O WhatsApp, aplicativo de mensagens mais popular do Brasil, apresentou uma falha significativa que permitiu a coleta em massa de números de celular e fotos de perfil de seus usuários. Pesquisadores da Universidade de Viena, na Áustria, identificaram que a vulnerabilidade estava na função de busca para iniciar novas conversas, essencial para quem deseja mandar mensagens a contatos que não estão salvos na agenda.
Perigo no Whatsapp: brecha de segurança revelou números e nomes de todos os usuários; saiba se você foi afetado
Falha no Whatsapp expôs números e fotos de milhões de usuários; saiba como se proteger e evitar riscos à sua privacidade.
Segundo o estudo, a ausência de limite para pesquisas permitiu que qualquer pessoa obtivesse dados de milhões de usuários, estimando-se 3,5 bilhões de contas potencialmente acessíveis, número acima do total oficial de 2 bilhões. Além de números, fotos e frases de perfil puderam ser identificadas, embora as mensagens permanecessem protegidas por criptografia ponta a ponta.
A técnica utilizada, conhecida como enumeração ou scraping, envolve testar intervalos de números para localizar contas ativas. Os pesquisadores conseguiram realizar 7 mil buscas por segundo, sem bloqueios significativos, comprovando a vulnerabilidade em larga escala. O material coletado foi deletado antes da publicação do estudo.
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Como a brecha funcionava
O estudo revelou que a falha permitia criar um tipo de “censo do WhatsApp”, coletando:
- Números de telefone por país.
- Sistema operacional usado (Android ou iOS).
- Fotos de perfil disponíveis publicamente.
No Brasil, por exemplo, foram identificados 206 milhões de usuários ativos, sendo 81,4% no Android e 18,6% no iPhone, e fotos de perfil de 61% dos usuários disponíveis publicamente.
Pesquisadores alertam que, caso explorados por agentes maliciosos, esses dados poderiam servir para spam, phishing e chamadas automáticas, representando sérios riscos à privacidade.
Testes e metodologia
Entre dezembro de 2024 e abril de 2025, os pesquisadores conduziram rodadas de enumeração usando servidores capazes de se conectar diretamente aos servidores do WhatsApp. Eles consideraram padrões locais de telefone, como a inclusão do dígito 9 nos celulares brasileiros, e 63 bilhões de números possíveis em 245 países foram testados.
Para surpresa dos especialistas, nem endereços IP nem contas foram bloqueados, e não houve limitação efetiva de taxa de buscas. Isso evidenciou que o sistema de defesa do WhatsApp não era suficiente contra ataques de scraping em larga escala.
Medidas adotadas pelo WhatsApp
Após o alerta feito pelos pesquisadores em setembro de 2024, a Meta implementou algumas mudanças importantes:
- Limitação da quantidade de buscas de números por usuário.
- Restrição da visualização de fotos e frases de perfil de pessoas desconhecidas.
- Reforço dos sistemas anti-scraping, já em desenvolvimento antes do estudo.
O WhatsApp informou que não encontrou evidências de exploração mal-intencionada dessa falha, ressaltando que as mensagens continuaram seguras graças à criptografia de ponta a ponta.
Riscos e precauções
Especialistas recomendam que os usuários adotem medidas simples de proteção:
- Não compartilhe o número de telefone publicamente em redes sociais ou sites.
- Atualize o aplicativo regularmente para receber correções de segurança.
- Evite clicar em links desconhecidos recebidos por mensagens.
- Revise as configurações de privacidade no WhatsApp, limitando quem pode ver fotos e informações de perfil.
Contexto internacional
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+311 mil seguidores
O WhatsApp é usado por mais de 2 bilhões de pessoas no mundo, e o Brasil é o terceiro maior mercado, atrás apenas da Índia e Indonésia. A brecha evidenciou a importância de vigilância constante em apps de comunicação, mesmo em plataformas consolidadas.
Impacto potencial
Embora a falha não tenha permitido acesso a mensagens privadas, o acesso a informações públicas pode ser explorado em campanhas de phishing, golpes de engenharia social e fraudes financeiras. A conscientização dos usuários e a implementação de medidas preventivas pela plataforma são essenciais para mitigar riscos.
Expectativa futura
A Meta reforçou que continua investindo em sistemas anti-scraping avançados e que estudos acadêmicos ajudam a validar a eficácia dessas defesas. A colaboração com pesquisadores da Universidade de Viena permitiu identificar pontos críticos antes que fossem explorados de forma maliciosa.
Os especialistas reforçam que, mesmo com essas medidas, a prudência do usuário é essencial, destacando que a proteção de dados pessoais começa com boas práticas individuais.
Com a crescente digitalização das comunicações, eventos como essa falha no WhatsApp reforçam a necessidade de educação digital e atenção às configurações de privacidade, garantindo maior segurança para todos os usuários.
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Com informações de: G1
