Os Servidores públicos esperam a aprovação do aumento de salário conforme acordo com o governo. Entretanto, os líderes da Câmara e do Senado resolveram adiar a sessão onde aconteceria a votação do projeto de lei (PL).
Aumento de salário adiado: trabalhadores estão decepcionados
Servidores públicos estão esperando aprovação de projeto de lei para garantir aumento de salário. Mas a sessão foi adiada, entenda o motivo.
Os servidores públicos federais receberam o último aumento de salário em 2016. Desde lá, o valor não sofreu correções, por isso, os representantes estão lutando para que o governo aumente os vencimentos para diminuir o efeito da inflação do período.
Assim, em março deste ano, os servidores públicos e o Ministério da Gestão e Inovação nos Serviços Públicos tiveram várias reuniões sobre o aumento de salário. Desse modo, eles conseguiram um crescimento de 9% e mais R$ 200,00 no vale-alimentação.
Aumento de salário deveria acontecer a partir de maio
Ainda, conforme o acordo entre governo e servidores, o novo aumento de salário começaria a valer a partir do mês de maio. Entretanto, para que isso aconteça, os senadores e deputados precisam aprovar um projeto de lei que inclua esse gasto no orçamento.
Portanto, a sessão conjunta entre Câmara e Senado que votaria o PL 02/23 estava marcada para acontecer na terça-feira (18). Contudo, os congressistas adiaram a sessão para o próximo dia 26 de abril, quarta-feira da semana que vem.
De acordo com os líderes das duas Casas, a decisão foi tomada para evitar uma manobra da oposição. E em vez de votar no aumento de salário dos servidores, alguns políticos querem pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar os ataques de 08 de janeiro.
CPMI pode atrasar a agenda do Congresso
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Como uma CPMI consumiria muito tempo dos parlamentares, a aprovação de novos projetos pode ser comprometida. Assim, a votação do aumento de salário dos servidores ou do novo arcabouço fiscal pode demorar mais do que a expectativa.
Então, até o dia 26, parlamentares governistas querem convencer deputados e senadores a retirar o seu apoio a CPMI, pelo menos por enquanto, para que esses projetos possam entrar em pauta.
Imagem: Andrzej Rostek/shutterstock.com
