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CRAS oferece acesso a 5 benefícios para idosos; saiba como solicitar

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 7 min de leitura
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Idosos em situação de vulnerabilidade podem encontrar no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) uma das principais portas de entrada para programas e serviços de assistência social. A unidade orienta sobre benefícios, auxilia no Cadastro Único e pode encaminhar o cidadão para outros órgãos responsáveis pela análise ou concessão.

Entre as possibilidades estão o Benefício de Prestação Continuada (BPC), a Carteira da Pessoa Idosa, a Tarifa Social de Energia Elétrica, o Bolsa Família e os benefícios eventuais. Cada programa, porém, possui regras próprias, e a simples inscrição no CRAS não garante o recebimento.

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1. BPC pode garantir um salário mínimo por mês

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O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é destinado à pessoa idosa com 65 anos ou mais que esteja dentro dos critérios de baixa renda estabelecidos pela legislação.

O benefício garante o pagamento mensal de um salário mínimo e não exige que o cidadão tenha feito contribuições anteriores ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O BPC, entretanto, não é uma aposentadoria. Por isso, não há pagamento de 13º salário nem geração de pensão por morte para dependentes.

Qual é o papel do CRAS no BPC?

O CRAS pode orientar o idoso e sua família sobre os requisitos, além de realizar ou encaminhar procedimentos relacionados ao Cadastro Único.

A solicitação do BPC é feita ao INSS, que também é responsável pela análise do pedido e pela concessão do benefício.

Por isso, estar inscrito no Cadastro Único não significa que o pagamento será liberado automaticamente. O interessado ainda precisa cumprir os demais critérios do programa.

2. Carteira da Pessoa Idosa pode garantir benefícios no transporte

Pessoas com 60 anos ou mais, baixa renda e inscrição no Cadastro Único podem ter acesso à Carteira da Pessoa Idosa.

O documento é utilizado para comprovar o direito a benefícios no transporte coletivo interestadual. A legislação prevê duas vagas gratuitas por veículo para idosos que atendam aos requisitos.

Quando essas vagas já estiverem ocupadas, o idoso tem direito a desconto de pelo menos 50% no valor da passagem, conforme as regras aplicáveis.

A carteira pode ser emitida pela internet. Quem tiver dificuldade para realizar o procedimento pode procurar a assistência social do município para receber orientação.

3. Tarifa Social pode reduzir a conta de energia

Famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único podem ter direito à Tarifa Social de Energia Elétrica.

O programa também contempla pessoas com 65 anos ou mais que recebem o BPC, desde que sejam atendidos os critérios estabelecidos.

O benefício reduz o valor da conta de luz conforme as regras da Tarifa Social. A concessão ocorre de forma automática para as famílias que se enquadram nas condições e possuem os dados necessários regularizados.

Por isso, manter o Cadastro Único atualizado é importante. Se a família acredita que deveria receber o benefício, mas o desconto não aparece na conta, pode procurar a distribuidora de energia para verificar a situação.

4. Famílias com idosos podem receber Bolsa Família

Ter 60 ou 65 anos não garante automaticamente o pagamento do Bolsa Família.

O programa é destinado às famílias que atendem aos critérios de renda e estão inscritas no Cadastro Único. Atualmente, a principal regra de entrada considera renda mensal de até R$ 218 por pessoa, além das demais condições previstas pelo programa.

Assim, uma família que tenha um idoso entre seus integrantes pode receber o benefício se atender aos requisitos.

O cadastramento também não significa inclusão imediata no Bolsa Família. A seleção das famílias segue as regras do programa e os procedimentos adotados pelo governo federal.

5. Benefícios eventuais podem atender situações de vulnerabilidade

O CRAS também pode orientar idosos que estejam enfrentando situações específicas de vulnerabilidade.

Os chamados benefícios eventuais fazem parte da política de assistência social e podem atender situações como nascimento, morte, vulnerabilidade temporária e calamidade pública.

As regras não são iguais em todo o país. Estados, municípios e Distrito Federal possuem regulamentações próprias, por isso o tipo de auxílio e os critérios podem variar conforme o local.

Quem enfrenta uma dificuldade temporária pode procurar o CRAS ou outro equipamento da assistência social do município para saber se existe algum benefício disponível para sua situação.

Por que manter o Cadastro Único atualizado?

O Cadastro Único é utilizado como referência para diversos programas sociais. Entre eles estão o Bolsa Família, a Tarifa Social de Energia Elétrica e a Carteira da Pessoa Idosa.

Os dados também podem ser utilizados por programas estaduais e municipais.

A atualização deve ser feita a cada 24 meses, mesmo quando não houve nenhuma mudança na situação da família. Alterações de endereço, renda ou composição familiar também precisam ser informadas.

Manter os dados corretos pode evitar dificuldades na análise de benefícios que utilizam as informações do Cadastro Único.

Quais documentos o idoso deve levar ao CRAS?

Para fazer ou atualizar o Cadastro Único, é recomendado apresentar o CPF e um comprovante de residência.

Também podem ser solicitados documentos das demais pessoas que vivem na mesma residência, como CPF, documento de identidade, certidão de nascimento ou casamento, carteira de trabalho e título de eleitor.

A documentação necessária pode variar conforme o atendimento. Por isso, quem tiver dúvidas pode entrar em contato previamente com o CRAS ou posto do Cadastro Único responsável pela região.

O CRAS paga todos esses benefícios?

Não.

O CRAS funciona como uma porta de entrada da assistência social. A unidade pode orientar, cadastrar, atualizar informações e encaminhar o cidadão para outros serviços ou órgãos.

A responsabilidade pela concessão varia conforme o benefício.

No caso do BPC, por exemplo, a análise e a concessão são feitas pelo INSS. Já os benefícios eventuais seguem regulamentações locais da assistência social.

Como o idoso pode descobrir quais benefícios estão disponíveis?

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O primeiro passo é verificar se o Cadastro Único está atualizado.

Depois, o idoso ou um familiar pode procurar o CRAS ou o posto de atendimento do Cadastro Único do município e informar a situação da família, incluindo renda, composição familiar e eventual situação de vulnerabilidade.

A equipe poderá indicar quais programas podem ser acessados e quais procedimentos devem ser realizados.

Também é fundamental não confundir idade com direito automático a um benefício. Cada programa possui critérios específicos, que precisam ser analisados individualmente.

Conclusão

O CRAS pode ser um importante ponto de orientação para idosos que precisam conhecer ou acessar políticas de assistência social. Entre as possibilidades estão o BPC, a Carteira da Pessoa Idosa, a Tarifa Social de Energia Elétrica, o Bolsa Família e os benefícios eventuais.

Nenhum desses benefícios é garantido apenas pela idade. Os critérios variam conforme o programa e podem envolver renda, inscrição no Cadastro Único, composição familiar e outras condições.

Por isso, manter os dados atualizados e procurar o atendimento da assistência social do município são medidas importantes para descobrir quais direitos podem se aplicar a cada caso.

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