A Light, distribuidora de energia, está em processo de recuperação judicial e avisou que não conseguirá pagar pelos debêntures (títulos de crédito). Isso acontecerá até que a Justiça se posicione e proíba as práticas que não sejam benéficas para a reestruturação da empresa.
À beira da falência, Light vai à público anunciar que dará calote; entenda
Em anúncio, a distribuidora Light declarou que não vai conseguir pagar os títulos aos credores neste mês. Veja posicionamento da empresa.
A concessionária afirmou que diversas assembleias entre os debenturistas aconteceram sem que ela estivesse ciente ou tivesse acesso às atas do que havia sido debatido.
Por isso, a Light declarou que essa é “uma mal-disfarçada tentativa de parcela dos debenturistas de, em detrimento de todos os demais credores, se aproveitarem do caixa do Grupo Light para seu benefício exclusivo”, disse em peça que encaminhou à Justiça.
Entenda o que a concessionária de energia está pedindo
A Light está passando por um processo de reestruturação, uma vez que suas dívidas estimadas estão em cerca de R$ 11 bilhões. No entanto, quanto aos debêntures, a empresa pede que a Justiça avalie os pedidos, uma vez que, além dos valores devidos, os credores também estão embutindo outros custos não relacionados.
Por exemplo, a concessionária esclarece que há custos não relacionados a o que devem, como assessoria de imprensa e assessoria financeira. Assim, o valor total, que é de R$ 1,5 milhão para os honorários, tem cerca de 89 mil de taxas processuais e 900 mil reais para a contratação de outras assessorias.
Assim, de acordo com a distribuidora, esses custos que foram impostos à Light, na verdade, não são de conhecimento da empresa. Isso porque, as assessorias que estão incluídas não são essenciais para a defesa de crédito dos credores.
Processo de recuperação judicial da Light
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Esse processo é o 8º maior da história do Brasil devido ao tamanho do valor da dívida. Ademais, a distribuidora de energia enfrenta alguns desafios ao longo do processo de reestruturação, como os “gatos” de energia feitos pela população do Rio de Janeiro, região de distribuição.
Por conta desses desvios, a empresa chega a perder de R$ 600 milhões a R$ 800 milhões anualmente. Mesmo com os esforços em operações para combater os gatos, ainda assim, há muito desvio. Atualmente, a Light pediu, mais uma vez, o aumento da tarifa, visando diminuir o impacto que teve durante o período de pandemia.
Imagem: Nando Vidal / Shutterstock.com
