Recentemente, o Brasil parece estar passando por uma epidemia de ataques em escolas de todo o país. Além dos atos criminosos, também houve um aumento na identificação de novos planos de agressão contra as instituições de ensino, alunos e professores.
No dia 27 de março, um estudante de 13 anos usou uma faca para atacar docentes e estudantes, em São Paulo/SP. As imagens do crime viralizaram na internet e foram mostradas à exaustão nos canais de televisão. Em seguida, vários novos ataques aconteceram.
Dos ataques em escolas, o mais grave aconteceu no dia 5 de abril, em Blumenau, Santa Catarina, onde um homem invadiu uma creche e matou 4 crianças. Novamente o assunto foi notícia no país e no mundo.
Ataques em escolas se proliferam
Os ataques em escolas continuam acontecendo. No dia 10, um estudante da cidade de Manaus/AM invadiu um colégio com uma faca e três coquetéis Molotov (agente incendiário caseiro). Já no dia 11, um aluno de um colégio, em Santa Tereza de Goiás/GO, usou uma faca para ferir três estudantes.
No mesmo dia, à noite, a polícia do Rio Grande do Sul apreendeu, em Maquiné/RS, um adolescente que planejava um atentado contra sua escola. De acordo com os investigadores, ele fazia parte de grupos online que fomentam esse tipo de ato.
Efeito Contágio
Para os psicólogos, existe uma explicação para a onda de ataques em escolas: o efeito contágio. Esse fenômeno psicológico acontece quando um comportamento, ideia ou emoção se espalha rapidamente pela comunidade, servindo de gatilho para as pessoas propensas a tomar a mesma atitude.
Ou seja, o destaque dado aos criminosos e aos ataques servem de estímulo para que indivíduos, que já tinham essa tendência, repliquem o mesmo comportamento. Por isso, muitos meios de comunicação estão optando por não divulgar imagens do criminoso, nem das vítimas. Contudo, a internet ainda atua como uma plataforma para a distribuição e acesso fácil desse tipo de conteúdo.
Imagem: Kamil Zajaczkowski / shutterstock.com
