Na semana passada, o Itaú Unibanco lançou duas novas linhas de crédito. Uma delas, é o crédito imobiliário do Itaú atrelada ao rendimento da poupança, enquanto que a outra, se refere o uso de um imóvel financiado como garantia.

Entretanto, o que muita gente se pergunta é se realmente vale a pena aderir a essa modalidade de crédito imobiliário. Estamos em um momento de mínima histórica na taxa Selic, e o rendimento da poupança está muito baixo, deixando essa linha de crédito realmente interessante neste momento, mas e no longo prazo, o que pode acontecer?

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A nova modalidade de crédito imobiliário do Itaú está disponível desde a última quinta-feira (10). Ao aderir, o financiamento fica atrelado ao rendimento da poupança, mas uma taxa fixa de 3,99% ao ano. Cabe ressaltar que a condição é válida exclusivamente para imóveis residenciais novos, e não pode ser utilizada a portabilidade de outras instituições financeiras.

Com a atual taxa Selic, de apenas 2%, e como a caderneta de poupança rende 70% do CDI, o rendimento fica em torno de 1,4%. Essa regra é válida sempre que a Selic for igual ou menor que 8,5% ao ano. Caso a Selic ultrapasse os 8,5%, o rendimento da caderneta de poupança passa a ser de 0,5% ao mês mais a variação da TR, chegando aos 6,2% ao ano.

Como fica se aderir ao crédito imobiliário do Itaú Unibanco

Nas atuais condições, ao aderir ao crédito imobiliário do Itaú Unibanco, o cliente pagaria uma taxa de 5,39. Ou seja, 1,4% da poupança mais a taxa fixa de 3,99% ao ano, na nova modalidade de crédito.

Os interessados poderão utilizar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, e poderão financiar até 90% do valor do imóvel em até 30 anos. O crédito usa o Sistema de Amortização Constante (SAC), cujas parcelas vão diminuindo com o passar do tempo.

De acordo com Danilo Caffaro, que é o diretor de Crédito Imobiliário do banco, com a nova linha, as parcelas mensais poderão ser até 20% inferiores às linhas tradicionais no cenário atual de juros do país e ressaltou a “segurança de um teto limitador que não permite que o valor da dívida fuja de seu controle”.

Será que vale a pena o crédito imobiliário do Itaú?

Apesar de que a nova modalidade de crédito cobrar juros bem abaixo do que nos concorrentes atualmente, já que a taxa Selic está no menor patamar da história, cada família deve avaliar se é a melhor opção disponível. Isso porque, na prática, como acontece no financiamento atrelado ao IPCA, a opção indexada à poupança também conta com uma taxa flutuante – embora limitada a 10,2%. Portanto, à medida em que os juros aumentarem, a remuneração da poupança vai acompanhar o movimento e, consequentemente, o valor do financiamento imobiliário pode subir.

Todavia, se compararmos com o financiamento da Caixa Econômica Federal atrelado ao IPCA, se a inflação subir muito, o juros do financiamento sobe também. Da mesma forma, se a inflação cair, o juros cai também.

Neste financiamento do Itaú Unibanco, se a inflação subir o COPOM teoricamente vai subir juntamente a Selic e o juros vai subir 70% do aumento da Selic. Por outro lado, se a inflação cair o COPOM teoricamente vai diminuir a taxa Selic e o juros do financiamento vai reduzir um pouco, mas consideravelmente menos que a redução da Selic. Por fim, é importantíssimo compararmos com financiamento normal, com a taxa fixa + TR, dependendo das circunstâncias, é possível conseguir taxas atrativas, mas com o detalhe que você não sofre com nenhuma surpresa no meio do caminho.

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Imagem: Marko Aliaksandr via ShutterStock </

Sobre o Autor

Eduardo Mendes

Cofundador

Sou um entusiasta da tecnologia, que também aprecia inovação, empreendedorismo, além de Fintechs e as suas facilidades. Graduado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. CoFundador do site Seu Crédito Digital.

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