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Com Selic a 14,25%, vale a pena pegar empréstimo agora?

Com a Selic em 14,25%, o crédito continua caro. Veja quando um empréstimo pode compensar, quando esperar e como comparar o CET antes de contratar.

Bruna MachadoPor Bruna Machado17 min de leitura
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A taxa Selic começou a cair, mas o crédito ainda está longe de ficar barato para o consumidor brasileiro. Em junho de 2026, o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa básica para 14,25% ao ano, dando continuidade ao ciclo de cortes iniciado nos meses anteriores.

O movimento trouxe uma dúvida comum: vale a pena contratar um empréstimo agora ou seria melhor esperar novas reduções?

Não existe uma resposta única. Para uma despesa que pode ser adiada, esperar e juntar dinheiro costuma reduzir riscos. Já quem está preso no rotativo do cartão, no cheque especial ou em outra dívida muito cara pode economizar ao trocar o débito por uma linha com juros menores, mesmo com a Selic ainda elevada.

O ponto mais importante é não olhar apenas para a taxa básica. O consumidor precisa comparar o Custo Efetivo Total, avaliar o valor final que será pago e verificar se a prestação continuará cabendo no orçamento durante todo o contrato.

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O que significa a Selic estar em 14,25%?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela é definida pelo Copom, órgão do Banco Central responsável pelas decisões de política monetária.

Essa taxa influencia:

  • empréstimos e financiamentos;
  • rendimento de investimentos;
  • custo de captação dos bancos;
  • consumo das famílias;
  • atividade econômica;
  • inflação.

Quando a Selic está elevada, o dinheiro tende a ficar mais caro. Os bancos pagam mais para captar recursos e normalmente repassam parte desse custo aos clientes que buscam crédito.

A relação, porém, não é automática. Uma queda de 0,25 ponto percentual na Selic não significa que todas as taxas bancárias cairão imediatamente na mesma proporção.

Por que o empréstimo ainda está caro mesmo com a Selic caindo?

A taxa cobrada do consumidor é formada por vários componentes.

Além da Selic, os bancos consideram:

  • risco de inadimplência;
  • perfil financeiro do cliente;
  • prazo do contrato;
  • existência de garantia;
  • custos administrativos;
  • impostos;
  • margem da instituição;
  • situação econômica;
  • expectativa para a inflação;
  • concorrência entre os bancos.

A diferença entre o custo que a instituição tem para captar dinheiro e o valor cobrado do cliente é popularmente chamada de spread bancário.

É por isso que uma pessoa pode encontrar um crédito pessoal com juros muito superiores aos 14,25% da Selic. Em maio de 2026, a taxa média das novas concessões de crédito atingiu 33,4% ao ano, enquanto o crédito com recursos livres chegou a uma média de 49,5% ao ano, segundo o Banco Central.

Essas são médias de mercado. As taxas efetivamente oferecidas podem ficar abaixo ou muito acima desses percentuais, dependendo da modalidade e do consumidor.

Vale a pena pegar empréstimo agora?

A contratação pode fazer sentido quando o dinheiro será usado para resolver um problema urgente, substituir uma dívida mais cara ou financiar algo capaz de gerar retorno superior ao custo da operação.

Por outro lado, assumir um empréstimo para consumo não essencial, sem reserva para emergências e com uma parcela apertada pode aumentar o risco de endividamento.

A decisão deve considerar três perguntas:

  1. O crédito é realmente necessário?
  2. Existe uma alternativa mais barata?
  3. A parcela continuará cabendo se houver uma queda de renda?

A resposta tende a ser mais favorável quando o empréstimo resolve uma dívida cara e reduz o custo mensal. Ela tende a ser menos favorável quando serve apenas para manter um padrão de consumo que o orçamento já não comporta.

Quando pode valer a pena contratar agora?

Para trocar uma dívida mais cara

Quem está no cartão de crédito, cheque especial ou crédito pessoal com juros elevados não deve simplesmente esperar a Selic cair enquanto a dívida continua crescendo.

Nesse caso, um empréstimo mais barato pode ser usado para quitar a obrigação anterior.

Imagine uma pessoa com R$ 8 mil no cartão, pagando uma taxa muito alta. Se ela encontrar uma linha com juros menores, prestação previsível e prazo adequado, a substituição pode diminuir o valor total da dívida.

