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Meta combate golpes e derruba 6,8 milhões de contas no WhatsApp

Meta remove 6,8 milhões de contas do WhatsApp ligadas a golpes. Veja aqui como se proteger das fraudes online. Saiba tudo agora!!!!

Erivelto LopesPor Erivelto Lopes6 min de leitura
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A empresa Meta, controladora do WhatsApp, intensificou seu combate aos golpes digitais que circulam na plataforma. Somente no primeiro semestre de 2025, mais de 6,8 milhões de contas falsas foram removidas, com base em padrões de comportamento suspeito e investigações internas.

Essas contas estavam ligadas a esquemas fraudulentos amplamente disseminados por grupos criminosos, que usavam desde promessas de enriquecimento rápido até golpes com criptomoedas. A ação visa proteger os usuários e reforçar a segurança do ecossistema digital da Meta.

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Imagem: Canva e Freepik

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Esquemas de fraude digital em expansão

Os golpes digitais no WhatsApp têm se tornado cada vez mais sofisticados e abrangem uma variedade de métodos. De acordo com a Meta, grande parte das contas derrubadas estava associada a centros de fraude localizados no sudeste asiático, incluindo operações originadas no Camboja.

A empresa também identificou o uso de inteligência artificial, como o ChatGPT da OpenAI, para criar mensagens automáticas e personalizadas com links que levavam os usuários a interações fraudulentas. A cooperação entre as empresas de tecnologia permitiu rastrear e desmontar parte da rede de crimes cibernéticos.

Tipos de golpes mais comuns

Entre os golpes mais recorrentes, destacam-se:

  • Promessas de investimentos em criptomoedas com alto retorno garantido;
  • Esquemas de pirâmide financeira disfarçados de oportunidades de negócio;
  • Falsas cobranças bancárias ou de contas vencidas;
  • Propostas de dinheiro fácil mediante pagamento inicial.

A Meta alerta que qualquer proposta que exija pagamento antecipado para obter vantagens financeiras deve ser encarada com desconfiança.

Como a Meta detecta e remove contas falsas

Monitoramento em tempo real

Segundo Clair Deevy, diretora de assuntos externos do WhatsApp, o sistema de segurança da plataforma opera com inteligência artificial e análise de dados para detectar comportamentos atípicos. “Nossa equipe identificou as contas e as desativou antes que as organizações criminosas que as criaram pudessem utilizá-las”, afirmou Deevy.

Os algoritmos conseguem reconhecer padrões como mensagens repetitivas, inclusões em massa em grupos, além de conexões IP suspeitas ou uso simultâneo em diversos dispositivos.

Cooperação internacional

A atuação coordenada com entidades globais de segurança digital e empresas de tecnologia tem sido essencial para mapear e combater essas redes. A Meta mencionou o trabalho conjunto com a OpenAI, que ajudou a neutralizar golpes que se aproveitavam da inteligência artificial para automatizar a engenharia social.

Iniciativas para informar e proteger o usuário

Lançamento dos “resumos de segurança”

Na última semana, o WhatsApp passou a exibir novos resumos de segurança quando o usuário é adicionado a grupos desconhecidos. Essas mensagens informam:

  • Quem criou o grupo e quando;
  • Quais são os participantes;
  • Dicas de como identificar golpes;
  • Opção de sair imediatamente do grupo.

Essa é mais uma medida para aumentar a consciência digital dos usuários e combater as táticas de manipulação utilizadas por criminosos.

Educação digital e prevenção

A Meta também tem reforçado sua comunicação direta com os usuários por meio de campanhas educativas, informando sobre as características de mensagens suspeitas e incentivando o uso de recursos de privacidade, como:

  • Ocultar foto de perfil;
  • Restringir quem pode adicioná-lo a grupos;
  • Bloquear e denunciar remetentes suspeitos.

