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68% dos brasileiros não conseguem guardar dinheiro, diz CNI

Uma pesquisa da CNI evidenciou que muitos brasileiros sofrem com a situação econômica no país. Veja os dados.

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
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Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Instituto FSB Pesquisa apontou que 68% dos brasileiros não conseguem poupar dinheiro. Outro dado alarmante é de que uma a cada quatro pessoas não paga todas as contas no fim do mês por falta de dinheiro. 

Desde o começo do ano, cerca de 64% dos brasileiros cortaram gastos, enquanto 20% solicitaram algum tipo de empréstimo. O levantamento também mostra que as pessoas têm atrasado contas essenciais, como a de energia e de água e deixado de pagar planos de saúde. Alguns cidadãos precisaram vender seus bens para quitar dívidas. 

Alta da inflação diminuiu consumo das famílias

Com a inflação na casa dos dois dígitos, muitos hábitos precisaram ser deixados de lado. Os altos preços dos alimentos influenciaram as famílias a reduzirem o consumo fora de casa e a deixarem de comprar determinados tipos de produtos. 

A alta generalizada nos preços tem levado os brasileiros a pechinchar. De acordo com o levantamento, 68% dos entrevistados admitiram tentar um preço menor na hora de finalizar a compra. Além disso, 50% usou o cartão de crédito para parcelar os pagamentos e 31% compraram “fiado”. 

Ademais, os juros altos têm diminuído a procura por cheque especial, crédito consignado e outros tipos de empréstimos.  

Vale destacar que os efeitos da Guerra na Ucrânia e da pandemia de Covid-19 comprometem a economia do país, além do cenário incerto causado pelo ano eleitoral. 

Itens que mais comprometeram a renda 

A pesquisa também traz um ranking com os itens que mais comprometeram a renda dos brasileiros nos últimos meses. Confira:  

  • Gás de cozinha: 68%;
  • Arroz e feijão: 64%;
  • Conta de energia: 62%; 
  • Carne Vermelha: 61%;
  • Frutas, verduras e legumes: 59%;
  • Combustível: 57%.

Inadimplência recorde

É diante dessa realidade que o número de inadimplentes bateu recorde no Brasil. Segundo o Serasa, são mais de 66 milhões de pessoas endividadas. Os dados referentes ao mês de maio apresentam um crescimento de quatro milhões de pessoas com o nome negativado.

Somente no período de abril a maio, mais de meio milhão de pessoas entraram para os registros de inadimplência. 

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As dívidas são separadas entre: 

  • Bancos e cartões: 28,2%;
  • Contas essenciais (água, luz e gás): 22,7%;
  • Varejo e financeiras: 12,5% cada;
  • Serviços: 10,8%;
  • Telefonia: 7,1%;
  • Seguradoras: 2,2%. 

O levantamento ainda mostra que as faixas etárias mais atingidas são os mais jovens e os mais velhos. Conforme dizem os economistas responsáveis pela pesquisa, essas pessoas deixam de pagar contas por serem mais vulneráveis e sentirem de forma mais significativa a inflação. 

Os idosos, por exemplo, têm altos custos com a compra de medicamentos. 

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Imagem: fizkes / Shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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