A operação só faz sentido quando:

  • a dívida antiga será integralmente quitada;
  • o novo CET for menor;
  • a parcela couber no orçamento;
  • o cartão ou limite não voltar a ser usado para criar outra dívida.

Sem essa última disciplina, o consumidor corre o risco de terminar com dois compromissos: o empréstimo novo e uma nova fatura do cartão.

Em uma emergência real

Despesas médicas, reparos indispensáveis na residência ou necessidades familiares urgentes podem exigir acesso imediato a dinheiro.

Nessas situações, esperar meses por uma eventual queda de juros talvez não seja viável.

Ainda assim, é importante pesquisar instituições, reduzir o valor solicitado e escolher o menor prazo que caiba com segurança no orçamento.

Para uma atividade que gere renda

Um crédito empresarial pode fazer sentido quando será aplicado em algo com potencial concreto de aumentar o faturamento ou reduzir despesas.

Pode ser o caso da compra de um equipamento que amplie a produção, da reposição de mercadorias com demanda comprovada ou da substituição de uma dívida empresarial cara.

O empreendedor deve comparar o retorno esperado com o custo total do empréstimo. A expectativa de lucro precisa ser realista e baseada em números, não apenas em otimismo.

Quando há acesso a uma linha mais barata

Modalidades com menor risco para o banco geralmente oferecem juros mais baixos.

Entre elas podem estar:

  • crédito consignado;
  • empréstimo com veículo em garantia;
  • crédito com imóvel em garantia;
  • antecipação de recebíveis;
  • linhas empresariais específicas.

O consignado, por exemplo, desconta a prestação diretamente do salário ou benefício. Como a instituição tem maior previsibilidade de pagamento, a taxa costuma ser inferior à de um empréstimo pessoal sem garantia.

Nas operações com garantia, o consumidor precisa ter atenção redobrada. A taxa pode ser menor, mas o patrimônio fica exposto ao risco de perda em caso de inadimplência.

Quando pode ser melhor esperar?

Quando a compra não é urgente

Financiar uma viagem, trocar móveis ainda utilizáveis ou comprar um eletrônico sem necessidade imediata pode custar muito mais do que o preço à vista.

Quando existe possibilidade de adiar, guardar o valor da futura parcela pode ser uma estratégia mais segura.

Se uma pessoa consegue reservar R$ 600 por mês, por exemplo, talvez seja possível pagar parte maior da compra à vista depois de alguns meses, reduzindo ou eliminando os juros.

Quando a parcela deixará o orçamento apertado

O simples fato de o banco aprovar o crédito não significa que ele seja saudável para o consumidor.

Antes de contratar, é preciso somar:

  • aluguel ou financiamento;
  • alimentação;
  • contas domésticas;
  • transporte;
  • medicamentos;
  • mensalidades;
  • outras dívidas;
  • despesas variáveis;
  • reserva para imprevistos.

Se a prestação só cabe em um mês perfeito, sem qualquer gasto inesperado, a operação é arriscada.

Quando a renda está instável

Trabalhadores autônomos, temporários ou com renda sazonal devem evitar usar o melhor mês como referência.

O ideal é calcular a capacidade de pagamento com base em uma renda conservadora, próxima da média dos meses mais fracos.

Uma parcela que parece pequena durante a alta temporada pode se tornar difícil de pagar quando o movimento cai.

Quando o empréstimo cobrirá despesas recorrentes

Usar crédito para pagar supermercado, conta de luz ou outras despesas básicas durante vários meses indica que o problema pode estar no desequilíbrio permanente do orçamento.

O empréstimo oferece alívio temporário, mas não resolve a diferença entre renda e gastos.

Nesse caso, é necessário rever despesas, negociar débitos existentes e buscar orientação financeira antes de criar uma nova parcela.

Esperar novas quedas da Selic garante juros menores?

Não.

Novas reduções podem contribuir para a queda do crédito, mas não existe garantia de que a taxa oferecida a uma pessoa específica ficará menor no momento desejado.

Os bancos também avaliam o risco do cliente e as condições econômicas futuras.

Durante o período de espera, podem acontecer situações como:

  • piora no histórico de crédito;
  • perda de renda;
  • aumento da inadimplência no mercado;
  • alteração das políticas do banco;
  • mudança na inflação;
  • redução ou interrupção do ciclo de cortes.

