As estradas brasileiras, administradas pelo governo federal, são as que possuem os maiores números de pontos críticos, de acordo com o estudo Radar CNT do Transporte – Pontos Críticos 2023. O registro de perigos iminentes, que inclui quedas de barreiras, erosões na pista, buracos grandes e pontes estreitas ou caídas, aumentou 1,5% em relação a 2022.
De acordo com a pesquisa, 67,1% dos locais críticos estão localizados em rodovias federais, enquanto 32,9% impactam as estradas estaduais. É alarmante observar que mais de 80% desses pontos carecem de qualquer forma de sinalização. A falta de indicações adequadas amplifica a preocupação em relação à segurança viária.
Assustadoras estatísticas nas estradas brasileiras
Em 2023, Minas Gerais, Acre e Maranhão despontaram como as regiões com os maiores números de pontos críticos, registrando 383, 374 e 258 respectivamente. A análise da extensão da rodovia pela CNT revela que a região Norte lidera em densidade de problemas. Destacando a preocupante situação das vias na área.
Veja também: 5 ótimos carros usados baratos que você pode comprar por menos de R$ 50 mil

Os buracos grandes representam a maioria dos casos, totalizando 1.803 registros. Alarmantemente, 99% desses incidentes careciam de qualquer forma de sinalização de advertência em 2022, e lamentavelmente, essa tendência persistiu ao longo de 2023. Assim, a ausência de sinalização apropriada evidencia uma preocupante falta de medidas para prevenir riscos nas estradas.
Qual a solução para os problemas rodoviários?
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
O estudo revelou que a rodovia BR-364 foi identificada como a mais perigosa, com 322 ocorrências, ou 12,2% de todos os problemas detectados pelo estudo. Essa estrada é crucial para a movimentação de mercadorias, conectando zonas agrícolas e industriais a portos e centros urbanos. De acordo com a CNT, o investimento em infraestrutura de transporte deve ser priorizado para evitar os riscos que os pontos críticos exercem sobre a fluidez do trânsito e a segurança dos usuários.
Para resolver os problemas de 2023 apontados na publicação, seriam necessários R$ 4,88 bilhões. Entretanto, considerando a intervenção necessária para melhorias emergenciais na malha rodoviária federal, a estimativa de recursos sobe para R$ 46,8 bilhões. O diretor executivo da CNT, Bruno Batista, defende que o investimento na prevenção e na correção imediata dos pontos críticos é a melhor forma de evitar que os problemas se agravem.
Imagem: Nelson Donizeti / Shutterstock.com
