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Proteção garantida? Veja as vacinas aprovadas contra a gripe aviária

Descubra as vacinas aprovadas contra o H5N1 e como elas ajudam a conter a gripe aviária. Veja se o Brasil está preparado!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
médico vacinando uma senhora no braço expectativa

Com o avanço global da gripe aviária, causada principalmente pela cepa H5N1, o mundo se mobiliza para conter o surto. Já são pelo menos 20 vacinas aprovadas por autoridades de saúde em diversos países.

Entre imunizantes produzidos com vírus inativado ou vivo atenuado, a ciência avança para proteger populações vulneráveis e prevenir uma crise sanitária de proporções maiores.

Neste artigo, você verá quais países já aprovaram vacinas contra o H5N1, como elas funcionam, quais os públicos-alvo e o que o Brasil está fazendo nesse cenário.

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A gripe aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves, mas pode também infectar mamíferos e, em casos raros, seres humanos. O vírus H5N1 é o subtipo mais letal conhecido até hoje.

Evolução do H5N1

Desde a sua detecção inicial em aves na China, em 1996, o H5N1 sofreu diversas mutações. Em 2022, surgiu o clado 2.3.4.4b, considerado o mais agressivo, com maior capacidade de disseminação e potencial pandêmico.

Em 2024, o alerta sanitário se intensificou: quase mil casos em humanos foram confirmados, com taxa de mortalidade em torno de 50%. Esse dado levou autoridades globais a acelerar esforços em busca de vacinas eficazes.

Países com vacinas contra a gripe aviária já aprovadas

Dez países já licenciaram imunizantes contra o H5N1. Veja a lista completa:

  • Austrália;
  • Bélgica;
  • Canadá;
  • China;
  • Estados Unidos;
  • Finlândia;
  • França;
  • Japão;
  • Reino Unido;
  • União Europeia.

Iniciativas em andamento

Apesar das aprovações, apenas a Finlândia deu início a um programa de imunização preventiva, voltado a grupos de risco. Entre os públicos prioritários estão:

  • Crianças a partir de 6 meses;
  • Adultos com mais de 65 anos;
  • Profissionais com exposição frequente a aves e ambientes contaminados.

Tipos de vacinas aprovadas

Os imunizantes licenciados contra o H5N1 se dividem em duas principais categorias:

1. Vacinas com vírus inativado

  • Produzidas geralmente a partir de ovos de galinha;
  • Seguras e utilizadas em larga escala;
  • Costumam ter resposta imune mais moderada, exigindo adjuvantes para maior eficácia.

2. Vacinas com vírus vivo atenuado

  • Cultivadas em células;
  • Estimulam resposta imunológica mais forte e duradoura;
  • Menor quantidade de doses pode ser necessária.

Adjuvantes e eficácia

A maioria das vacinas aprovadas conta com adjuvantes, que são substâncias adicionadas para melhorar a resposta imune. Essa estratégia reduz a quantidade de antígeno necessária, tornando a produção mais eficiente e ampliando a cobertura vacinal.

Um estudo recente publicado na revista The Lancet (abril de 2025) indicou que as vacinas disponíveis oferecem boa proteção contra a cepa dominante e têm eficácia comprovada em diferentes faixas etárias.

Quem pode se vacinar?

Das vacinas aprovadas até o momento:

  • 10 são indicadas para crianças e idosos;
  • A maioria tem perfil seguro para adultos saudáveis;
  • Ainda faltam dados conclusivos sobre uso em gestantes, lactantes e imunossuprimidos.

Reações adversas: o que se sabe até agora

Segurança comprovada

As vacinas contra o H5N1 passaram por testes em mais de 32 mil pessoas. Os efeitos colaterais registrados foram, em sua maioria, leves ou moderados.

Efeitos mais comuns:

  • Dor no local da aplicação;
  • Fadiga;
  • Dor de cabeça.

Reações em crianças

Em crianças, foram mais frequentes reações sistêmicas, como:

  • Febre;
  • Dores musculares;
  • Mal-estar generalizado.

Essas reações são esperadas e demonstram que o organismo está criando a imunidade desejada.

Vacinas com adjuvantes

Vacinas que utilizam adjuvantes podem causar maior reatividade local, mas o perfil geral de segurança permanece positivo.

Situação no Brasil: estamos preparados?

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O Instituto Butantan desenvolveu uma vacina nacional contra o H5N1. No entanto, até maio de 2025, a Anvisa ainda não autorizou o início dos testes em humanos.

Apesar disso, a agência acompanha atentamente a evolução dos casos no país. Por ora, não foram adotadas medidas sanitárias adicionais, como campanhas de vacinação emergenciais ou restrições à circulação de aves.

Transmissão da gripe aviária: o que é mito e o que é fato?

Embora o H5N1 cause preocupação, é importante esclarecer pontos cruciais:

Não transmite por alimentos

  • Comer carne de aves ou ovos não transmite a gripe aviária, mesmo que o animal estivesse infectado.

Contágio é raro entre humanos

  • A transmissão para humanos é rara e ocorre, em geral, entre pessoas em contato direto com aves infectadas (tratadores, profissionais da agropecuária).

Como ocorre a transmissão?

  • Contato direto com secreções respiratórias, fezes e penas;
  • Contato indireto com objetos, roupas, água e alimentos contaminados.

Próximos passos: desafios para o futuro

beneficiária do Bolsa Família recebendo vacina no braço, aplicada por profissional da saúde
Imagem: insta_photos / shutterstock.com

O combate à gripe aviária passa agora por duas frentes fundamentais:

1. Produção em larga escala

A produção precisa ser ampliada para atender, rapidamente, a demandas emergenciais, caso a doença evolua para surtos em humanos.

2. Distribuição equitativa

É essencial garantir que países de baixa renda também tenham acesso às vacinas, evitando que a proteção fique concentrada em regiões desenvolvidas.

Considerações finais

A aprovação de vacinas contra a gripe aviária marca um passo decisivo na proteção da saúde pública global. A resposta rápida da ciência, aliada à vigilância sanitária, mostra que o mundo está mais preparado para conter o avanço de pandemias zoonóticas.

Entretanto, o sucesso da imunização depende de ações coordenadas, acesso igualitário e confiança da população. O Brasil, por ora, observa os avanços enquanto desenvolve sua própria vacina, que poderá reforçar a segurança nacional frente ao H5N1.

Imagem: Rido / Shutterstock.com

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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