Com a nova faixa de isenção anunciada pelo presidente Lula (PT) para os trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, os cofres públicos perderão cerca de R$ 130,7 bilhões no período de 12 meses, segundo cálculos da Unafisco (Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal).
Atualmente, são 8.870 milhões de brasileiros isentos da tributação. Com o reajuste promovido pelo governo, esse número deve aumentar para 22.024 milhões, o que corresponde a uma alta de 13 milhões no número de pessoas.
A Associação ainda aponta a mudança total da tabela do IR diante da elevação anunciada pela gestão e ressalta que, para corrigir a defasagem atual, o percentual é ainda insuficiente.
Nova tabela do Imposto de Renda
Com base nos dados informados pela Unafisco, a tabela do Imposto de Renda deve ser a seguinte:
| Até R$ 2.640 | Isento |
| De R$ 2.640,01 a R$ 3.919,35 | 7,5% |
| De R$ 3.919,36 a R$ 5.210,09 | 15% |
| De 5.210,10 a R$ 6.467,89 | 22,5% |
| A partir de R$ 6.467,90 | 27,5% |
A atualização corresponde a um reajuste de 38,66%. Contudo, a defasagem da tabela atual ultrapassa os 100% e chega a 148,10%.
Os valores foram publicados pela CNN Brasil.
Última atualização da tabela do IR
A última atualização integral da tabela do IR foi realizada em 1996, ou seja, há 27 anos. A defasagem citada acima superior a 100% é com base na inflação acumulada neste período. Em 2015, durante o governo Dilma, as alíquotas foram ajustadas e seguem da mesma forma até hoje.
Conforme indica o governo, o aumento na taxa de isenção de R$ 1908 para R$ 2.640 deve acontecer a partir de 2024 de forma progressiva para que ao final do mandato, a faixa chegue perto dos R$ 5 mil, uma das promessas do presidente Lula (PT).
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