Por isso, a decisão não deve ser baseada apenas na expectativa de uma Selic menor.

Para uma compra sem urgência, esperar pode ser vantajoso principalmente porque permite acumular uma entrada maior, e não apenas porque os juros talvez caiam.

O que é o Custo Efetivo Total?

O Custo Efetivo Total, ou CET, é a taxa que reúne todos os encargos e despesas cobrados em uma operação de crédito.

Ele pode incluir:

  • juros;
  • tarifas;
  • impostos;
  • seguros;
  • custos de avaliação;
  • serviços vinculados;
  • outras despesas previstas no contrato.

O Banco Central orienta que o consumidor use o CET para comparar propostas, pois ele representa melhor o preço real do empréstimo do que a taxa nominal anunciada. (Banco Central)

Uma instituição pode anunciar juros menores, mas cobrar tarifas e seguros que tornam a proposta mais cara do que a de outro banco.

Como comparar dois empréstimos corretamente?

As propostas devem ter:

  • o mesmo valor emprestado;
  • o mesmo prazo;
  • a mesma quantidade de parcelas;
  • condições semelhantes de pagamento.

Depois, o consumidor deve comparar:

  1. CET mensal e anual;
  2. valor da prestação;
  3. total pago no fim;
  4. seguros incluídos;
  5. tarifas;
  6. condições de atraso;
  7. possibilidade de antecipação.

A instituição deve informar o CET antes da contratação. A regulamentação do Conselho Monetário Nacional determina a divulgação desse custo nas operações abrangidas pelas regras. (Banco Central)

Exemplo de comparação pelo CET

Considere duas propostas hipotéticas para um empréstimo de R$ 10 mil em 24 meses.

Proposta A

  • juros anunciados: 2% ao mês;
  • seguro e tarifa de contratação;
  • prestação: R$ 560;
  • total pago: R$ 13.440.

Proposta B

  • juros anunciados: 2,1% ao mês;
  • sem seguro;
  • prestação: R$ 545;
  • total pago: R$ 13.080.

Embora a taxa anunciada da proposta A pareça menor, a segunda operação pode ter CET mais baixo e custo final inferior.

Esse exemplo mostra por que não se deve escolher um empréstimo apenas pela propaganda da taxa mensal.

Como calcular se a parcela cabe no orçamento?

Um método simples é montar o orçamento dos últimos três meses.

Some toda a renda líquida e desconte as despesas essenciais, as dívidas existentes e uma margem para imprevistos.

O valor restante não deve ser inteiramente comprometido com uma nova prestação.

Por exemplo, uma família recebe R$ 5 mil líquidos e gasta:

  • R$ 1.500 com moradia;
  • R$ 1.200 com alimentação;
  • R$ 500 com transporte;
  • R$ 600 com contas e serviços;
  • R$ 400 com saúde e educação;
  • R$ 300 com dívidas anteriores.

Sobram R$ 500. Assumir uma prestação de R$ 500 deixaria a família sem margem para remédios, consertos, reajustes e outras emergências.

Mesmo que o banco aprove esse valor, o empréstimo seria financeiramente apertado.

Prazo maior significa empréstimo melhor?

Não necessariamente.

Um prazo mais longo reduz o valor da prestação, mas normalmente aumenta o total de juros pagos.

Imagine um empréstimo de R$ 20 mil.

Em 24 parcelas, a mensalidade pode ser mais alta, mas a dívida termina antes. Em 60 parcelas, o valor mensal diminui, porém o consumidor permanece endividado por cinco anos e pode pagar muito mais pelo dinheiro.

O ideal é buscar o menor prazo que produza uma parcela sustentável.

Não adianta escolher um contrato curto se a prestação comprometer o orçamento e causar atrasos. Também não é recomendável alongar demais apenas para tornar o valor mensal visualmente pequeno.

Empréstimo com garantia é sempre melhor?

Ele costuma ter juros menores, mas possui um risco relevante: o bem pode ser tomado pela instituição caso a dívida não seja paga.

No crédito com imóvel em garantia, conhecido também como home equity, o proprietário continua usando o imóvel, mas ele fica vinculado ao contrato.

Essa modalidade pode ser útil para reorganizar dívidas caras ou financiar um projeto bem planejado. Porém, não deve ser contratada de forma impulsiva para pagar despesas de consumo.

