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Vale-refeição dura quanto tempo com a inflação elevada?

A recente pesquisa realizada pelo Sodexo Benefícios e Incentivos, empresa de benefícios do setor alimentício, apontou que o vale-refeição tem durado apenas 13 dias com a alta da inflação sobre os alimentos. Antes da pandemia, a duração do benefício era de 18 dias.  O custo médio da refeição no país já chega a R$ 40,64, […]

Avatar de Rafaela Medolago Rafaela Medolago · · 2 min de leitura
Inflação sobre os alimentos: Consumidores abandonam produtos no supermercado

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

A recente pesquisa realizada pelo Sodexo Benefícios e Incentivos, empresa de benefícios do setor alimentício, apontou que o vale-refeição tem durado apenas 13 dias com a alta da inflação sobre os alimentos. Antes da pandemia, a duração do benefício era de 18 dias. 

O custo médio da refeição no país já chega a R$ 40,64, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT). 

É importante ressaltar que o período útil de trabalho é de 22 dias mensais. Ou seja, segundo a pesquisa, o trabalhador fica impossibilitado de usar o vale por nove dias. 

As empresas têm se atentado a esse aumento e no início deste ano, reajustaram os valores dos vales em 7,42%. No entanto, segundo um levantamento feito pelo G1, esse ajuste fica abaixo da inflação. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), um dos índices da inflação, está em 11,89% no acumulado de 12 meses. 

Custo da refeição fora de casa por região 

O custo dos produtos alimentícios varia de acordo com a região do país. Veja agora os preços com base no levantamento do G1. 

  • Nordeste: R$ 40,28 (aumento de 69,6%);
  • Norte: R$ 36,14 (aumento de 18,6%);
  • Centro-Oeste: R$ 34,20 (aumento de 27,3%);  
  • Sudeste: R$ 42,83 (aumento de 43,4%);
  • Sul: R$ 36,97 (aumento de 39,2%).

Os cálculos são feitos com base nos preços de 10 anos atrás. 

Inflação sobre os alimentos 

Os produtos da área alimentícia têm apresentado alta crescente neste ano. Basta conferir os preços nos supermercados pelo país. A cesta básica, por exemplo, tem comprometido um percentual cada vez maior do salário dos brasileiros. 

Em São Paulo, pesquisas apontaram que em determinadas regiões, a cesta básica, produto essencial para os cidadãos, chegou a ultrapassar o piso nacional de R$ 1212. Quando se trata da média nacional, os itens fundamentais chegam a R$ 663, mais da metade do rendimento mensal de algumas famílias. 

Prato feito

O prato feito muito comum para os brasileiros também é um retrato dessa alta inflacionária. Uma pesquisa feita pela BBC aponta o aumento de cada item do prato, no período de um ano, de abril de 2021 a abril de 2022, com base em dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Confira.

  • Arroz: – 11,53%;
  • Feijão carioca: + 9,40%;
  • Tomate: + 103,26%;
  • Alface: + 45,04%;
  • Ovo: + 17,70%;
  • Batata: + 63,40%;
  • Carnes: + 13,17%;.

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Imagem: Makistock / shutterstock.com

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