoedas

Usuário perde R$ 180 mil após comprar um equipamento alterado pelos criminosos. Clique aqui para entender como esse golpe funciona.

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Cibercriminoso com parte do rosto coberta com capuz e máscara usando o computador para aplicar golpes, por trás dele há uma tela com códigos de programação.

Usuário perde R$ 180 mil após comprar uma carteira falsa de criptomoedas. Criminosos, falsificaram o equipamento e foram capazes de acessar as aplicações da vítima, além de transferir todo o dinheiro que guardado no equipamento.

Assim, as carteiras digitais para criptoativos parecem um pendrive, repleto de sistemas de segurança. Pois, a ideia é que o investidor possa guardar as suas aplicações fora do sistema, a fim de evitar que ataques hackers possam roubar as criptomoedas.

Dessa forma, é comum que criminosos tentem falsificar os aparelhos para conseguir obter as informações das pessoas. Nesse caso, externamente, a carteira digital tinha todas as características de um item verdadeiro. No entanto, o crime foi comprovado quando especialistas abriram o equipamento e encontraram modificações.

Usuário perde R$ 180 mil com equipamento alterado

Ainda, conforme a vítima, ele comprou uma Trazor Model T (carteira digital) de um vendedor on-line com ótima reputação. Ao ligar o aparelho, o equipamento não mostrou nenhuma mensagem indicando que o sistema estava comprometido. Assim, ele colocou o seu 1,33 bitcoin no equipamento.

Contudo, 1 mês depois, o valor foi transferido, mas a vítima não fez essa operação. Segundo o seu relato, o equipamento nem estava ligado no momento da transação. Então, como os golpistas conseguiram acessar a carteira digital?

Acontece que o equipamento sofreu alterações internas. Dessa forma, os criminosos já sabiam com antecedência quais seriam as senhas e códigos de segurança necessários para fazer a operação. Assim, eles precisavam apenas esperar que alguém ativasse a carteira para poder roubar o dinheiro.

Desse modo, as mudanças feitas no hardware do equipamento desativaram o sistema de segurança e ofereciam apenas 20 combinações possíveis de senhas. No original as senhas são aleatórias e as opções são infinitas. Com os códigos em mãos, os criminosos precisavam apenas que a vítima depositasse os ativos para roubá-los.

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Como se proteger?

Em suma, o maior problema do usuário que perdeu R$ 180 mil foi comprar o produto de um fornecedor que não era oficial. Portanto, para evitar ser vítima de um golpe como esse, as pessoas precisam comprar as carteiras digitais diretamente do fabricante ou de um fornecedor oficial autorizado.

Imagem: Grustock / Shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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