Trocar uma dívida sem garantia por uma operação que coloca a casa da família em risco exige análise cuidadosa.

Consignado vale a pena com a Selic alta?

O consignado pode ser uma das linhas mais baratas disponíveis para quem tem acesso à modalidade.

Ele costuma ser oferecido a:

  • aposentados e pensionistas;
  • servidores públicos;
  • trabalhadores de empresas conveniadas;
  • determinados beneficiários e empregados, conforme as regras vigentes.

O desconto automático diminui o risco para o banco. Ainda assim, o consumidor deve comparar CET, prazo e valor total.

Uma prestação consignada reduz a renda antes mesmo de o dinheiro chegar à conta. Isso pode comprometer o orçamento durante vários anos.

O Banco Central disponibiliza consultas com as taxas praticadas pelas instituições em modalidades como consignado e crédito pessoal. (Banco Central)

Crédito pessoal sem garantia exige mais cuidado

O crédito pessoal não consignado costuma ter taxas elevadas porque o banco não possui desconto automático nem bem vinculado à operação.

A facilidade de contratação pelo aplicativo pode levar o consumidor a analisar apenas a parcela.

Antes de confirmar, é preciso abrir o detalhamento da proposta e conferir:

  • CET;
  • juros mensais;
  • juros anuais;
  • número de parcelas;
  • total a pagar;
  • data do primeiro vencimento.

As taxas variam bastante entre as instituições. O Banco Central mantém uma página de comparação das médias praticadas no crédito pessoal sem garantia. (Banco Central)

Vale a pena pegar empréstimo para quitar o cartão?

Pode valer, desde que o novo crédito tenha custo efetivo menor e seja usado para encerrar a dívida do cartão.

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O consumidor deve solicitar o saldo atualizado, comparar o CET e calcular o valor final da nova operação.

Depois da quitação, é prudente reduzir o limite do cartão ou reorganizar seu uso.

Sem uma mudança de comportamento, a pessoa pode voltar a parcelar a fatura e acumular duas dívidas ao mesmo tempo.

Vale a pena pegar empréstimo para investir?

Em geral, essa é uma operação de alto risco para pessoas físicas.

O retorno do investimento não é garantido, enquanto as prestações do empréstimo são obrigatórias.

Mesmo aplicações de renda fixa podem render menos do que o CET do crédito. Já investimentos mais arriscados podem sofrer perdas.

A comparação correta deve considerar impostos, taxas e risco, não apenas a rentabilidade anunciada.

Tomar dinheiro emprestado para fazer uma aplicação costuma ser inadequado para quem não possui experiência, patrimônio e capacidade de absorver prejuízos.

Vale a pena financiar um imóvel ou veículo agora?

Financiamentos de longo prazo exigem uma análise diferente.

Para quem precisa do bem e encontrou uma condição sustentável, esperar apenas por uma queda da Selic pode não produzir uma economia suficiente para compensar mudanças de preço.

Por outro lado, uma entrada maior pode reduzir significativamente:

  • o valor financiado;
  • a prestação;
  • o total de juros;
  • o risco da operação.

Antes de financiar, é recomendável simular diferentes entradas e prazos.

Também é importante verificar se o contrato permite amortizações extraordinárias. Ao antecipar parcelas ou reduzir o saldo devedor, o consumidor pode economizar juros futuros.

É possível renegociar depois que os juros caírem?

Em alguns casos, sim.

O consumidor pode buscar:

  • renegociação com o próprio banco;
  • portabilidade de crédito;
  • quitação antecipada;
  • troca por uma modalidade mais barata.

Na portabilidade, a dívida é transferida para outra instituição que oferece condições melhores.

A nova proposta precisa ser comparada pelo CET e pelo saldo restante. Também é necessário verificar se a economia compensará eventuais custos envolvidos.

Quem contrata agora não deve contar com a renegociação futura como certeza. O empréstimo precisa caber no orçamento nas condições atuais.

Quais cuidados tomar antes de contratar?

Antes de aceitar a proposta, o consumidor deve:

  • pesquisar em mais de uma instituição;
  • consultar o CET;
  • conferir o valor total a pagar;
  • evitar contratar sob pressão;
  • não pagar depósito antecipado para liberar crédito;
  • verificar se a instituição é autorizada;
  • ler as condições de atraso;
  • guardar o contrato;
  • calcular o impacto da parcela;
  • desconfiar de ofertas muito abaixo do mercado.

