O uso do Pix está cada vez mais comum entre as opções de operações bancárias. E, devido a essa popularidade crescente, o método de transferência instantânea também se tornou alvo de golpes financeiros.
Por isso, meios de combate a esses crimes estão sendo estudados e colocados em prática. Um exemplo disso é o Detectaflow, sistema de tecnologia que padroniza as contestações de pagamentos em casos de fraude e torna as ações bancárias mais seguras.
Ferramenta pode identificar roubo via Pix
A ferramenta Detectaflow nada mais é que um canal centralizado que alerta sobre algum erro ou golpe ocorrido entre operações bancárias. Essa tecnologia consegue mapear a movimentação do dinheiro em operações entre bancos.
A nova ferramenta foi testada nas operações de TED, DOC e boletos bancários. E, a partir deste mês, as operações via Pix também vão fazer parte do mecanismo antifraude. Mais adiante, o serviço estará presente nas operações com cartão de crédito e criptomoedas.
Como vai operar o sistema antifraude?
O Detectaflow pode mapear valores, contas e movimentações entre bancos. Ou seja, ele vai mostrar o ‘caminho do dinheiro’. Assim, por meio de análises, é possível verificar a movimentação de recursos e identificar padrões. Consequentemente, se algum movimento sair fora do padrão, a ferramenta consegue bloquear o saldo da conta, dependendo das regras de cada banco.
O rastreio de pagamentos e contas entre bancos dentro da plataforma se chama “triangulação”, que permite identificar o caminho do golpe. O Detectaflow pode ser operado via portal da Web, com um acesso controlado pelo cliente ou de maneira automatizada – por meio da comunicação entre sistemas que permite a criação de uma interface inteligente chamada de integração via APIs de serviços.
Dessa forma, os próprios bancos podem operar a ferramenta antifraude, contestando as operações suspeitas, formando um histórico das ações e informando de maneira mais segura e ágil.
A Nuclea é a empresa responsável pela tecnologia, e seu Superintendente de Dados, Murilo Garcia, afirma que o objetivo é olhar para o pós-golpe para entender o comportamento dos criminosos e assim poder entregar uma solução rápida para diminuir o impacto da ação dos golpistas.
Imagem: rafapress / shutterstock- Edição: Seu Crédito Digital
