Mais de 60 mil pessoas já foram prejudicadas pelo vírus Maverick, um malware que ataca computadores brasileiros via WhatsApp Web. O golpe é direcionado exclusivamente a usuários nacionais, explorando credenciais bancárias e de corretoras de criptomoedas. Segundo a Kaspersky, o vírus se espalha rapidamente e tem características únicas voltadas para o Brasil.
Novo Golpe do WhatsApp: vírus que pega o seus dados e acessa o seu banco, confira
Descubra como o vírus Maverick no WhatsApp rouba senhas de bancos e aprenda estratégias eficazes de prevenção e proteção online.
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Como o malware Maverick age

A disseminação do arquivo malicioso
O vírus é disseminado por meio de arquivos compactados “.zip” que contêm atalhos “.lnk”. Ao abrir o arquivo, o código malicioso assume o navegador do usuário e acessa automaticamente o WhatsApp Web, enviando o mesmo arquivo para todos os contatos salvos.
Foco em computadores brasileiros
O Maverick é ativado apenas em sistemas com teclado brasileiro e formato de data local, o que indica um ataque altamente segmentado. Essa personalização dificulta a detecção em outros países, concentrando os riscos em território nacional.
Semelhança com vírus anteriores
Pesquisas da Sophos e Kaspersky mostram que o Maverick compartilha semelhanças com o vírus Coyote, que atingiu o Brasil em 2024. Porém, o Maverick é mais sofisticado, com comentários em português no código e foco em bancos e corretoras de criptomoedas.
Bancos e corretoras visados
O malware mira credenciais de mais de 20 bancos e corretoras de criptomoedas brasileiras, incluindo grandes instituições financeiras. A captura de senhas e dados permite aos criminosos movimentar contas, realizar transferências e até acessar investimentos em criptoativos.
Riscos financeiros e pessoais
Além do prejuízo financeiro, os usuários afetados podem ter seus dados pessoais expostos, incluindo informações sensíveis como CPF, endereço e histórico bancário. Isso aumenta o risco de fraudes adicionais, como empréstimos ilegais ou golpes de identidade.
Estratégias de prevenção eficazes

Não abrir arquivos suspeitos
Evitar abrir arquivos “.zip” ou atalhos recebidos por contatos desconhecidos é a primeira linha de defesa. Mesmo arquivos enviados por amigos podem ser comprometidos se a conta deles tiver sido invadida.
Manter sistemas atualizados
Atualizações de navegador, antivírus e sistema operacional corrigem vulnerabilidades exploradas por malwares como o Maverick. Sistemas desatualizados são mais vulneráveis a ataques sofisticados.
Uso de autenticação de dois fatores
Ativar a autenticação de dois fatores (2FA) em bancos e WhatsApp adiciona uma camada extra de segurança. Mesmo que a senha seja capturada, o invasor não consegue acessar a conta sem o segundo fator.
Monitoramento constante de contas
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+311 mil seguidores
Revisar extratos bancários e movimentações de criptomoedas regularmente ajuda a identificar atividades suspeitas. Quanto mais rápido o usuário detectar a fraude, maiores as chances de reverter prejuízos.
Ferramentas de cibersegurança
Antivírus de reputação confiável, firewalls e soluções de proteção em tempo real reduzem a exposição a vírus e outros malwares. Empresas como Kaspersky e Sophos oferecem recursos especializados para detectar ameaças direcionadas.
O papel do WhatsApp na prevenção
O WhatsApp reforça medidas de segurança, mas a responsabilidade final é do usuário. Bloqueios automáticos e alertas de atividade suspeita ajudam a reduzir a disseminação do malware, mas práticas de uso seguro continuam sendo essenciais.
O que fazer se for vítima do Maverick

- Desconectar o computador da internet imediatamente.
- Executar uma varredura completa com antivírus atualizado.
- Alterar senhas de bancos, contas de criptomoedas e WhatsApp.
- Notificar a instituição financeira sobre possíveis fraudes.
- Monitorar transações e bloquear cartões, se necessário.
Conclusão
O vírus Maverick demonstra como criminosos digitais estão cada vez mais sofisticados, criando ataques direcionados que exploram vulnerabilidades humanas e tecnológicas. A segurança no WhatsApp e nas contas bancárias não depende apenas das ferramentas digitais, mas também da atenção e da disciplina do usuário. Práticas simples, como não abrir arquivos suspeitos, manter sistemas atualizados, utilizar autenticação de dois fatores e monitorar transações financeiras, podem impedir que dados sensíveis sejam comprometidos. A conscientização contínua e o uso de soluções de cibersegurança confiáveis são essenciais para proteger informações pessoais e financeiras, garantindo que golpes como o Maverick não se transformem em prejuízos irreversíveis. A prevenção é sempre mais eficiente que a correção.
