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Vale a pena o crédito imobiliário do Itaú Unibanco, atrelado ao rendimento da poupança?

Será que vale a pena aderir ao crédito imobiliário do Itaú Unibanco, atrelado ao rendimento da poupança? Tire aqui as suas dúvidas.

Eduardo MendesPor Eduardo Mendes4 min de leitura
crédito imobiliário itaú

Na semana passada, o Itaú Unibanco lançou duas novas linhas de crédito. Uma delas, é o crédito imobiliário do Itaú atrelada ao rendimento da poupança, enquanto que a outra, se refere o uso de um imóvel financiado como garantia.

Entretanto, o que muita gente se pergunta é se realmente vale a pena aderir a essa modalidade de crédito imobiliário. Estamos em um momento de mínima histórica na taxa Selic, e o rendimento da poupança está muito baixo, deixando essa linha de crédito realmente interessante neste momento, mas e no longo prazo, o que pode acontecer?

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A nova modalidade de crédito imobiliário do Itaú está disponível desde a última quinta-feira (10). Ao aderir, o financiamento fica atrelado ao rendimento da poupança, mas uma taxa fixa de 3,99% ao ano. Cabe ressaltar que a condição é válida exclusivamente para imóveis residenciais novos, e não pode ser utilizada a portabilidade de outras instituições financeiras.

Com a atual taxa Selic, de apenas 2%, e como a caderneta de poupança rende 70% do CDI, o rendimento fica em torno de 1,4%. Essa regra é válida sempre que a Selic for igual ou menor que 8,5% ao ano. Caso a Selic ultrapasse os 8,5%, o rendimento da caderneta de poupança passa a ser de 0,5% ao mês mais a variação da TR, chegando aos 6,2% ao ano.

Como fica se aderir ao crédito imobiliário do Itaú Unibanco

Nas atuais condições, ao aderir ao crédito imobiliário do Itaú Unibanco, o cliente pagaria uma taxa de 5,39. Ou seja, 1,4% da poupança mais a taxa fixa de 3,99% ao ano, na nova modalidade de crédito.

Os interessados poderão utilizar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, e poderão financiar até 90% do valor do imóvel em até 30 anos. O crédito usa o Sistema de Amortização Constante (SAC), cujas parcelas vão diminuindo com o passar do tempo.

De acordo com Danilo Caffaro, que é o diretor de Crédito Imobiliário do banco, com a nova linha, as parcelas mensais poderão ser até 20% inferiores às linhas tradicionais no cenário atual de juros do país e ressaltou a “segurança de um teto limitador que não permite que o valor da dívida fuja de seu controle”.

Será que vale a pena o crédito imobiliário do Itaú?

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Apesar de que a nova modalidade de crédito cobrar juros bem abaixo do que nos concorrentes atualmente, já que a taxa Selic está no menor patamar da história, cada família deve avaliar se é a melhor opção disponível. Isso porque, na prática, como acontece no financiamento atrelado ao IPCA, a opção indexada à poupança também conta com uma taxa flutuante – embora limitada a 10,2%. Portanto, à medida em que os juros aumentarem, a remuneração da poupança vai acompanhar o movimento e, consequentemente, o valor do financiamento imobiliário pode subir.

Todavia, se compararmos com o financiamento da Caixa Econômica Federal atrelado ao IPCA, se a inflação subir muito, o juros do financiamento sobe também. Da mesma forma, se a inflação cair, o juros cai também.

Neste financiamento do Itaú Unibanco, se a inflação subir o COPOM teoricamente vai subir juntamente a Selic e o juros vai subir 70% do aumento da Selic. Por outro lado, se a inflação cair o COPOM teoricamente vai diminuir a taxa Selic e o juros do financiamento vai reduzir um pouco, mas consideravelmente menos que a redução da Selic. Por fim, é importantíssimo compararmos com financiamento normal, com a taxa fixa + TR, dependendo das circunstâncias, é possível conseguir taxas atrativas, mas com o detalhe que você não sofre com nenhuma surpresa no meio do caminho.

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Imagem: Marko Aliaksandr via ShutterStock </

Eduardo Mendes

Autor

Eduardo Mendes

Eduardo Mendes é cofundador do Seu Crédito Digital, especialista em SEO, jornalista e bacharel em Administração de Empresas pela UFRGS. Apaixonado por finanças e empreendedorismo, escreve em blogs desde 2014 e atua criando conteúdos, vídeos e análises para ajudar o público a tomar decisões financeiras mais inteligentes.

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