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Contribuição do MEI ao INSS pode subir para 11%, mas mudança ainda não é lei

Aposentadoria do MEI pode mudar com proposta de aumento da contribuição ao INSS. Veja o que está em discussão e o que vale em 2026.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes··5 min de leitura
Contribuição do MEI ao INSS pode subir para 11%, mas mudança ainda não é lei

A aposentadoria do MEI voltou ao radar das discussões sobre o futuro da Previdência Social. Estudos elaborados por especialistas ligados ao Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) e ao Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) colocaram em debate uma possível elevação da contribuição previdenciária do microempreendedor individual.

A ideia mencionada é aumentar a alíquota do MEI de 5% para 11% do salário mínimo. A mudança, porém, não está valendo e não representa uma nova regra do INSS. Trata-se de uma proposta discutida no âmbito técnico e que dependeria de eventual transformação em medida legislativa para produzir efeitos.

Para quem trabalha por conta própria, a diferença é importante. Entenda como funciona a aposentadoria do MEI atualmente, quanto ele paga ao INSS e o que poderia acontecer caso uma mudança semelhante fosse aprovada.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O que está sendo discutido sobre a aposentadoria do MEI

A proposta surgiu em meio a estudos sobre a sustentabilidade financeira da Previdência e inclui mudanças em diferentes pontos do sistema. Entre elas está a possibilidade de elevar a contribuição previdenciária dos microempreendedores individuais.

O MEI atualmente recolhe 5% do salário mínimo para o INSS por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI). Em 2026, com o salário mínimo fixado em R$ 1.621, essa parcela corresponde a R$ 81,05 por mês.

A sugestão de passar para 11% representaria uma contribuição de aproximadamente R$ 178,31 mensais, considerando o salário mínimo de 2026. Isso significa um aumento de R$ 97,26 por mês apenas na parcela destinada à Previdência.

É importante destacar que os estudos não equivalem a uma lei. O próprio CDPP registra em seu portal a repercussão de propostas de reforma da Previdência, mas uma discussão técnica não altera automaticamente as regras do INSS.

Como funciona a aposentadoria do MEI hoje

Enquanto nenhuma alteração for aprovada, permanece a regra atual. O microempreendedor contribui com 5% do salário mínimo por meio do DAS-MEI e, cumpridos os requisitos legais, pode ter acesso à aposentadoria por idade e a outros benefícios previdenciários.

Segundo o INSS, o MEI tem direito à aposentadoria por idade aos 62 anos, no caso das mulheres, e 65 anos, no caso dos homens, observados os períodos mínimos de contribuição exigidos pela legislação. O instituto também informa que a categoria pode ter acesso a benefícios como incapacidade temporária ou permanente e salário-maternidade, desde que sejam cumpridas as condições de cada benefício.

A contribuição reduzida, entretanto, tem uma característica relevante: ela não dá direito à aposentadoria por tempo de contribuição. O próprio INSS informa que quem recolhe como MEI nessa modalidade fica limitado à aposentadoria pelas regras aplicáveis à contribuição reduzida, salvo situações de complementação previstas na legislação.

Quanto o MEI paga ao INSS em 2026

O valor depende da atividade, porque o DAS também pode incluir ICMS e ISS. A parcela previdenciária, entretanto, permanece em R$ 81,05 para o MEI comum em 2026.

Para comércio ou indústria, o DAS é de R$ 82,05. Para prestação de serviços, chega a R$ 86,05. Quando há comércio e serviços, o total é de R$ 87,05.

O MEI caminhoneiro possui uma regra diferente, com contribuição previdenciária de R$ 194,52 em 2026.

Se a contribuição subir para 11%, o que muda?

Caso uma proposta desse tipo avance e seja aprovada, o impacto mais imediato para o empreendedor seria o aumento do valor mensal destinado ao INSS.

Usando o salário mínimo de 2026 como referência, a contribuição passaria de R$ 81,05 para R$ 178,31. O valor representa uma alta de 120% sobre a parcela previdenciária atual.

Para um MEI que paga o DAS todos os meses, isso significaria um custo adicional de R$ 97,26 por competência. Em um ano, sem considerar eventual reajuste do salário mínimo, seriam R$ 1.167,12 a mais.

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Mas ainda não é possível afirmar que esse será o valor definitivo, porque uma eventual mudança poderia estabelecer regras de transição, datas diferentes de implementação ou outras condições.

O MEI vai perder a aposentadoria?

Não. Não há, neste momento, uma regra aprovada que retire do MEI o direito à aposentadoria.

Também não existe determinação para que o microempreendedor passe imediatamente a pagar 11%. A regra oficial de 2026 continua estabelecendo a contribuição de 5% do salário mínimo para o MEI.

Portanto, quem já é MEI deve continuar pagando o DAS normalmente e acompanhar apenas os canais oficiais caso novas medidas sejam apresentadas.

Quem já contribui pelo MEI será afetado?

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Ainda não há resposta definitiva porque não existe uma lei estabelecendo uma mudança.

Esse é um dos pontos que precisariam ser definidos caso a proposta chegasse ao Congresso. Uma futura legislação teria de determinar, por exemplo, se o novo percentual valeria apenas para novas contribuições, se haveria período de adaptação ou se alcançaria também quem já está inscrito como MEI.

Por isso, informações de que o aumento para 11% já estaria confirmado devem ser tratadas com cautela.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

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