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Aposentadoria: quem mora no exterior pode se aposentar no Brasil?

Descubra como brasileiros que moram no exterior podem se aposentar no Brasil, entendendo os Acordos de Previdência Internacional.

Bruna MachadoPor Bruna Machado6 min de leitura
aposentadoria exterior

Com o aumento da mobilidade internacional, muitos brasileiros optam por viver e trabalhar fora do Brasil, em busca de melhores oportunidades ou qualidade de vida. No entanto, uma dúvida comum entre os expatriados é sobre como fica a aposentadoria. Será que, ao morar no exterior, ainda é possível se aposentar no Brasil?

A resposta, em muitos casos, é sim, mas com algumas considerações importantes sobre regras de contribuição e acordos internacionais. Neste artigo, exploramos tudo o que você precisa saber sobre a aposentadoria no Brasil para quem reside fora do país, desde as condições para continuar contribuindo até os Acordos Previdenciários Internacionais.

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Aposentadoria no Brasil para Quem Mora no Exterior

Aposentados Distrito Federal
Imagem: Freepik

A possibilidade de se aposentar no Brasil mesmo vivendo em outro país depende de algumas variáveis, como o tempo de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e a existência de Acordos Previdenciários entre o Brasil e o país onde você reside.

1. Se Você Já Contribuiu ao INSS

Se você já fez contribuições ao INSS e preenche os requisitos de tempo de serviço, pode solicitar a aposentadoria enquanto reside no exterior. O pagamento do benefício pode ser realizado em uma conta bancária no Brasil ou, em alguns casos, ser enviado para o exterior, dependendo do país de residência.

2. Continuar Contribuindo para o INSS no Exterior

Caso você ainda não tenha completado o tempo necessário para a aposentadoria, pode continuar contribuindo como segurado facultativo, desde que se inscreva no INSS e pague as contribuições mensais. Esse é um recurso importante para garantir sua aposentadoria no Brasil mesmo morando fora.

3. Acordos Internacionais de Previdência

Uma das principais alternativas para quem mora fora é a utilização de Acordos Previdenciários Internacionais. O Brasil tem acordos com diversos países (como Portugal, Itália, Japão e Estados Unidos), que permitem a soma do tempo de contribuição nos dois países, evitando a bitributação e aumentando as chances de atingir os requisitos necessários para aposentadoria.

Trabalhando no Exterior: Preciso Continuar Pagando o INSS?

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Trabalho Temporário

Se sua transferência para o exterior for temporária e o país de destino tiver um Acordo Previdenciário com o Brasil, você pode continuar vinculado ao INSS sem precisar pagar contribuições no país estrangeiro.

Para isso, basta obter o Certificado de Deslocamento Temporário (CDT), um documento que comprova a sua situação de deslocamento e evita a bitributação.

Trabalho Permanente

Se sua permanência no exterior for definitiva, o Certificado de Deslocamento Temporário não se aplica, e você precisará seguir as regras previdenciárias do país onde reside.

No entanto, mesmo morando permanentemente no exterior, você ainda pode continuar contribuindo para o INSS para garantir benefícios no Brasil, o que pode resultar em uma aposentadoria no Brasil, além da aposentadoria do país onde você reside.

Manter Contribuições no Brasil: Vale a Pena?

Essa decisão depende de vários fatores, como o país onde você mora e a existência de acordos entre os dois países.

Quando Vale a Pena Contribuir?

  • Com Acordos Previdenciários: Se o país onde você mora tem um acordo com o Brasil, você pode somar o tempo de contribuição. Embora o valor das contribuições feitas no exterior não seja considerado para o cálculo da aposentadoria no Brasil, ainda assim a soma do tempo pode ser vantajosa para atingir o tempo mínimo de contribuição necessário.
  • Sem Acordos: Se o país não tem acordo com o Brasil, você pode continuar pagando as contribuições para o INSS como segurado facultativo, garantindo a aposentadoria brasileira.

Quando Não Vale a Pena Contribuir?

Se o país em que você reside já possui um sistema de aposentadoria eficiente e você não pretende acumular aposentadorias de diferentes países, pode não ser vantajoso continuar contribuindo para o INSS. Caso você não tenha perspectiva de um benefício adequado no Brasil ou no exterior, esse pode ser um momento de reavaliar suas contribuições.

Cuidados ao Contribuir para o INSS no Exterior

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Imagem: Freepik e Canva

Antes de continuar contribuindo para o INSS, é essencial buscar a orientação de um especialista. Isso evitará contribuições erradas ou pagamentos desnecessários.

A categoria de segurado individual, por exemplo, é vedada pelo INSS para residentes no exterior, exceto para quem trabalha em organismos internacionais. No entanto, o INSS permite a inscrição como segurado facultativo.

E se o País Onde Moro Não Tem Acordo com o Brasil?

Se você reside em um país que não possui um Acordo Previdenciário com o Brasil, isso não impede que você se aposente no Brasil.

Nesse caso, você pode continuar contribuindo para o INSS como segurado facultativo, mesmo que o país onde você mora não tenha um acordo com o Brasil. Além disso, você pode se aposentar pelo sistema previdenciário local, desde que cumpra os requisitos exigidos por esse país.

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Como Solicitar a Aposentadoria no Brasil Enquanto Mora no Exterior?

A solicitação de aposentadoria pode ser feita pelo Meu INSS, a plataforma digital do INSS, sem a necessidade de retornar ao Brasil. O sistema oferece praticidade e permite que os brasileiros que moram no exterior solicitem a aposentadoria de forma rápida e sem burocracia.

Acordos Previdenciários Internacionais: Como Funcionam?

Os Acordos Previdenciários Internacionais são tratados que permitem que os brasileiros que trabalharam no exterior usem o tempo de contribuição de outros países para somar com o tempo de serviço no Brasil, desde que o país em questão tenha um acordo com o Brasil.

Isso é essencial para evitar que o trabalhador tenha que contribuir para o sistema previdenciário de dois países ao mesmo tempo (bitributação).

Esses acordos também garantem a exportação de benefícios, permitindo que o trabalhador brasileiro continue recebendo seus benefícios previdenciários mesmo após se mudar para outro país.

Principais Países com Acordos Previdenciários com o Brasil

  • Portugal
  • Espanha
  • Itália
  • França
  • Estados Unidos
  • Japão

Esses são apenas alguns dos países com os quais o Brasil mantém acordos, permitindo que o tempo de contribuição seja totalizado entre os dois países.

Quando a Totalização de Períodos Trabalhados é Vantajosa?

A totalização do tempo de contribuição pode ser vantajosa quando você não consegue atingir os requisitos para a aposentadoria em um único país. No entanto, é importante lembrar que, embora o tempo de contribuição possa ser somado, o valor das contribuições feitas em outros países não é considerado no cálculo da aposentadoria.

Em alguns casos, pode ser mais vantajoso se aposentar separadamente nos dois países, garantindo aposentadorias integrais. Para isso, é essencial consultar um especialista em previdência internacional, que ajudará a tomar a decisão mais vantajosa.

Considerações finais

Se você mora ou pretende morar fora do Brasil, é possível se aposentar tanto no Brasil quanto no país de residência, dependendo das circunstâncias e dos acordos previdenciários existentes.

É essencial planejar suas contribuições previdenciárias e buscar orientações especializadas para garantir que sua aposentadoria seja bem estruturada, seja no Brasil ou no exterior.

Em resumo, a chave para uma aposentadoria tranquila é um bom planejamento, considerando os Acordos Previdenciários Internacionais, a continuação de contribuições para o INSS e a análise das condições oferecidas pelo sistema previdenciário do país onde você reside.

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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