O presidente Jair Bolsonaro vetou a ampliação dos beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600 durante a pandemia do novo coronavírus para pais solteiros. Além disso, dezenas de categorias profissionais também não ganharão o benefício, como motoristas e entregadores de aplicativo, catadores de material reciclável etc. No entanto, foi mantida a extensão do benefício para as mães menores de 18 anos (todos os demais beneficiários precisam ser maiores de 18 anos). Confira mais detalhes nessa matéria
Veto de Bolsonaro exclui pais solteiros, motoristas de aplicativo e catadores do Auxílio Emergencial
Veto de Jair Bolsonaro reduz auxílio a pais solteiros e tira o direito ao Auxílio Emergencial de várias profissões. Confira mais detalhes.
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A expansão da medida estava prevista em um projeto (PL 873/20) de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Tal projeto foi aprovado em abril pela Câmara dos Deputados, com base em parecer do deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP). Entretanto, Bolsonaro vetou 11 pontos da proposta, que foi transformada na Lei 13.998/20, publicada na última sexta-feira (15) no Diário Oficial da União.
Quais categorias foram vetadas por Bolsonaro?
A lista de novos beneficiários que deixarão de receber o Auxílio Emergencial inclui diversas categorias. Entre elas estão: pescadores artesanais, motoristas e entregadores de aplicativos, taxistas, diaristas, agricultores familiares, artistas, profissionais autônomos da educação física e catadores de material reciclável.
A lista com todas as categorias profissionais que teriam direito ao Auxílio Emergencial pode ser conferida nesse link.
Bolsonaro defendeu que o veto foi necessário porque, ao especificar algumas categorias profissionais em detrimentos de outras, a proposta ofenderia o princípio da isonomia e igualdade material previsto na Constituição. Além disso, o texto do Congresso cria despesa obrigatória para o governo sem indicar a fonte de custeio e o demonstrativo de impacto orçamentário e financeiro, como determina a emenda constitucional do teto de gastos (EC 95).
Contudo, o veto de Bolsonaro não é definido. Os vetos presidenciais ainda serão analisados pelo Congresso Nacional, que pode acatá-los ou derrubá-los, restabelecendo a redação aprovada no mês passado.
Homens chefes de família não ganharão Auxílio Emergencial em dobro
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Além do veto a diversas categorias profissionais, Bolsonaro também vetou a concessão em dobro do auxílio para homens solteiros chefes de família. Sendo assim, pelas regras atuais, somente mães chefes de família têm o direito aos R$ 1.200 do Auxílio Emergencial.
Esse veto ocorreu sob recompensação do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, da ministra Damares Alves. Conforme o ministério, tal proposta “ofende o interesse público por não se prever mecanismos de proteção às mães-solo, que se constituem a grande maioria das famílias monoparentais”.
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Fonte: Agência Câmara de Notícias
Imagem destacada: Brenda Rocha / Shutterstock.
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