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Venda ilegal de dados do INSS expõe aposentados e pensionistas em todo o país

Dados pessoais do INSS estão sendo vendidos ilegalmente na internet, expondo aposentados e pensionistas e violando a LGPD em todo o Brasil.

Talita FerreiraPor Talita Ferreira3 min de leitura
inss

Informações sigilosas de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão sendo comercializadas ilegalmente na internet.

Planilhas contendo dados detalhados de aposentados, pensionistas e segurados de todas as regiões brasileiras estão disponíveis por valores entre R$ 150 e R$ 600.

Dados detalhados à venda pelo INSS

Imagem: Canva

As listas são extraídas do Sistema Único de Informações de Benefícios (Suibe), que contém dados pessoais e financeiros dos beneficiários. Entre as informações presentes nas planilhas estão:

  • Nome completo
  • CPF
  • Telefone
  • Tipo de benefício (aposentadoria, pensão, salário-maternidade, BPC)
  • Valor recebido mensalmente
  • Data de concessão do benefício
  • Margem para empréstimo consignado
  • Descontos associativos, incluindo nome da entidade, valor e data de adesão

Em alguns casos, as planilhas chegam a ter até 46 colunas de dados por pessoa, o que configura uma exposição massiva e detalhada da privacidade dos segurados.

Público-alvo e uso ilegal dos dados

Descontos indevidos no INSS: STF fará audiência para discutir devolução de valores
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Os principais compradores dessas listas são advogados interessados em captar clientes para ações judiciais. A oferta desses dados permite a segmentação e prospecção de possíveis clientes com base em informações que deveriam ser sigilosas.

Casos confirmados de exposição

Aposentados de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis já confirmaram que seus dados foram expostos sem autorização. Essa prática tem gerado preocupação entre os segurados e autoridades responsáveis pela proteção de dados.

Violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

A comercialização dos dados do INSS infringe diretamente a LGPD, que protege a privacidade e os dados pessoais dos cidadãos brasileiros. A lei exige consentimento explícito do titular para qualquer uso dessas informações, o que não ocorre neste caso.

Orientação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)

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A OAB proíbe a captação de clientela por meio de dados obtidos ilegalmente. O artigo 39 do Código de Ética da OAB determina que a publicidade profissional deve ser feita de forma discreta, informativa e sem mercantilização. O uso indevido dos dados para fins comerciais contraria esses princípios éticos.

Riscos e consequências da venda ilegal

APOSENTADORIA ESPECIAL INSS
Imagem: Canva
  • Violação da privacidade dos beneficiários do INSS
  • Possibilidade de golpes e fraudes utilizando dados pessoais
  • Penalidades civis e criminais para os responsáveis pela comercialização e uso dos dados
  • Investigação por órgãos de fiscalização e proteção de dados

O que fazer para proteger seus dados?

  • Evite fornecer informações pessoais a terceiros sem confirmação da necessidade e da segurança do canal.
  • Sempre consulte os canais oficiais do INSS para dúvidas e serviços: https://www.inss.gov.br/meu-inss
  • Denuncie práticas suspeitas à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD): https://www.gov.br/anpd/pt-br
  • Acompanhe regularmente seus extratos e notificações no aplicativo Meu INSS.

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Talita Ferreira

Autor

Talita Ferreira

Talita Ferreira é redatora no portal Seu Crédito Digital, onde aplica seu rigor acadêmico e experiência em linguagem para tornar conteúdos econômicos, sociais e informativos mais claros e acessíveis. Doutoranda e Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), possui também pós-graduação em Revisão Textual e em Educação, Gêneros e Sexualidade pela UniVitória. É graduada em Letras pela UFJF e tem sólida atuação em revisão, produção de conteúdo e pesquisa em linguagem.

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