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Anvisa apreende repelente falsificado; descubra os riscos de usar produtos irregulares

Anvisa apreende lote de repelente falsificado vendido online e alerta sobre os perigos à saúde do uso de produtos irregulares. Veja como identificar.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
REPELENTE ANVISA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (2), a apreensão de um lote clandestino do repelente “Repelex Spray Citronela”, que estava sendo comercializado de forma irregular em embalagens sem qualquer informação sobre o fabricante ou a procedência do produto.

Produto falsificado circulava em plataformas online

Mulher passando repelente em spray na mão
Imagem: Shutterstock / Syda Productions

De acordo com informações divulgadas pela Anvisa, o produto usa o mesmo nome de uma marca tradicional e registrada, mas apresenta embalagem distinta, sem rotulagem adequada e sem dados sobre o responsável técnico ou a origem da fabricação. Além disso, foram encontrados anúncios desse repelente clandestino em plataformas de comércio eletrônico, o que amplia o risco de exposição dos consumidores.

Leia mais: Anvisa alerta: novo medicamento falsificado semelhante ao Ozempic circula no mercado

A estratégia dos falsificadores: confundir o consumidor

O uso do nome de uma marca conhecida é uma prática comum entre falsificadores, que se aproveitam da reputação de produtos estabelecidos para enganar consumidores desatentos. O produto irregular não possui registro na Anvisa, o que significa que não passou pelos testes de eficácia e segurança exigidos para itens aplicados diretamente na pele.

Anvisa reforça: repelentes exigem registro sanitário

Segundo a Anvisa, todos os repelentes destinados ao uso humano precisam ser registrados junto à agência reguladora. Isso se deve ao fato de que esses produtos são classificados como itens de maior risco à saúde, pois entram em contato direto com a pele e podem conter substâncias químicas potencialmente nocivas.

O que significa um produto não registrado?

Quando um produto não possui registro, ele não passou pela avaliação técnica da Anvisa, que inclui análises laboratoriais sobre segurança, eficácia e qualidade.

Como identificar um produto regularizado

A Anvisa orienta os consumidores a sempre verificarem no rótulo dos produtos:

  • Nome e CNPJ do fabricante.
  • Número de registro ou notificação junto à Anvisa.
  • Indicações de uso e advertências.
  • Data de validade e lote.

Se essas informações estiverem ausentes, o produto deve ser considerado suspeito e seu uso evitado.

Quais são os riscos de usar repelentes irregulares?

O uso de produtos irregulares pode trazer diversos riscos à saúde, especialmente em se tratando de cosméticos e itens de aplicação cutânea. No caso de repelentes, os perigos podem variar de reações alérgicas leves até complicações graves, como intoxicações sistêmicas.

Possíveis consequências do uso de repelente falsificado:

  • Alergias e irritações: Devido a formulações inadequadas ou contaminadas.
  • Ineficácia contra insetos: Deixando o usuário exposto a doenças como dengue, zika e chikungunya.
  • Intoxicação: Pela presença de substâncias não aprovadas ou em concentrações incorretas.
  • Problemas dermatológicos: Como queimaduras químicas ou dermatites.

O papel da Anvisa na proteção do consumidor

A Anvisa tem como uma de suas principais atribuições a regulamentação e fiscalização de produtos sujeitos à vigilância sanitária.

A agência atua por meio de inspeções, análises laboratoriais e ações conjuntas com outras entidades, como Procons e Polícia Federal, para coibir a circulação de produtos irregulares.

Como denunciar produtos suspeitos

A Anvisa orienta que qualquer cidadão pode denunciar a venda de produtos suspeitos ou irregulares. As denúncias podem ser feitas de forma anônima através da Ouvidoria da Anvisa ou junto aos órgãos de vigilância sanitária locais.

Canais para denúncia:

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  • Site da Anvisa: www.gov.br/anvisa
  • Ouvidoria: Sistema Fala.BR
  • Procons: Atendimento presencial ou online

A falsificação de produtos: um risco recorrente

anvisa
Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

O caso do Repelex falsificado não é isolado. A Anvisa tem atuado de forma constante para coibir a venda de diversos produtos clandestinos, como alimentos, cosméticos e até medicamentos.

Impactos do comércio ilegal de produtos:

  • Risco direto à saúde pública.
  • Prejuízos econômicos para empresas regulares.
  • Enfraquecimento da confiança do consumidor.

FAQ

1. Por que a Anvisa apreendeu o repelente Repelex Spray Citronela?
Porque o produto era falsificado, não possuía registro na Anvisa, nem informações sobre fabricante ou procedência, representando riscos à saúde.

2. Quais os riscos de usar um repelente falsificado?
O uso pode causar alergias, intoxicações, ineficácia na proteção contra insetos transmissores de doenças e outros problemas dermatológicos.

3. Como saber se um repelente é regularizado?
Verifique se possui número de registro na Anvisa, informações claras sobre o fabricante, data de validade, lote e instruções de uso.

4. Onde denunciar a venda de produtos irregulares?
As denúncias podem ser feitas na Ouvidoria da Anvisa, pelo Sistema Fala.BR, ou aos órgãos locais de vigilância sanitária.

Considerações finais

A apreensão do repelente falsificado pela Anvisa serve de alerta para todos os consumidores sobre a necessidade de verificar sempre a regularidade dos produtos que utilizam. Além dos riscos à saúde, o consumo de produtos clandestinos alimenta um mercado ilegal que prejudica empresas sérias e coloca em xeque a segurança sanitária.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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