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68% dos brasileiros não conseguem guardar dinheiro, diz CNI
Uma pesquisa da CNI evidenciou que muitos brasileiros sofrem com a situação econômica no país. Veja os dados.
Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Instituto FSB Pesquisa apontou que 68% dos brasileiros não conseguem poupar dinheiro. Outro dado alarmante é de que uma a cada quatro pessoas não paga todas as contas no fim do mês por falta de dinheiro.
Desde o começo do ano, cerca de 64% dos brasileiros cortaram gastos, enquanto 20% solicitaram algum tipo de empréstimo. O levantamento também mostra que as pessoas têm atrasado contas essenciais, como a de energia e de água e deixado de pagar planos de saúde. Alguns cidadãos precisaram vender seus bens para quitar dívidas.
Alta da inflação diminuiu consumo das famílias
Com a inflação na casa dos dois dígitos, muitos hábitos precisaram ser deixados de lado. Os altos preços dos alimentos influenciaram as famílias a reduzirem o consumo fora de casa e a deixarem de comprar determinados tipos de produtos.
A alta generalizada nos preços tem levado os brasileiros a pechinchar. De acordo com o levantamento, 68% dos entrevistados admitiram tentar um preço menor na hora de finalizar a compra. Além disso, 50% usou o cartão de crédito para parcelar os pagamentos e 31% compraram “fiado”.
Ademais, os juros altos têm diminuído a procura por cheque especial, crédito consignado e outros tipos de empréstimos.
Vale destacar que os efeitos da Guerra na Ucrânia e da pandemia de Covid-19 comprometem a economia do país, além do cenário incerto causado pelo ano eleitoral.
Itens que mais comprometeram a renda
A pesquisa também traz um ranking com os itens que mais comprometeram a renda dos brasileiros nos últimos meses. Confira:
- Gás de cozinha: 68%;
- Arroz e feijão: 64%;
- Conta de energia: 62%;
- Carne Vermelha: 61%;
- Frutas, verduras e legumes: 59%;
- Combustível: 57%.
Inadimplência recorde
É diante dessa realidade que o número de inadimplentes bateu recorde no Brasil. Segundo o Serasa, são mais de 66 milhões de pessoas endividadas. Os dados referentes ao mês de maio apresentam um crescimento de quatro milhões de pessoas com o nome negativado.
Somente no período de abril a maio, mais de meio milhão de pessoas entraram para os registros de inadimplência.
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As dívidas são separadas entre:
- Bancos e cartões: 28,2%;
- Contas essenciais (água, luz e gás): 22,7%;
- Varejo e financeiras: 12,5% cada;
- Serviços: 10,8%;
- Telefonia: 7,1%;
- Seguradoras: 2,2%.
O levantamento ainda mostra que as faixas etárias mais atingidas são os mais jovens e os mais velhos. Conforme dizem os economistas responsáveis pela pesquisa, essas pessoas deixam de pagar contas por serem mais vulneráveis e sentirem de forma mais significativa a inflação.
Os idosos, por exemplo, têm altos custos com a compra de medicamentos.
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Imagem: fizkes / Shutterstock.com
