Desde que foi criado em novembro de 2020, o Pix tem caído nas graças dos brasileiros, que passaram a realizar transferências instantâneas. Dessa forma, em breve, pelo menos outros 60 países poderão ter acesso ao Pix internacional, por meio do projeto Nexus.
Vai ser possível fazer Pix para outros países?
O objetivo do Pix Internacional é integrar todos os países que já possuem algum sistema instantâneo de pagamento e transferência
Nexus
Intitulado Nexus, o Pix Internacional está em fase de desenvolvimento pelo Bank Of International Settlements (BIS), “o banco central dos bancos centrais”, sediado em Basiléia, na Suíça. O objetivo é fazer a integração de todos os países que já possuem algum sistema instantâneo de pagamento e transferência, como o Pix.
Em fase de prova de conceito, estão sendo realizados testes entre sistemas de pagamento da Malásia, de Cingapura e da Zona do Euro, através do Banco da Itália. Assim, o Banco Central brasileiro participa como observador.
Mais facilidades
Portanto, a nova funcionalidade trará mais facilidade nas transferências internacionais, além de novas possibilidades de negócios e comércios. Edlayne Burr, diretora executiva e líder de Estratégia para Pagamentos da Accenture na América Latina, destaca que os turistas teriam menos custos para converter a moeda. A ideia é que com o Nexus, o brasileiro no exterior consiga fazer uma compra, como uma roupa ou uma refeição, da mesma forma como se paga com Pix no Brasil.
“A própria demanda pode se tornar cada vez mais internacional, em que consumidores buscam produtos fora de seus países para consumir. Dessa forma, o varejista se beneficiaria ao estar apto a concorrer com empresas de outras localidades, o que estimularia a competição, proporcionando bens cada vez mais diversos e baratos aos consumidores”, explicou Edlayne.
Banco Central do Brasil
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O Banco Central do Brasil conta com o projeto do Pix Internacional que se encontra na fase de estudo de modelos. Carlos Eduardo Brandt, chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro da autoridade monetária, pontua duas opções para o desenvolvimento da funcionalidade. Sendo que a primeira seria com acordos bilaterais entre países e a segunda, com os arranjos multilaterais, como é o Nexus.
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