A Avenida Paulista, na capital paulista, recebeu neste domingo (18) uma manifestação de apoio ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), a uma semana do segundo turno das eleições de 2026. O ato, batizado de “Bloquinho do 22”, reuniu apoiadores do senador em um evento inspirado no formato dos blocos de carnaval.
A mobilização ocorreu em um momento decisivo da disputa eleitoral, com os candidatos intensificando suas agendas públicas antes da votação. Entre os participantes estavam nomes conhecidos da direita brasileira, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), Lucas Pavanato (PL-SP) e Eduarda Campopiano (PL-SP), que tiveram destaque nas urnas no primeiro turno.
O encontro também funcionou como demonstração pública de apoio à candidatura de Flávio, em uma das principais vias de mobilização política do país. A proximidade do segundo turno aumentou a relevância do ato no calendário eleitoral da campanha.
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Flávio Bolsonaro participa de mobilização antes de debate na Band

Candidato antecipa críticas ao adversário
Durante a manifestação, Flávio Bolsonaro comentou o debate presidencial previsto para as 20h deste domingo, na Band, e afirmou que pretendia preservar a voz para o confronto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário na disputa.
O senador também declarou que usaria o encontro televisivo para apresentar acusações contra Lula. Ao mencionar supostos crimes atribuídos ao presidente, o candidato antecipou o tom de confronto que pretendia adotar no debate. Declarações desse tipo devem ser entendidas como afirmações de campanha, e não como comprovação independente de irregularidades.
Os debates presidenciais costumam ocupar espaço importante na reta final das eleições, pois permitem que os candidatos apresentem propostas, respondam a questionamentos e confrontem diretamente as posições de seus adversários. A repercussão pode influenciar a discussão pública, embora não determine, por si só, o resultado das urnas.
Candidato faz referência ao pai durante discurso
Em outro momento, Flávio agradeceu aos manifestantes e mencionou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O candidato afirmou que receberia dele a faixa presidencial caso chegasse à Presidência da República.
A declaração reforçou a ligação política e familiar entre os dois. Jair Bolsonaro continua sendo uma referência para parte expressiva do eleitorado identificado com a direita, e sua trajetória política integra a identidade pública da candidatura do filho.
Ao afirmar que pretende governar para a população brasileira, Flávio também buscou associar a manifestação a uma demonstração de apoio ao seu projeto político. A efetiva transmissão da faixa presidencial, entretanto, dependeria da vitória eleitoral e da posse, conforme os procedimentos constitucionais.
Mobilização ocorre na reta final das eleições de 2026

A realização do ato na Avenida Paulista destaca a importância das manifestações presenciais na estratégia das campanhas eleitorais. Além de reunir apoiadores, eventos desse tipo oferecem imagens para a divulgação nas redes sociais e ajudam candidatos a demonstrar capacidade de mobilização.
A Paulista tem histórico de manifestações políticas de diferentes orientações ideológicas e costuma ser escolhida para atos de grande visibilidade em São Paulo. Sua localização e seu reconhecimento nacional fazem da avenida um espaço estratégico para campanhas que buscam ampliar a repercussão de suas mensagens.
Na última semana antes do segundo turno, a disputa tende a concentrar esforços em entrevistas, debates, encontros com eleitores e divulgação de propostas. Os candidatos procuram alcançar eleitores indecisos e consolidar o apoio de quem já declarou preferência.
A avaliação do peso eleitoral de uma manifestação, porém, exige cautela. A presença de apoiadores em um ato não representa automaticamente a intenção de voto de toda a população, assim como o tamanho de uma mobilização não permite prever isoladamente o resultado da eleição.
(Foto: EFE/ Isaac Fontana)
