A nova política de privacidade do aplicativo X, antigo Twitter, está causando polêmica. O aplicativo tem acesso aos seus dados pessoais, como endereço, data de nascimento, e-mail e rastreamento de perfil. Mas agora, o novo Twitter, recentemente renomeado X, quer ter acesso aos seus dados biométricos e até mesmo histórico escolar e de trabalho.
X, antigo Twitter, coleta dados biométricos, histórico escolar e de trabalho dos usuários
Novas mudanças na política de privacidade do antigo Twitter pedem novos dados sobre o usuário. Entenda o motivo!
“Com base no seu consentimento, podemos coletar e usar suas informações biométricas para fins de segurança, proteção e identificação”, declarou a empresa sobre sua nova política.
Desde que comprou o antigo Twitter, o empresário Elon Musk vem mudando funcionalidades e política de privacidade aos poucos. Entretanto, as mudanças nem sempre são bem aceitas pelos usuários.
Entendendo a nova mudança

O recurso da biometria digital é apenas para usuários premium, ou seja, pessoas que pagam uma taxa de US$ 8 por mês para ter o símbolo de verificado. Segundo a empresa, a nova medida é para garantir maior segurança na utilização da conta, adicionando mais uma camada de verificação. Para cadastrar a biometria, é necessário enviar ao aplicativo um documento do governo e uma foto.
Já a coleta de dados do histórico escolar e de trabalho servirá para recomendação de vagas de empregos, compartilhamento do seu perfil com empregadores e divulgação de anúncios mais interessantes para você de acordo com suas necessidades.
Além dessas duas novidades, o aplicativo de Elon Musk anunciou que permitirá realizar chamadas de vídeo e de áudio sem a necessidade de compartilhar o número pessoal de telefone. Segundo o empresário, o X busca se tornar um “aplicativo tudo-em-um”.
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Valor da compra do Twitter
O bilionário canadense, dono de empresas de sucesso como SpaceX, Tesla, Starlink, entre outras, comprou o então Twitter em 2022. O valor da compra é de US$ 44 bilhões, cerca de R$ 219 bilhões na conversão atual.
Desde então, o empresário criou uma série de mudanças na rede social. Entre as principais estão a cobrança para ter o selo de verificado azul. No Brasil, quem deseja ter o símbolo azulzinho precisa pagar R$ 42 mensais para utilizar na versão web e R$ 60 para uso no iOS ou Android.
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Atualizações polêmicas
Musk criou outros símbolos de verificado, o amarelo para empresas e o cinza para órgãos de governo. Além disso, foi mudada a forma que os conteúdos chegam até o usuário através da mudança do algoritmo do feed. Sendo assim, foram criados dois exibidores de conteúdo, o “para você” que mostram informações aleatórias e o “seguindo” que mostram conteúdos de quem você segue.
Uma das mudanças mais criticadas foi limitar a quantidade de posts que podem ser vistos diariamente e que podem ser postados pelo usuário.
“Estão limitadas à leitura de 6.000 postagens/dia; contas não verificadas para 600 postagens/dia; e novas contas não verificadas para 300/dia”, declarou Musk em sua conta no X.
Imagem: sdx15 / shutterstock.com