A lógica dos golpes: manipulação emocional

A publicação oficial do WhatsApp destaca que a maioria dos golpes exploram emoções humanas, como medo, ganância ou solidariedade. “Todos já passamos por isso: alguém que você não conhece tenta lhe enviar uma mensagem ou adicioná-lo a um grupo, prometendo dinheiro fácil ou alertando sobre uma suposta dívida”, disse a empresa.

Ao apelar para o senso de urgência, os golpistas buscam fazer com que a vítima aja sem verificação crítica, levando-a a fornecer dados pessoais ou até realizar transferências bancárias.

Impacto global e foco no sudeste asiático

A Meta identificou que boa parte das 6,8 milhões de contas estavam operando a partir de países do sudeste asiático, onde se concentram centros de fraudes digitais que atuam em escala internacional. O Camboja, em particular, foi apontado como ponto de origem de diversas campanhas de phishing e armadilhas financeiras.

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As investigações mostraram que esses grupos operam com infraestrutura profissional, muitas vezes utilizando escritórios, softwares e até treinamentos para enganar pessoas em todo o mundo. A derrubada dessas contas foi considerada um golpe significativo contra essas operações.

Como se proteger de golpes no WhatsApp

Dicas básicas de segurança

  • Nunca compartilhe dados bancários via mensagens;
  • Desconfie de promessas de dinheiro fácil ou investimentos sem riscos;
  • Verifique o número antes de clicar em qualquer link;
  • Evite grupos desconhecidos, principalmente os com nomes genéricos ou sensacionalistas.

Recursos de proteção nativos do app

O WhatsApp oferece diversas ferramentas que ajudam a evitar fraudes:

  • Verificação em duas etapas com PIN;
  • Bloqueio de contatos e opção de denúncia;
  • Controle de quem pode ver sua foto de perfil e status;
  • Histórico de login de dispositivos ativos.

Utilizar essas funções é essencial para manter a conta segura e privada.

Papel da Meta na segurança digital

A Meta tem buscado fortalecer a infraestrutura de segurança de todas as suas plataformas, incluindo Facebook, Instagram e WhatsApp, diante do crescimento das ameaças virtuais. A derrubada das 6,8 milhões de contas faz parte de uma estratégia global de combate à desinformação, fraudes e crimes cibernéticos.

A empresa afirmou que continuará investindo em tecnologia de detecção automática, cooperação internacional e campanhas de alfabetização digital para impedir que usuários sejam enganados.

O futuro da segurança em aplicativos de mensagens

Especialistas acreditam que, diante do avanço das tecnologias de inteligência artificial, os golpes tendem a se tornar mais complexos, exigindo respostas rápidas e adaptáveis por parte das empresas de tecnologia.

A Meta já trabalha no desenvolvimento de filtros mais robustos, capazes de identificar mensagens fraudulentas geradas por IA em tempo real, e pretende ampliar os canais de denúncia e resposta aos usuários prejudicados.

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Imagem: PixieMe / Shutterstock

A remoção de 6,8 milhões de contas fraudulentas do WhatsApp mostra que o combate aos golpes digitais está longe de ser uma tarefa simples, mas é uma prioridade crescente das big techs. A atuação da Meta representa um passo concreto na direção de um ambiente digital mais seguro e confiável.

Entretanto, a responsabilidade recai também sobre o usuário, que precisa adotar práticas de segurança, desconfiar de promessas fáceis e manter-se informado. Em um cenário onde o crime digital se moderniza constantemente, a vigilância ativa e a educação digital são as melhores defesas contra os golpes do futuro.

Erivelto Lopes

Autor

Erivelto Lopes

Erivelto Lopes é redator no portal Seu Crédito Digital, com forte compromisso com a verdade, responsabilidade e qualidade da informação. Atua diariamente na produção de conteúdos claros e confiáveis sobre benefícios sociais, economia e atualidades que impactam a vida do cidadão. É apaixonado por informar com agilidade, sempre buscando traduzir temas complexos de forma acessível.

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