Uma excelente notícia para aposentados e pensionistas: o governo federal se prepara para devolver os valores descontados indevidamente dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sem que os lesados precisem recorrer à Justiça. A medida aguarda apenas a aprovação do Supremo Tribunal Federal (STF) para que o calendário de restituição seja oficialmente divulgado.
Boa notícia: aposentados vão receber dinheiro de volta sem precisar processar o INSS!
Governo anuncia devolução de descontos do INSS sem necessidade de processo judicial. Medida pode beneficiar milhões.
O anúncio foi feito pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, durante entrevista ao programa “A Voz do Brasil”, onde detalhou os próximos passos do governo em relação ao plano de ressarcimento.
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Governo aguarda liberação do STF para iniciar pagamentos

De acordo com Messias, a proposta do plano de pagamento já foi apresentada ao STF e agora o Executivo espera a autorização para abrir um crédito extraordinário, necessário para efetivar os reembolsos. “Nós apresentamos a proposta do plano de pagamento e, uma vez que esse plano seja validado e que o Supremo nos autorize a expedir um crédito extraordinário, nós vamos ter a condição de apresentar um calendário de pagamento aos aposentados e pensionistas que já buscaram o INSS, apresentaram a contestação e já têm a confirmação dos valores, inclusive com a correção monetária, a serem totalmente ressarcidos”, afirmou.
O recurso solicitado ao Supremo está fora do teto de gastos públicos para os anos de 2025 e 2026, o que permite maior flexibilidade orçamentária para atender às vítimas dos descontos irregulares.
Restituição será automática e sem necessidade de processo
Um dos pontos mais importantes da medida é que os beneficiários não precisarão entrar com ação judicial para receber os valores de volta. O próprio governo garantiu que está empenhado em reparar os danos sem burocracias adicionais.
“Nós estamos dizendo: ‘fiquem tranquilos, o governo vai fazer o pagamento, você não precisa ir ao Judiciário’. Você só vai à Justiça quando tem uma pretensão resistida. Não é o caso. O governo está garantindo o pagamento”, declarou Messias.
Para evitar qualquer prejuízo aos aposentados, o Executivo também solicitou ao STF a suspensão dos prazos de prescrição das ações, o que protege o direito dos segurados ao ressarcimento, mesmo que o processo demore um pouco mais.
Ações em andamento devem ser suspensas
Além de pedir a liberação do crédito, a Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou a suspensão de processos judiciais relacionados ao caso que já estão em curso. A intenção é centralizar os procedimentos e evitar decisões divergentes que possam atrapalhar a efetividade do ressarcimento coletivo.
Essa abordagem também visa reduzir a sobrecarga do Judiciário, já que o governo está se comprometendo a devolver os valores de forma administrativa, o que agiliza os pagamentos e elimina a necessidade de custas judiciais para os aposentados.
Estimativa de prejuízo passa de R$ 6 bilhões

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De acordo com informações da Polícia Federal, mais de R$ 6 bilhões teriam sido descontados de forma irregular dos benefícios de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. Esses valores, em grande parte, envolvem cobranças de entidades associativas feitas sem o consentimento dos segurados.
As investigações da PF indicam que essas organizações atuaram de forma fraudulenta, incluindo serviços e mensalidades não autorizadas diretamente nos contracheques dos beneficiários. Em resposta, a AGU conseguiu o bloqueio de quase R$ 3 bilhões em bens e valores de 12 entidades envolvidas, além de seus respectivos dirigentes.
Medida é considerada histórica na proteção ao idoso
O plano do governo de ressarcir os beneficiários sem exigência de processo judicial é visto por especialistas como um avanço importante na garantia de direitos das pessoas idosas. Além de reparar uma injustiça, a iniciativa fortalece a confiança dos cidadãos nos mecanismos institucionais de proteção social.
Essa ação também representa uma mudança de postura em relação a gestões anteriores, nas quais os segurados frequentemente precisavam entrar na Justiça para obter o que lhes era de direito.
Com informações de: Agência Brasil
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