A Americanas acusou o banco BTG Pactual pelo rombo de R$ 20 bilhões identificado no balanço financeiro da varejista no último mês. Para a empresa, a instituição bancária teve “participação, conivência e culpa” sobre as chamadas “inconsistências contábeis”.
Americanas culpa BTG pelo rombo na varejista
Para a empresa, o BTG teve “participação, conivência e culpa” sobre o rombo de R$ 20 bilhões identificado no balanço financeiro
A empresa entrou em recuperação judicial no final de janeiro, com dívida de R$ 43 bilhões. Contudo, o montante pode ser R$ 6,6 milhões maior, de acordo com a equipe de administração judicial da varejista, que cuida da recuperação.
Disputa entre BTG e Americanas
A disputa entre o BTG e a Americanas começou logo após o anúncio do rombo de R$ 20 bilhões na varejista. O banco entrou na Justiça para bloquear o valor de R$ 1,2 bilhão emprestado à Americanas. No processo, o BTG fez duras críticas à varejista, e aos seus acionistas, aos quais chamou de “semideuses do capitalismo”.
O banco afirmou os Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, principais acionistas da Americanas, fizeram uma “pirotecnia contábil” e agora estariam “dando uma de maluco”.
Dessa forma, a Americanas rebateu o BTG com grave acusação, afirmando que a instituição bancária é um “ávido banco” que “usurpou ilicitamente sem base legal” o dinheiro da varejista.
Assim, com a nova acusação da Americanas contra o BTG, os conflitos entre o banco e a empresa ganham um novo capítulo. A varejista enviou um recurso ao Superior Tribunal de Justiça acusando o BTG de ter “participação nos atos que culminaram no cenário periclitante atual”.
Americanas incluiu cartas de circularização do banco à PWC no recurso
No recurso enviado ao Supremo Tribunal Federal, a Americanas incluiu cartas de circularização do banco à PWC com objetivo de comprovar a acusação contra o BTG. As cartas mostram a comunicação entre empresas de auditorias e credores para averiguar os dados.
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Assim, segundo a Americanas, a empresa teria pedido ao BTG ativos e “todo e qualquer passivo, incluindo-se eventuais empréstimos bancários e garantias”. Contudo, de acordo com a empresa, o banco não informou qualquer passivo.
A defesa da Americanas afirmou que o BTG não enviou os dados “possivelmente por considerar tal operação de ‘Risco Sacado’ como sendo meramente comercial e não uma dívida financeira”.
“O BTG, na verdade, indicou somente ativos do Grupo Americanas, contribuindo para as inconsistências contábeis”, afirmou o banco.
Imagem: Alison Nunes Calazans / shutterstock.com
