Grande startup de coworkings, WeWork, entrou com o pedido de recuperação judicial nesta última segunda-feira (06). A empresa, atualmente, tem apoio do SoftBank e já chegou a ser avaliada em cerca de US$ 47 bilhões durante o seu melhor período.
WeWork pede recuperação judicial: entenda o que isso significa
Grande startup WeWork entra com processo de recuperação judicial após perder mais de 98% de suas ações neste ano. Saiba mais!
Assim, a corte federal dos Estados Unidos realizará a análise do pedido, com a documentação fiscal e financeira necessária para aceitar o pedido. Com isso, a startup ficará protegida de pedidos de falência de possíveis fornecedores durante o seu processo de reestruturação para o pagamento das dívidas.
Saiba mais sobre a recuperação judicial da WeWork

A startup unicórnio (considerada por ter valor de mercado maior que US$ 1 bilhão), começou a ver o negócio ter problemas no momento em que tentou abrir o capital em 2019. À época, a papelada mostrou perdas maiores do que previsto. Além de conflitos de interesse de Adam Neumann, CEO e Cofundador da empresa.
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Diante disso, com a pressão dos investidores, Naumann saiu do cargo em 2019. A empresa, mais uma vez, tentou abrir capital, agora em 2021. Porém, o período em que as startups se encontravam não era o melhor cenário – e o imobiliário também não. Isso porque a WeWork foca em sublocar espaços em edifícios para outras empresas, startups e freelancers.
Esse e alguns outros problemas, como o alto índice de empregos home office, além do aumento considerável da concorrência, levaram a empresa a entrar em um momento difícil. Desse modo, em 2023, as ações caíram 98%, levando à recuperação judicial.
Troca de gestão não salvou a empresa
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A última tentativa dos investidores antes da WeWork pedir pela recuperação judicial foi trocar a presidência. David Tolley, membro do conselho da empresa e executivo do setor imobiliário, assumiu o cargo em outubro deste ano.
No entanto, a própria companhia já declarou que não sabe se ele continuará no cargo durante o próximo ano, por conta das perdas financeiras e aumento das dívidas, que não mudaram após assumir a presidência. Por fim, em agosto, antes da recuperação judicial, a WeWork registrou US$ 2,9 bilhões em dívida líquida.
Imagem: Linda Parton / Shutterstock.com
