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Vagas de empregos crescem em áreas que não exigem ensino superior
%Resumo% O número de empregos cresceu no Brasil neste ano. Contudo, as vagas exigem cada vez menos ensino superior
Neste ano, os níveis de desemprego registraram baixa no Brasil, embora o número de brasileiros desempregados ainda seja bem expressivo. Contudo, uma pesquisa realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), apontou que o número de empregos cresceu em áreas que não exigem ensino superior.
Diante dessa realidade, é possível afirmar que as pessoas estão cada vez mais recebendo um salário menor, ainda que tenham formação superior. Ou seja, o país conta com um mercado de trabalho empobrecido e sem muitas possibilidades de ascensão.
Empregos em áreas que não exigem ensino superior
No período de 12 meses, o número de pessoas ocupadas cresceu 9,9%. No segundo trimestre deste ano, foram registrados 98,3 milhões de brasileiros ocupados, número bem superior quando comparado com os anos anteriores.
No entanto, essa ocupação está majoritariamente localizada em cargos que não exigem um ensino superior e que por consequência, pagam salários menores aos trabalhadores.
Empregos
Segundo a pesquisa do Dieese, a distribuição de empregos no período ficou da seguinte forma:
- Trabalhadores de serviços, comércios e mercados: 17,9%;
- Operadores de instalações, máquinas e montadores: 15,8%;
- Profissionais das ciências e intelectuais: 3,4%;
- Diretores e gerentes: 3,0%.
Níveis de escolaridade
Nesse sentido, a ocupação cresceu de forma mais expressiva entre as pessoas com menos escolaridade. O estudo também indica as proporções. Veja.
- Sem instrução e com menos de 1 ano de estudo: 31,4%;
- Ensino médio incompleto ou equivalente: 14%;
- Ensino superior incompleto ou equivalente: 6,1%;
- Ensino superior completo: 3,6%.
Nesse cenário, entre os trabalhadores com ensino superior completo, o índice foi puxado por atividades que não exigem um diploma. Ou seja, as pessoas formadas se submetem a vagas que não exigem formação e consequentemente, recebem menos por isso.
No período analisado, 567 mil brasileiros com ensino superior estavam trabalhando em cargos sem exigência de formação superior.
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Empregos crescem mas exigência de qualificação superior cai
Por meio dos resultados do estudo, é possível perceber que o emprego tem sido retomado com a atividade econômica tentando se reerguer após o cenário pandêmico mais grave. Porém, esse crescimento está atrelado a vagas que não exigem formação superior, o que faz com que pessoas graduadas se submetam a trabalhos com menores salários.
Essa realidade contribui para uma maior precarização do mercado de trabalho e deixa evidente que o aumento da escolarização da população nos últimos anos, não é aproveitada, como deveria, pelo mercado.
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Imagem: DC Studio/shutterstock.com