Golpistas costumam prometer empréstimos fáceis para negativados e exigir uma taxa antecipada. Instituições legítimas não condicionam a liberação do crédito a um Pix prévio enviado para uma pessoa desconhecida.

Como saber se a instituição é autorizada?

O Banco Central oferece ferramentas para consultar instituições financeiras autorizadas.

Essa verificação é importante principalmente quando a proposta chega por redes sociais, aplicativos de mensagens ou ligações.

O consumidor também deve conferir se o site utiliza o endereço oficial da empresa e evitar clicar em links recebidos de contatos desconhecidos.

O que fazer se já estiver endividado?

Antes de contratar outra operação, liste todas as dívidas com:

  • saldo;
  • taxa;
  • prestação;
  • vencimento;
  • atraso;
  • garantia envolvida.

Priorize as linhas com custo mais alto e verifique possibilidades de negociação.

Um novo empréstimo pode ajudar quando reduz o custo total e organiza os pagamentos em uma prestação sustentável. Ele não ajuda quando apenas libera espaço no orçamento por alguns meses e aumenta o prazo da dívida sem reduzir seu custo de forma relevante.

Também é importante preservar despesas essenciais e evitar comprometer toda a renda com acordos.

Uma queda pequena da Selic muda muito a prestação?

Nem sempre.

Em uma operação curta, uma redução moderada na taxa pode produzir uma diferença pequena no valor mensal.

Em financiamentos longos e de valor elevado, o impacto pode ser maior. Entretanto, o preço do bem, a entrada e o prazo também influenciam fortemente o resultado.

Por isso, quem pensa em esperar deve comparar dois cenários:

  • contratar hoje com as condições disponíveis;
  • guardar uma entrada maior e contratar depois.

Muitas vezes, o aumento da entrada gera uma economia mais previsível do que tentar adivinhar o próximo movimento dos juros.

Conclusão

Com a Selic em 14,25% ao ano, o crédito continua caro no Brasil. A redução promovida pelo Copom ajuda a iniciar um processo de alívio, mas não chega imediatamente nem de forma igual a todas as modalidades. (Banco Central)

Pegar um empréstimo agora pode fazer sentido para substituir uma dívida mais cara, enfrentar uma necessidade urgente ou financiar uma atividade com retorno bem calculado.

Para consumo adiável, orçamento apertado ou despesas recorrentes, esperar e formar uma reserva tende a ser mais seguro.

O próximo passo deve ser comparar propostas pelo CET, calcular o total que será pago e testar se a prestação cabe até em meses difíceis. A pergunta decisiva não é apenas se a Selic cairá novamente, mas se a dívida é necessária e sustentável nas condições oferecidas hoje.

Perguntas frequentes

Selic
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Com a Selic em 14,25%, empréstimo fica mais caro?

A Selic elevada pressiona o custo do crédito, mas a taxa final também depende da modalidade, do risco do cliente, do prazo, das garantias, dos impostos e dos custos do banco.

É melhor esperar a Selic cair para pegar empréstimo?

Depende. Para gastos que podem ser adiados, esperar e aumentar a entrada pode ser vantajoso. Para trocar uma dívida muito cara, esperar pode aumentar o prejuízo.

O que devo comparar antes de contratar?

Compare o Custo Efetivo Total, o valor das parcelas, o prazo, o total pago, as tarifas, os seguros e as condições em caso de atraso.

O que é CET?

CET é o Custo Efetivo Total. Ele reúne juros, tarifas, impostos, seguros e outras despesas previstas no empréstimo.

Vale a pena pegar empréstimo para pagar cartão de crédito?

Pode valer quando o novo empréstimo tem CET menor, quita integralmente o cartão e oferece uma prestação que cabe no orçamento.

Empréstimo consignado é mais barato?

Normalmente, o consignado possui juros menores porque as parcelas são descontadas diretamente da renda. Ainda assim, é necessário comparar o CET e o custo final.

Empréstimo com imóvel em garantia é seguro?

A taxa costuma ser menor, mas existe risco de perda do imóvel em caso de inadimplência. A modalidade exige planejamento cuidadoso.

A queda da Selic reduz imediatamente os juros bancários?

Não. O repasse pode ser gradual e depende de outros fatores, como inadimplência, inflação esperada, concorrência e avaliação de risco.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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