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Vivo muda regime da telefonia fixa a partir de 31 de dezembro; entenda o impacto

A Vivo migra do regime de concessão para autorização em 31 de dezembro. Veja como afeta seu dinheiro.

Julia FernandesPor Julia Fernandes4 min de leitura
Vivo

O setor de telecomunicações no Brasil passará por um marco histórico no dia 31 de dezembro de 2025. A Vivo (Telefônica Brasil) oficializou a migração do seu regime de exploração da telefonia fixa: a empresa deixa de ser uma concessionária para se tornar uma autorizada. Essa mudança, aprovada pela Anatel, encerra um modelo que durava desde a privatização do setor e traz impactos significativos na forma como a empresa gere o serviço e aplica o seu dinheiro em infraestrutura.

A transição de “concessão” para “autorização” significa que a Vivo terá mais flexibilidade comercial, mas em troca precisará realizar investimentos vultosos em conectividade. Para o consumidor, a mudança levanta dúvidas sobre a manutenção de orelhões e a continuidade do serviço em áreas remotas. O objetivo central é modernizar o sistema e garantir que o dinheiro investido foque em tecnologias atuais, como a fibra ótica e o 5G, em vez de manter uma rede de cobre obsoleta.

Este guia detalha o que muda com o fim da concessão da Vivo e como essa reestruturação reflete no mercado e no seu bolso.

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1. O fim dos “bens reversíveis” e a nova flexibilidade

No regime de concessão, todos os equipamentos usados para o serviço (prédios, fiações, centrais) eram “bens reversíveis”, que deveriam voltar ao Estado ao fim do contrato.

Liberdade para investir: Com a mudança para o regime de autorização, esses bens passam a pertencer definitivamente à empresa. Isso dá à Vivo a liberdade de vender imóveis antigos ou desativar centrais de cobre ineficientes para levantar dinheiro e reinvesti-lo em expansão de rede. A empresa deixa de ter a obrigação de manter orelhões, por exemplo, que hoje geram custo e pouco retorno financeiro.

Agilidade comercial: Como autorizada, a Vivo ganha autonomia para criar planos e preços com menos amarras regulatórias da Anatel. Isso pode gerar uma competição mais dinâmica no mercado, onde o cliente pode escolher pacotes que ofereçam melhor custo-benefício para o seu dinheiro.

2. Contrapartidas: Investimento em conectividade

A migração não foi gratuita. A Vivo assumiu compromissos bilionários para que a mudança de regime fosse autorizada.

Expansão da banda larga: O valor calculado pela Anatel sobre o fim da concessão deve ser convertido em investimentos em áreas com pouca ou nenhuma conexão. Isso significa que o dinheiro que seria gasto mantendo o sistema de telefonia fixa antigo será direcionado para levar internet de alta velocidade a escolas e municípios do interior, reduzindo o abismo digital no país.

Foco no futuro: A telefonia fixa residencial tornou-se um serviço de nicho com o avanço do WhatsApp e dos celulares. A Vivo entende que focar o dinheiro no 5G e na fibra ótica é o caminho para manter a relevância no mercado, mesmo que isso signifique o fim gradual do tradicional “telefone fixo” como o conhecemos.

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3. O que muda para o cliente atual da Vivo Fixo

Se você ainda utiliza o serviço de telefonia fixa, não precisa entrar em pânico, mas deve ficar atento aos movimentos da operadora.

Continuidade do serviço: A princípio, o serviço continua funcionando normalmente. No entanto, a Vivo poderá oferecer incentivos para que os clientes migrem para soluções baseadas em fibra (VoIP) ou planos móveis. O consumidor deve avaliar se o plano atual ainda vale o dinheiro investido ou se as novas tecnologias oferecidas pela operadora trazem mais vantagens.

Atendimento e manutenção: Com a autorização, a regulação sobre a qualidade do serviço muda de patamar, mas a Vivo continua obrigada a prestar um bom atendimento. Caso a empresa decida descontinuar o serviço em alguma localidade específica, ela deverá comunicar o cliente com antecedência e oferecer alternativas para que ninguém fique sem comunicação.

A mudança de regime da Vivo em 31 de dezembro simboliza a despedida definitiva do modelo de telefonia do século XX. A transição para o regime de autorização permite que a empresa direcione seu dinheiro para tecnologias que realmente fazem a diferença na vida digital do brasileiro. Embora o telefone fixo tradicional esteja perdendo espaço, os investimentos em fibra e 5G resultantes desse acordo prometem uma infraestrutura de comunicação mais robusta e moderna para o Brasil.

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Julia Fernandes

Autor

Julia Fernandes

Júlia Fernandes é redatora do portal Seu Crédito Digital, onde compartilha conteúdos atualizados sobre economia, finanças pessoais, benefícios sociais, oportunidades para o cidadão e as principais notícias que impactam o dia a dia dos brasileiros. Gaúcha, comunicadora nata e apaixonada por escrever com empatia, Júlia combina informação com sensibilidade e leveza, sempre buscando ajudar o leitor a tomar decisões mais conscientes e informadas.

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