Tirar férias é um direito garantido, mas poucos trabalhadores sabem se continuam a receber benefícios como o vale-alimentação durante esse período. Mesmo sendo parte da rotina de milhões de brasileiros, o tema ainda gera dúvidas em empresas de todos os setores.
Vale nas férias? Veja quando o trabalhador continua recebendo o benefício
Vale-alimentação nas férias é obrigatório? Descubra se você perde o benefício e o que fazer para garantir seus direitos em 2025! Confira aqui!
A falta de informação pode afetar o orçamento familiar de quem conta com o vale-alimentação ou o vale-transporte para despesas básicas. Por isso, entender o que diz a legislação e como os acordos coletivos funcionam é essencial para planejar melhor as finanças nas férias.

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O que diz a CLT sobre o vale-alimentação nas férias
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece que, após 12 meses de serviço, o trabalhador tem direito a 30 dias de férias com salário integral acrescido de 1/3 constitucional. Porém, benefícios como o vale-alimentação e o vale-transporte não são obrigatórios nesse período, pois são considerados de natureza indenizatória e vinculados à atividade profissional.
Em 2025, mais de 3,2 milhões de trabalhadores recebem vale-alimentação, mas a continuidade do pagamento depende de acordos coletivos específicos. Segundo levantamento da CNC, cerca de 1,1 milhão mantêm o benefício nas férias.
Acordos coletivos: diferencial para garantir o benefício para os trabalhadores
Por que a negociação sindical é tão importante?
Convenções coletivas podem modificar o que diz a CLT e garantir o vale-alimentação mesmo durante o descanso. Categorias com forte representação sindical, como bancários, metalúrgicos e comerciários, costumam negociar cláusulas específicas para isso.
Exemplos de acordos que mantêm o vale nas férias
Em São Paulo, a convenção dos metalúrgicos assegura o pagamento integral do vale para mais de 700 mil trabalhadores. Já os bancários garantem, em média, R$ 800 mensais, mesmo nas férias, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo.
Como verificar se você tem direito
Para saber se o seu sindicato negociou essa condição, é preciso consultar a convenção coletiva da categoria. O documento pode ser acessado no site do sindicato ou com o setor de RH da empresa.
Impacto financeiro no orçamento do trabalhador
A ausência do vale-alimentação durante as férias pode gerar um rombo no orçamento, principalmente para famílias de baixa renda. Pesquisa da Alelo mostrou que 68% dos beneficiários usam o vale para compras essenciais, como alimentos e produtos de higiene.
Sem esse apoio, muitos recorrem a crédito ou empréstimos, elevando o risco de endividamento. Em 2024, o SPC Brasil apontou que 12% dos trabalhadores enfrentaram dificuldades financeiras durante as férias devido à suspensão do benefício.
Vale-transporte também pode ser suspenso
Assim como o vale-alimentação, o vale-transporte não é obrigatório no período de férias. Como não há deslocamento ao trabalho, o desconto de 6% no salário também não se aplica. De acordo com a CNC, 2,8 milhões de trabalhadores tiveram o benefício suspenso em 2024.
Em alguns casos, convenções coletivas podem garantir um auxílio-mobilidade. Os comerciários do Rio de Janeiro, por exemplo, negociaram um valor de até R$ 200 durante as férias, mas isso ainda é exceção.
Setores com maior proteção sindical
Indústria e bancos lideram benefícios nas férias
Indústrias metalúrgicas, setor bancário e comércio estão entre os que mais protegem o trabalhador nesse ponto. Em Minas Gerais, metalúrgicos garantem R$ 600 mensais de vale nas férias. Já os bancários mantêm o pagamento em 85% dos acordos.
Serviços terceirizados e limpeza: menor cobertura
Setores como segurança privada e limpeza urbana apresentam menor organização sindical. Apenas 15% dos trabalhadores nesses segmentos recebem o benefício durante o recesso.
Diferenças regionais no pagamento do vale
A proporção de convenções que garantem o vale nas férias varia bastante pelo país. Em São Paulo, cerca de 70% dos acordos coletivos em 2024 mantiveram o pagamento. No Nordeste, o índice cai para 45%, segundo dados da CNC.
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Negociação individual como alternativa
Em regiões com menor representação sindical, trabalhadores podem tentar negociar individualmente com o empregador. Embora a CLT não obrigue, 20% dos trabalhadores conseguiram acordos individuais para manter o benefício em 2024.
O custo do benefício para as empresas
Manter o vale-alimentação nas férias representa um gasto extra para as empresas. Em 2024, foram R$ 18 bilhões destinados a esse benefício no Brasil, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador.
Por outro lado, empresas que mantêm o pagamento relatam maior satisfação e retenção de funcionários. Um levantamento da Ticket mostrou que 65% dos trabalhadores consideram o vale-alimentação decisivo para permanecer na empresa.
Direitos adicionais nas férias em 2025
Além do vale-alimentação, benefícios como plano de saúde e auxílio-creche podem ser mantidos, dependendo da convenção coletiva. Em 2025, o Ministério do Trabalho lançou a campanha “Direitos nas Férias”, para incentivar o trabalhador a consultar direitos antes do período de descanso.
A campanha inclui cartilhas online e canais de denúncia para casos de descumprimento. Só no primeiro semestre de 2025, mais de 50 mil trabalhadores buscaram informações na plataforma oficial.
Como garantir o benefício em 2025
Passo a passo para não perder o vale-alimentação
- Consulte a convenção coletiva no site do sindicato.
- Verifique no RH se há acordo vigente.
- Confirme prazos e valores para 2025.
- Denuncie descumprimentos ao sindicato ou ao Ministério do Trabalho.
Se houver garantia por acordo, o empregador é obrigado a cumprir. O trabalhador tem até dois anos após o fim do contrato para recorrer à Justiça do Trabalho, caso o pagamento não ocorra.

Saber se o vale-alimentação é pago nas férias faz toda a diferença para organizar o orçamento familiar. Embora a CLT não obrigue, cada categoria pode ter direitos específicos negociados em convenções coletivas. A melhor forma de evitar surpresas é se informar junto ao sindicato ou RH da empresa.
Para 2025, a tendência é que cada vez mais categorias incluam cláusulas para garantir benefícios no período de descanso. Fique atento, consulte sua convenção coletiva e compartilhe essas informações com colegas de trabalho. Assim, todos podem exercer seus direitos de forma consciente e segura.
